setembro 30, 2003

Divagações & Confusões

Por vezes sinto-me pior. Não sei a razão, não sei o motivo… Sei que a vida não me seduz, não me apresenta motivos de rejúbilo, olho em frente e não vejo nada, tudo parece seguir o seu ritmo normal, mas a normalidade é-me estranha. Preciso de novas experiências, de sentir novos prazeres, descobrir novas coisas, e a normalidade parece que me aflige, demasiado familiar, repetitiva, entediante.
Nos últimos tempos parece que a minha vida vai fechando círculos, reencontro pessoas que não vejo há anos, imenso tempo, pessoas com quem me cruzei fugazmente ou pessoas com quem até tive alguma intimidade, e constato que já não me lembro de nada, de ninguém, tudo esta no passado e são sempre elas que se lembram de mim. Como raio um gajo que conheci no meu primeiro festival já há uns seis ou sete anos, se lembra de mim?
Vou fumando cigarros atrás de cigarros, bebendo cervejas atrás de cervejas, e várias outras bebidas, e deixo para trás o descanso que tanto preciso (não consigo dormir mais que três ou quatro horas diárias) não me alimento (já cheguei a passar um dia inteiro sem comer) e sinto um vazio enorme na alma. Nada me interessa, e tudo esta tão como eu sempre quis, os meus sonhos lentamente vão concretizando-se, não sinto a falta de amigos, porque parece que agora que deixei de fugir reparo que eles sempre lá estiveram eu é que não os via. E apesar de estar como nunca estive pelo lado negativo, estou como também nunca estive pelo lado positivo.

Acho que estou com uma depressão enorme. Mas estou feliz comigo mesmo… gosto de mim, acho que é apenas um desequilibro químico… É a normalidade de toda a minha vida: ter tudo e nada me satisfazer, tudo o que quero tenho, mas não tenho o que quero, talvez porque não sei o que quero. Quem amei afastou-se, quem eu desejo esta a afastar-se…

Se não fosse o estar bem no meio de todas as lágrimas escondidas, há muito que já teria abraçado a Morte. É o que quero, mas gosto de viver… Apenas não sei se deva seguir o coração.

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setembro 29, 2003

Vazio

Algures num vazio eterno,
Erro por entre as névoas…
Sinto o frio na pele,
Fazendo-me sentir algo.
Este limbo eterno de Dor
O cruel passar do tempo,
O peso insuportável do Vazio,
As lágrimas que teimam em sufocar,
Os gritos que teimam em morrer no silencio…


Nada…
Apenas o olhar a paisagem,
Que nunca muda,
Que é sempre a mesma,
Que me diz sempre o mesmo:
“Morre!!”


E a fuga insiste em ser a unica saída...

Posted by almahperditae at 08:35 PM | Comments (0)

setembro 28, 2003

Tear

Perdido num sonho
Perdido em alguma esperança perdida...

Olho através dum espelho,
E vejo faces mortas no seu reflexo…
No meu olhar uma lágrima insiste em nascer,
E sabe que o chão frio a aguarda.

Até uma lágrima sabe que a Morte a espera…

Posted by almahperditae at 04:11 AM | Comments (0)

setembro 24, 2003

Uma página da minha vida...

Ontem tive um dia excelente mesmo.

Eram perto das duas da tarde, tinha acabado de iniciar o trabalho depois de almoço tive uma fraterna troca de ideias com o meu chefe. Ele é que manda como ele tão bem expôs, mas isso não invalida que erre, e quando ele decide uma coisa (alteração numa nota de encomenda) e não nos diz nada, e orientamos o trabalho consoante aquilo que esta determinado o erro é dele por não o comunicar e não meu. Pois tentem explicar isso ao meu chefe, ao contrário do que é normal em mim não me alterei, não levantei a voz, não disse asneiras, não o mandei para sitio nenhum, não dei pontapés em nenhuma palete ou caixa (e isso é que é muito estranho, o facto de não me ter alterado com ele) mas repeti e insisti com exemplos, com calma, com determinação que o erro era dele e não meu. Ele não gostou e o resultado foi uma resposta simples e directa: “Olha que tu não me contraries, senão vais já para casa.” a minha resposta foi igualmente simples e directa: ”E vou sem problema nenhum.”.Virei-lhe as costas, sai pelo portão, entrei no carro e vim-me embora… a faltarem cinco horas para a minha hora de saída.

