janeiro 12, 2004

A Eternidade Num Nada de tempo

Sentei-me ao luar. Olhava a Lua diluir-se tepidamente na minha pele, os teus lábios ferventes na minha face, e o brilho do teu olhar a aquecer-me a Alma. Falamos do Futuro e do Presente. Sonhos e Realidades enlevados num toque de pele e num beijo molhado roubado furtivamente ao Tempo. Fizemos promessas, promessas verdadeiras, apesar de sabermos que com o tempo tudo seria esquecido. Já passamos essa inocência. A doce ilusão da Eternidade. A magia das promessas que sabíamos ser eternas, o falar de Amor Eterno e acreditar, porque era sentido. Mas agora sabemos que o Amor é sempre igual, sempre sentido e enlouquecido, sempre eterno, mas sempre fugaz. Sim… Sou sincero e amo-te com a intensidade da Eternidade. E acredito em ti. Acredito que nos teus beijos incandescentes e no teu olhar terno, existe a esperança e a crença do Amor que me juras. Mas… Quanto tempo? Quanto tempo passará até que esta noite, esta Lua, estes beijos não serão mais que memórias perdidas na Infinidade de outras noites? Quanto tempo até te deitares nos braços de outro homem? Quanto tempo até receber outra mulher nos meus braços e amá-la em silêncio?
Repousa. Deixa-te enlevar no meu odor, deixa-me embalar-te no silêncio do bater de nossos corpos, deixa o tempo estender-se pela Eternidade, pelo Infinito da Ilusão, pelo sonho… Enquanto dura este abraço.

Beijei-te a face. Sorriste-me e beijaste-me o peito. Repousaste a cabeça em mim e ouvimos o vento beijar uma árvore numa doce melodia…
Esta é toda a Eternidade que precisamos.

Posted by almahperditae at janeiro 12, 2004 03:44 PM
Comments

Gostei do teu mundo delirante. Um reduto de palavras com forma.

Posted by: Guida at janeiro 13, 2004 02:31 PM

Estou a gostar!

Posted by: Roxy at janeiro 15, 2004 12:01 PM

"Esta é toda a Eternidade que precisamos." mas k é precedida da nossa morte...


Posted by: Lacshimi at janeiro 15, 2004 01:12 PM