Hoje percorri limbos perdidos e esquecidos numa bruma qualquer por viver. Olhei em frente e nada vi que não estivesse já a muito apodrecido pelas minhas lágrimas. Vazios insuportáveis, delírios lancinantes, résteas de sonhos que insistem em sobreviver…
Porque não morrer de podridão no meu canto de lágrimas solitárias? Porque insisto em viver, se já a muito percebi que não fui forjado para a Vida? Porque não outra coisa diferente disto? Porque insisto no vagar na multidão? No silêncio dos meus gritos? Na esperança que resiste, estupidamente, num chão frio que bebe o meu sangue?
O teu ser alimenta-me… A tua essência faz-me sorrir… mas fora de ti nada sou. Deixa-me entrar em ti e dilacerar-te os sentidos e as lágrimas. Fazer da tua Dor a nossa lama, o nosso covil. Anda! Prostra-te a meu lado e rasguemos o manto que nos cobre. Nada mais importa que não o momento em que a nossa lama é una. Seremos um… Seremos divinos, minha deusa. E o teu olhar a minha perdição...

Oi, em primeiro lugar obrigado pela visita ao meu blog, achas-te interessante ? lol... sinceramente, eu nao acho...
É verdade no dia 1 fui passear até S. Pedro de Moel (que adoro), não sou de lá, moro a 80km, perto do Entroncamento.
Nao tenho andado com muito tempo para consultar os "blogs o costume" nem para escrever, mas brevemente voltarei ao "activo" ...