Cheguei a casa, liguei o computador, liguei o IRC, estava lá o Quim-Zé, estranhou eu estar em casa aquela hora disse o que se tinha passado e fui ter com ele. Fomos primeiro para a beira do rio, num sítio bastante bacano (tirei umas fotos, depois hei-de meter aqui as fotos), mandámos uma abaixo, depois fomos até uma explanada, ver “gajas” e acabamos a tarde em casa dele a jogar Pro Evolution Soccer 3.

Hoje… Até fui mais cedo para o trabalho para ir falar com a gerência, mas nem cheguei a ir porque mal entrei disseram-me logo que não tinha problema nenhum, que me pagavam o dia, e que o meu chefe foi chamado a atenção sobre a besta que é. Ele nem coragem teve de me olhar nos olhos o dia todo, baixava sempre a cabeça ao passar por mim, ninguém me disse nada (com a excepção de um pequeno conselho e pedido: que para a próxima lhe dê um murro e de preferência que vejam), e a única coisa que saiu de toda esta história bizarra foi: um dia de folga para mim, e a constatação de que ele é um cromo. Mas eu adoro-o à mesma, afinal deu-me um excelente castigo: em vez de andar a trabalhar, fui ver gente, ver o Sol, ver o Mar… E a ser pago. Digam lá se não queriam chefes assim. :)

Posted by almahperditae at 09:12 PM | Comments (0)

setembro 23, 2003

O Diabo (desconheço a fonte desculpem... mas não é meu)

O conceito de Diabo pode ser definido como um ser sobrenatural que se caracteriza por representar a própria personificação do Mal: seu mito resume em si todo o problema do que hoje se denomina como Mal. Sendo uma força incontrolável e hostil, origem de todo o mal, é temido pelo Homem, que o considera um fenómeno dotado de poder enorme e perene, sentindo-se por ele constantemente ameaçado. Essa criatura pode, contudo, receber nomes variados, funções diversas e ter origens distintas, dependendo para isso, tão-somente da cultura à luz da qual se analisa o conceito.


Em muitos idiomas Diabo, Demónio e Satã são sinónimos da mesma realidade. Porém, é interessante notar que, embora as três palavras compartilhem hodiernamente da mesma acepção, nem sempre foi assim. Do vocábulo hebraico Satã, cuja raiz significa “opor”, “obstruir” ou “acusar”, surgiu a tradução grega diabolus, “caluniador”ou “acusador”. Só tempos mais tarde é que a palavra adquiriu o sentido de “adversário”, quando diabolus passou ao latim como diabolus.


Por sua vez, demónio, em grego daimónion, significava primeiramente deus, divindade, deus de categoria inferior; era um intermediário entre os deuses e os mortais. A expressão era utilizada também para designar a voz interior que fala ao homem, guia-o, aconselha-o, sem portanto qualquer significação pejorativa. Homero (século IX-VIII a.C.), chegou a empregar o termo muitas vezes conotando o próprio destino. Foi só posteriormente que daimonion, palavra derivada de daiomai, “dividir”, adquiriu o sentido de “espírito mau”. O Diabo é designado por inúmeros outros nomes dentre os quais, destacam-se: Satanás, Satã, Belzebu, Lúcifer, Príncipe das Trevas e Pai da Mentira. No Brasil, a superstição popular, com medo dos efeitos funestos possíveis apenas por pronunciar-lhe o nome, se lhe atribuiu diversos cognomes. Por esse motivo é também conhecido pelos apelidos de Coisa Ruim, Maligno, Rabudo, Tinhoso, Cão, Excomungado, Cramulhano, entre outros. No entanto, cada um dos termos correspondem apenas a sinónimos que, não obstante se refiram à mesma entidade, não constituem obviamente o próprio ser na sua essência. Embora os antigos gregos não lidassem com uma figura única que representasse unicamente a maldade do mundo, foram eles os primeiros a levantar a questão do mal em termos filosóficos. A mitologia grega estava repleta de deuses que eram em sua essência ambivalentes pois possuíam ao mesmo tempo tanto qualidades positivas, quanto qualidades negativas, não havendo, portanto, uma criatura única a quem pudesse ser atribuída toda a maldade do mundo.


