Um vazio, uma qualquer opressão que nos viola a mente. É assim que muitas vezes me sinto, olhando um vazio estático, mesmo quando olho a voracidade da Humanidade, das cidades que nunca dormem, dos corpos que se arrastam na placidez dos dias. Não o sei explicar, não sei porque me sinto vazio, mesmo quando me rio, quando estou bem, quando me insiro num mundo que apenas vejo de longe, mesmo quando sou esse mundo. Sei apenas que nada sinto, que à muito que o vazio tomou conta de mim, que à muito que o que sinto é sempre algo que não sei sentir, que a felicidade que penso sentir embate sempre num muro de indiferença, porque nada sou que alguém veja. Amei-te, amo-te… não sei… sinto a falta de ti, cada vez mais longe, porque eu mesmo cada vez me afasto mais de mim. Estando tu em mim, nada mais sinto por ti, porque nada sinto em mim. Perdi-te… Perdi-te na confusão de mim.