Deus violará outra virgem,
Na vinda de uma nova morte,
E os anjos violadores
Cobrir-lhe-ão o ventre de sangue
Cuspindo ódio na humanidade,
Gritando vingança pelos mortos
Ansiando o novo calvário
Na pedra cobarde,
Atirada com despezo,
Despedaçando o crânio flamegado de espinhos.
Irá morrer num turbilhão sangrento,
Despedaçando vidas no cruel passar do tornado de seu pai...
Gritos raivosos,
Gritos sangrentos,
Gritos desesperados,
Gritos....
Silênçio...
A morte venceu.
O anjo negro levita sobre os derrotados,
A foice pinga sangue,
As almas voam ao vento,
E a brisa murmura:
«A morte chegou.... nova vida sangrará,
No ventre de mais uma virgem violada»