Havia, contudo entre eles, um deus, Hades, que era considerado o senhor do mundo subterrâneo, e que presidia tudo que era sombrio. Senhor dos Infernos, reinava sobre os espíritos mortos que habitavam em seus domínios, terra das sombras. Entretanto, Hades tinha um outro cognome, Pluto, através do qual também simbolizava a fertilidade, porque como rei das profundezas, era também responsável pela produção de todos os minerais preciosos como ouro e prata acrescido do fato de que era sob suas ordens que as sementes ocultas sob a terra germinavam, dando origem às plantações e às colheitas. Hades ou Pluto, mantinha portanto, sua qualidade ambivalente pois era considerado tanto o deus da morte, quanto o deus da fertilidade. Dessa concepção, adveio provavelmente a associação do Diabo com a fertilidade e por conseguinte, com a sexualidade, incorporada posteriormente pelos cristãos, na construção de seu princípio do mal. Além disso, havia Pã, filho de Hermes, outra criatura da mitologia grega, um ser bizarro, extremamente cabeludo, semelhante a um bode, com chifres e patas fendidas, que e que simbolizava o desejo sexual desenfreado. Essa descrição iconográfica acrescida do fato do deus Pã estar ligado à tudo que se referia à selvajaria e a loucura sexual influenciou definitivamente a imagem atribuída posteriormente ao Diabo dos cristãos. Os textos medievais se referem ao Diabo como uma criatura peluda, dotada de chifres e patas, capaz de adquirir formas dos diversos animais que simbolizavam frequentemente a fertilidade como o asno, o porco, o lobo, o cão, o galo, e bode, esta última a mais comum. Da mesma forma que o branco é associado à Luz e ao Bem, o negro possui uma imensa gama de associações negativas e assustadoras, sendo invariavelmente associado ao mal. O preto é tido como a cor da noite, símbolo das trevas, onde os seres fantasmagóricos e informes têm as mais diversas actividades funestas. A religião hebraica contribuiu em muito para isto adoptando a ideia de que Satã como a personificação do lado escuro de Deus, o que demonstra que inicialmente para os hebreus, não havia um ser único, responsável exclusivamente pelo mal. Posteriormente, contudo, o povo hebreu, buscando uma nova teodicéia, dividiram seu Deus em duas partes, a primeira, contendo seu aspecto bom e a segunda, contendo o aspecto mau. O mal passou a ser considerado então como o resultado do pecado do homem, descrito no livro de Génesis, mais precisamente quando Adão e Eva desobedeceram ao Criador, comendo no Jardim do Éden do fruto proibido.


Foi somente à época do Novo Testamento, que a questão do Diabo foi trazida à luz com mais agudeza, passando o Diabo a ocupar uma posição de destaque tendo adquirido a função de contraparte do Cristo. Para os cristãos, o Diabo é o representante das forças do mal, em constante guerra com Deus, criador de todas as coisas, omnipotente, omnisciente, omnipresente e totalmente bom. No Novo Testamento, consolidaram-se vários conceitos já existentes do Diabo: é o chefe dos exércitos demoníacos, é o princípio do mal, é o não ser, é um anjo caído. Dentro da teodicéia cristã, o Diabo é centro da noite, que arde no mundo subterrâneo e cujo intuito primordial é o de privar-lhe da graça de Deus. Ainda segundo essa linha de raciocínio, a única forma do Homem escapar ao seu jugo é através do mistério da cruz, a cruz de Cristo que liberta os homens e restituindo-lhe a graça de Deus.


