Desejei arder numa chama fria, perdi-me num qualquer recanto de Desespero. Enquanto a morte me sorria fui feliz, quando senti o seu toque gelado e a única coisa que me aquecia era o calor das lágrimas emanadas por mim rasguei a minha pele já dilacerada por tormentas e rajadas de ventos agrestes, e as minhas mãos mancharam-se de sangue. Deitei-me perante o meu vazio transbordante e chorei o que tinha já chorado. Não consigo chorar…
Erro…
Deitei-me numa nuvem, gritei segredos para o Mundo e apenas o vazio me respondeu. Continuo a errar em segredo.
Gritos mudos e vazios devolvem-me a minha podridão, espero neste recanto milenar de folhas apodrecidas algo que me devolva os gritos, mas nada me responde senão o vento… que sussurra o meu nome para a Eternidade.
