Um vazio existencial… Um vazio na alma… Erro através de limbos conhecidos como um estranho. Não vejo nada, não sinto nada. Apenas vejo as faces que sorriem, e eu próprio meto um sorriso na face, apesar de por dentro estar vazio. Nem sei o que escrever. Para escrever é preciso sentir, e eu apenas sinto o vazio…
Há momentos em que os vazios de nós nos esmagam de tão sôfregos que são. Asfixiam-nos, pontapeiam-nos brutalmente. Fazem-nos cair. Arrastam-nos no chão. Esfregam-nos contra o que de mais duro e áspero pode haver...
Nestes momentos de vazio desfalecemos. Desfalecemos docemente. Sem reacção. Quase sem reacção. Porque toda a nossa força é nenhuma.
E não somos nada. E somos o Nada máximo que pode haver. E somos o Tudo de Nada que melhor conseguimos ser.
Pobreza de nós.