No Tarôt, o Diabo é a décima sexta carta, representado pelo deus Pã, considerado uma criatura lasciva e indecente. Habitava nas cavernas, que simbolicamente representa o lugar mais inatingível do inconsciente. Símbolo da escravidão que acomete todo aquele que é cegamente submisso aos instintos. No decorrer de um jogo, seu aparecimento indica também a necessidade do reconhecimento e consequentemente confrontação com tudo aquilo que é mais sombrio e destrutivo dentro de todo ser humano, a fim de tornar-se possível o desabrochar de uma personalidade mais integrada e consciente.

Simbolicamente, o Diabo representa o impulso que leva à desordem da consciência e seu subsequente enfraquecimento determinando a desintegração da personalidade. Como a antítese do Bem, é causador de uma tensão que somente será resolvida menos pela repressão, que só faz aumentar seus efeitos desintegradores que se manifestam através da dúvida, do ambivalente e do determinado, do que pelo seu reconhecimento, compreensão, integração e absorção.

Posted by almahperditae at 09:52 PM | Comments (22)

Sou um merdas...

Lealdade…

O que significará esta palavra? A quem devemos lealdade? A nós ou aos outros? E quando os outros são pessoas que estimamos? Mas o destino ou algo que desconhecemos a face nos seduz com algo que sabemos a partida que irá prejudicar outrem, mas que nos irá fazer enfim sorrir?
Não pretendo magoar ninguém. Não quero ver lágrimas derramadas a meu lado, mas as minhas lágrimas foram enfim enxutas. E a esperança que à muito tinha perecido na minha alma enfim sorri-me por detrás duma nuvem negra, aquecendo-me o espírito com o seu morno contacto dourado. Não menti, não fugi de nada, a tudo enfrentei e isso diz-me que segui o caminho certo, mas nesse caminho magoei quem não queria, quem eu prezava, quem eu tinha garantido com toda a sinceridade que minha firmeza possui que não iria magoar. Mas… no caminho sempre incerto da vida, o meu coração pregou-me uma partida e agora… sinto-me mais reles, baixo, desprezível e nojento que todos os sétimos, mentirosos e hipócritas deste mundo…
Não sou melhor que eles. Posso ter seguido um caminho de verdade, posso não ter o desprezo nem de quem magoei, posso continuar a ter a cabeça erguida porque nada fiz de mal e errado… Apenas me apaixonei, apenas perdi a cabeça por alguém que me devolveu a esperança perdida.

Mas isso justifica a falta de força para fechar os olhos ao meu sentir e pensar em quem eu prezo?

Não!!!!

Posted by almahperditae at 02:46 AM | Comments (0)

setembro 22, 2003

O sonho irreal...

Hoje o dia foi bastante estranho…
Acordei com a minha mãe a ligar-me porque tinha que ir a Leiria ter com ela, passada hora e meia e meia hora a procura de estacionamento (maldito dia sem carros e sem estacionamento) lá entrei em casa. Foi uma seca tremenda, numa casa sem PC, sem nada para ler e com a única televisão da casa sintonizada na TVI porque a minha avó estava a ver sei lá o que estava a ver. Estive lá horas incontáveis acabei por adormecer no sofá e acordar as dez e tal da noite com a minha mãe a chamar-me para ir jantar. Fui beber café e durante o café o Marco ligou-me para irmos beber um copo. Fui para a Marinha Grande para irmos beber o tal copo, mas como me demorei um bocadinho (só um bocadinho lol) quando entrei no Opera Prima vi no telemóvel que ele já me tinha mandado uma mensagem a dizer que ia bazar. “Ora Foda-se” pensei eu, mas ainda bebi uma cervejinha e fumei um cigarrito.
Estava eu a beber muito descansado a minha cerveja quando o gajo que estava ao meu lado me começa a falar do F.C. Porto e do Real de Madrid e do Benfica, e eu comecei também a meter conversa com ele. Conhecia-o de algum lado mas não sabia de onde, apesar de ele parecer não fazer a mínima de quem eu era. A certo ponto falou dum disco qualquer que tinha emprestado e nunca mais o tinha visto e até era pena porque tinha umas frases que ele gostava de tirar. Foi quando se me apareceu defronte da mente de onde eu o conhecia: era o guitarrista da banda de covers de blues que eu vi a umas duas ou três semanas e por quem tinha ficado bastante impressionado. Lembro-me que até comentei com o Pedro que adoraria que ele tocasse comigo no projecto que tenho que fazer para a Susana.

