abril 23, 2004

Tempo Perdido


Não sei porque erro neste limbo,
Arrastando-me por viagens inóspitas,
Cheias de sombras e gritos murmurados
Em silêncios de explosões de Humanidade.
Olho através dos vultos cerrados,
Suspirando pelos Poetas de outrora,
Suspirando pelas Musas,
De folhas virgens ante mim…
O fumo do cigarro dilui-se,
Dança melancolicamente envolvendo-me,
Adormecendo-me,
Libertando-me para um mundo de caos…
O meu mundo.
Em mim nada existe,
Tudo erra,
Tudo se absorve na minha Dor,
E tudo afasto com uma Apatia violenta.
O cinzeiro de vidro,
Persiste em me chamar,
Eu vejo-me cinza,
Num destino que me espera ao longe,
Numa espera eterna de Eternidade,
Num vazio,
Numa escuridão,
Numa deambulação,
Entrega ao destino,
Espera…
Os ponteiros do relógio
Esvaziam-me persistentemente,
Mais um bater de Vida para fora de mim,
Mais um momento perdido,
Um eterno esbanjar,
A certeza de me perder
A velocidade da vida,
A sempre constante persistência do Nada…

Posted by almahperditae at abril 23, 2004 12:38 AM
Comments

Muito bem..;) *

Posted by: Lacshimi at abril 23, 2004 11:36 PM

ja sabes o meu comentario!! foi dito ao vivo e a cores... mas keria dizer-te por escrito, k o poema ta genial, tem uma 1ª parte de rasgo de inspiração genial...podias publicar, podias tb alterar cenas...e fazer um re-write...mas tirando isso k nao keres fazer: divino!!

Posted by: sunamun at abril 26, 2004 10:38 PM

Sunamun, tu és teimosa :P ja te disse (ao vivo e a cores) k o poema é exactamente a mesma merda k escrevo aki a qs 1 ano lol não está genial, e o unico rasgo k tem é o mesmo rasgo com k escrevo tudo o k aki meto. nao esta divino, mao tem inspiraçao genial nenhuma. é um poema normalissimo, como as outras dezenas que aki estão.
beijokas miuda :)*

Posted by: Almah Perditae at abril 29, 2004 06:06 PM