junho 08, 2004

Espada de Sangue...

No Desespero dos dias,
Na Imensidão das Noites…
Arrasto o meu cadáver,
Em lânguidas e hipnóticas divagações,
Em delírios de vazios por preencher,
Em lágrimas que escorrem solitárias pela face seca.
Vagueio no gume da espada,
Num equilíbrio instável,
Dum lado uma cama de rosas,
Do outro um Abismo de espinhos.
No vento que me afaga o cabelo,
Sinto o odor do perfume apodrecido,
Duma pétala que se feriu sob o peso da minha espada.
O seu sangue escorre, pinga, esvai-se,
E acaba por ser engolido pelo húmus que alimenta o Abismo…
Percebo o seu cantar hipnótico,
E escuto o seu chamamento
A medida que fecho os olhos.
A medida que sinto o gume frio da espada rasgar-me a Solidão.

Posted by almahperditae at junho 8, 2004 02:02 AM
Comments

;) ** foi sentido

Posted by: Lacshimi at junho 8, 2004 06:41 PM

Quero entender o poema, o tanto o quanto se pode entender algo q não é nosso ou não somos nós :P
Só me ficou o pensamento que apesar da lâmina fria da espada, o sangue q vai escorrer é quente...Então logo o frio deixa de ser sentido...ou ter sentido...ihhh...e no fim tb todo mundo está sempre entre dois mundos...num equilíbrio instável...sempre foi assim, não é?!
Ah, estou louca, louca com minha vida "prática"... recebi seu email e ainda não posso responder. Só para q saibas q o li(gostei :)) e te respondo assim q tiver tempo para...respirar!

Bjos!
Espero q estejas bem!

Marcela.

Posted by: marcela at junho 9, 2004 07:06 PM

Bem...
escrevi um comentário longissimo a analisar o poema, tentando explica-lo. mas ao reler o comentário vi que já estava muito "nu", por isso deixo esse trabalho a quem o quiser fazer... Vou guardar a interpretação k fiz apenas para mim se nao se importarem :)
obrigado por virem aki :)
bjs pas duas

Posted by: Almah Perditae at junho 9, 2004 09:12 PM
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