Resumindo e concluindo, não querendo dar mais pormenores porque tudo ainda me parece um sonho, um truque do destino: para o meu projecto de blues, pop, folk, e tudo aquilo mais que me passar pela cabeça já tenho: uma vocalista com uma voz que vai fazer furor; um teclista que tem um talento nato e quase genial para a musica; um guitarrista que transpira blues por todos os poros; e… Eu…
Será que conseguirei escrever músicas com valor suficiente para tanto talento junto? Se sim atingiremos o céu, a estratosfera, se não… Teremos um bocadinho de fama apenas.
Mas duma coisa tenho a certeza: Aguardem porque vamos dar que falar.

Posted by almahperditae at 03:54 AM | Comments (0)

setembro 20, 2003

Chefias

Que dia de merda hoje tive, um calor infernal e eu encerrado na fabrica a ter que aturar chefes e colegas… as vezes os pensamentos ainda afloram a minha mente cansada e penso em dar um murro em alguém e vir-me embora e ir deitar-me na praia, mas infelizmente somos animais racionais e sabemos que esses desejos têm que ficar apenas para nós. Ou então faz-se algo sobre isso (uma entrada num blog ou um cartoon, cada qual com aquilo que prefere)


Posted by almahperditae at 01:28 AM | Comments (0)

setembro 18, 2003

vou trabalhar daki a 10 min por isso...

Sabem o que é estar farto de viver?

Sabem o que é olhar em frente e nada ver?

Sabem o que é construir algo que não existe?

E depois...

Sabem o que destruir algo que não queriam ver destruido?

Sou uma merda pior que as merdas que me destruiram a vida, não sou melhor nem mais inocente, sou apenas isso... A merda que eu mais odeio e destrui-o a minha vida, é tão merdosa quanto eu.

A sinceridade não compensa!

Posted by almahperditae at 09:54 AM | Comments (0)

setembro 13, 2003

Neste dia sinto-me um pouco mais apático (penso que é a morte a perseguir-me)

Vultos…
Sombras perfilam-se no vazio,
O vento insiste em gritar o teu medo,
E percorre os teus sentidos.

O silencio…
O Nada,
O constante pulsar do Universos,
O constante ribombar do silêncio no teu vazio…

O vento uiva e não sentes nada.


Posted by almahperditae at 02:48 PM | Comments (2)

setembro 11, 2003

festejos do 11 de Setembro

Hoje comemora-se a efeméride da queda das torres gémeas. No médio oriente o acontecimento e comemorado com um fogo cruzado entre facções rivais e um maior número de ataques suicidas. No mundo ocidental os famosos vestem a sua cara de magoa e dão o seu apoio as vitimas e familiares, os meios de comunicação social fazem reportagens e especiais sobre o dia que mudou o mundo e coloca-se os aeroportos em segurança máxima. O fogo de artifício das festividades normais é substituído por arsenais de armas e batalhões de soldados desfilando pelos corredores dos aeroportos.

Portugal juntou-se as festividades.
No aeroporto internacional de Lisboa foram destacados três GNR para fazer a segurança. Devido a intensidade emocional do cargo, os destacados foram fazendo turnos, revezando-se entre si para poderem estar sempre no seu auge.


