Estive perdido num sonho qualquer.
Regressei as bases e sentei-me a observar o mundo com a serenidade de um guerreiro (fica óptimo no papel, mas infelizmente falta-me o espírito). E observei o meu blog… já não lhe mexia a mais de uma semana, bem mais, e consegui abstrair-me dele como autor e ser apenas o espectador no palco de loucuras, nos delírios inundados de Dor. Confesso que gostei, ri-me com algumas coisas, sorri com outras, pensei seriamente em retirar algumas entradas, mas neste momento estou já muito mais “cagativo”, que me importa estar lá uma música minha? Se alguém tiver a paciência para a tirar que tire, que passe na net e goze com a minha voz, que faça o que bem quiser… não tarda nada morro e nada mais faz sentido, para que preocupaçoes inúteis? Pensei em retirar algumas entradas com imagens menos “artísticas” (está ali uma miúda bem gira a ocupar espaço inutilmente, mas não é isso que fazem as miúdas muito giras?) considerem a sua entrada como uma alegoria ao mundo da superficialidade (coitada da miúda até pode ser bastante interessante), pensei que deveria de meter os documentos mais visíveis, mas uma brevíssima sondagem pelo IRC fez-me ver que os links são visitados (sinceramente acho que os documentos são o melhor), e pensei em o apagar…
Pensei em apagar isto e desistir de mais um delírio meu, mas por enquanto ganhou forma o pensamento que lhe sobreveio – o de relançar a inspiração, perder a apatia, o vazio, o nada sentir, o ficar a olhar as manchas na parede a tomarem conta de mim (se alguém quiser também fundei esta semana ou a outra um canal na PTnet de seu nome #Mão_Morta passem por lá para vos enviar algum do melhor som que já se fez em Portugal e no mundo…) ganhei uma nova obsessão (One Last Goodbye dos Anathema, a duas semanas que ouço a musica incessantemente, e quando não ouço canto para mim) e um novo vicio (cerveja preta). Vi concertos (o blues ganha por acaso com duas bandas de covers), vi amigos, chorei, insultei a engenheira minha superior umas duas ou três vezes, fui ameaçado desde descontos no ordenado a reuniões com a gerência, fui acusado de desrespeito pela hierarquia empresarial, e demasiada impertinência “quando mandam você faz que é para isso que é pago” mas para mandar é preciso saber respondi eu. E tudo com a certeza que a gente esta cá e para se dar bem e as discussões apenas servem para nos tirar da apatia. Mas eu estou em apatia… não é que nada faça mas nada sinto… apenas desejos irrealizáveis na alma… e a certeza que os anjos não existem, morreram nos sonhos ilusórios… e há mulheres tão concretas e sorrisos e desejos tão palpáveis.
...hmmmm...és, pelas tuas palavras, concerteza, uma pessoa deveras interessante....bastante..até!
revelas uma intensa nitidez naquilo que escreves, em todas as palavras que dizes...é raro...és um homem raro... João...
nunca percas esse...dom??? não..n se trata de um dom...és mesmo algo..intrínseco não? de qualquer modo faz para que nunca te afastes desse teu jeito que das tuas palavras solta um leve brilho soante...
Beijo
A respiração do mar
Errantes as palavras, as janelas,
respiração à flor do mar no côncavo da arca,
ombro imenso que não encerra, todo o espaço
como um só corpo onde o vento começa.
António Ramos Rosa
...hmmmm...és, pelas tuas palavras, concerteza, uma pessoa deveras interessante....bastante..até!
revelas uma intensa nitidez naquilo que escreves, em todas as palavras que dizes...é raro...és um homem raro... João...
nunca percas esse...dom??? não..n se trata de um dom...É algo mesmo..intrínseco não? de qualquer modo faz para que nunca te afastes desse teu jeito que das tuas palavras faz soltar um leve brilho soante...
Beijo
A respiração do mar
Errantes as palavras, as janelas,
respiração à flor do mar no côncavo da arca,
ombro imenso que não encerra, todo o espaço
como um só corpo onde o vento começa.
António Ramos Rosa
Desculpa a repetição mas enganei-me no comentário anterior...
/me sorri :)
Posted by: petala at setembro 13, 2003 03:27 PM