Em declarações aos jornalistas sobre a tactica a adoptar o sub-chefe Inácio Tiburcio desabafou que não concorda com o comando operacional sediado na esquadra nº 123 de Alvalade. segundo ele e passamos a citar: "Acho que deveriam de ter sido destacados quatro operacionais, sempre dava para jogarmos à sueca."

A operação termina hoje as 24h00 seguindo-se de seguida um convivio informal na sede da empresa Madame Susie Bootsoff já uma colaboradora assídua nestas ocasiões especiais.

Espera-se um saldo positivo cujas repercusões decerto poderam servir de exemplo para diversas forças nacionais e mesmo internacionais, colocando deste modo a há muito reputada Guarda Nacional Republicana sempre na vanguarda das forças de segurança publicas do mundo civilizado.

Bem ajam.

Posted by almahperditae at 10:27 PM | Comments (3)

regressado de algures pt#2

Estive perdido num sonho qualquer.
Regressei as bases e sentei-me a observar o mundo com a serenidade de um guerreiro (fica óptimo no papel, mas infelizmente falta-me o espírito). E observei o meu blog… já não lhe mexia a mais de uma semana, bem mais, e consegui abstrair-me dele como autor e ser apenas o espectador no palco de loucuras, nos delírios inundados de Dor. Confesso que gostei, ri-me com algumas coisas, sorri com outras, pensei seriamente em retirar algumas entradas, mas neste momento estou já muito mais “cagativo”, que me importa estar lá uma música minha? Se alguém tiver a paciência para a tirar que tire, que passe na net e goze com a minha voz, que faça o que bem quiser… não tarda nada morro e nada mais faz sentido, para que preocupaçoes inúteis? Pensei em retirar algumas entradas com imagens menos “artísticas” (está ali uma miúda bem gira a ocupar espaço inutilmente, mas não é isso que fazem as miúdas muito giras?) considerem a sua entrada como uma alegoria ao mundo da superficialidade (coitada da miúda até pode ser bastante interessante), pensei que deveria de meter os documentos mais visíveis, mas uma brevíssima sondagem pelo IRC fez-me ver que os links são visitados (sinceramente acho que os documentos são o melhor), e pensei em o apagar…
Pensei em apagar isto e desistir de mais um delírio meu, mas por enquanto ganhou forma o pensamento que lhe sobreveio – o de relançar a inspiração, perder a apatia, o vazio, o nada sentir, o ficar a olhar as manchas na parede a tomarem conta de mim (se alguém quiser também fundei esta semana ou a outra um canal na PTnet de seu nome #Mão_Morta passem por lá para vos enviar algum do melhor som que já se fez em Portugal e no mundo…) ganhei uma nova obsessão (One Last Goodbye dos Anathema, a duas semanas que ouço a musica incessantemente, e quando não ouço canto para mim) e um novo vicio (cerveja preta). Vi concertos (o blues ganha por acaso com duas bandas de covers), vi amigos, chorei, insultei a engenheira minha superior umas duas ou três vezes, fui ameaçado desde descontos no ordenado a reuniões com a gerência, fui acusado de desrespeito pela hierarquia empresarial, e demasiada impertinência “quando mandam você faz que é para isso que é pago” mas para mandar é preciso saber respondi eu. E tudo com a certeza que a gente esta cá e para se dar bem e as discussões apenas servem para nos tirar da apatia. Mas eu estou em apatia… não é que nada faça mas nada sinto… apenas desejos irrealizáveis na alma… e a certeza que os anjos não existem, morreram nos sonhos ilusórios… e há mulheres tão concretas e sorrisos e desejos tão palpáveis.

Posted by almahperditae at 03:34 AM | Comments (4)

cem metros livres


Para quando a prova da maratona?

(alguma loirinha que queira ser atleta por umas horas deixe o seu mail nos comentarios)

Posted by almahperditae at 02:46 AM | Comments (2)