
Essa miúda é um exagero
Diz que sem ti não sabe voar
E tu adoras voar com ela
E enquanto inventas espaços novos
Ela vai arquitectando uma teia
Para te aconchegar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o Sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente para ti
Essa miúda é uma feiticeira
Prende-te a mente e põe-se a falar
E tu bem tentas compreendê-la
Mas o que sai da sua boca
Não parece condizer com o que ela
Te diz com o olhar
Essa miúda faz-te acreditar
Que o Sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente para ti
(Que se foda a auto-analise... vejam o Apocalipse, o 15 de abril 2003, a almas doridas, O Fogo, Suicídio, e o Neste dia sinto-me um pouco mais apático (penso que é a morte a perseguir-me). São os meus favoritos e não tenho paciencia para escrever...)
À uns dias que venho vindo a evitar colocar uma entrada. Esta é a entrada cem do blog, queria fazer uma auto-analise sobre o que tenho vindo a escrever aqui nos últimos quatro meses. Mas penso que essa entrada ficará para a entrada cento e um (o que até é mais normal para assim ter cem entradas para avaliar lol) porque esta tarde um pensamento filosófico assaltou-me, uma parte de minha alma confusa obstruiu todo o resto de meu pensar. Falo da diferença entre a Paixão e o Amor.
Já amei. Uma vez. Mas esse Amor não saiu do nada. Por muito que eu tenha pensado que a amei no momento que a vi, por muito que tenha acreditado nisso, isso é mentira. O que senti por ela foi uma loucura que tomou conta de mim e de tudo o que vivia nessa altura e de tudo o que eu vivi até esse dia. Enlouqueci por ela, e ela por mim. Vivemos meses de loucura, não podíamos viver um sem o outro, gastámo-nos, e vivemos um para o outro. Passei por muito, muitas vezes, para estar com ela, andei muitas vezes sem dinheiro e fiz esforços maiores que eu podia por ela, para estar com ela (eu que nunca me esforcei por nada) e da parte dela foi o mesmo. Chateamo-nos com os nossos pais, deixamos os nossos amigos, vivemos um para o outro, meses a fio, todo o dia. Recebia dezenas de mensagens dela por dia, centenas de toques, nunca estávamos mais que vinte minutos sem um contacto qualquer: ela na escola, eu no trabalho, qualquer tempinho que nós tivéssemos usávamo-lo para mandar uma mensagem ou apenas um toque para o outro, para dizer que estávamos a pensar no outro, chegamos ao exagero de mandar dez e mais toques seguidos (acredito que houve intervalos em que ela apenas me mandava toques, nem falava com ninguém) e quando estávamos juntos até o céu nebulado ficava estrelado (parece uma passagem poética mas é verídica).
Enlouqueci por ela. Uma paixão que tomou conta de tudo o que havia em mim. E o dia que a conheci foi o dia em que isto começou. 12 Julho de 2002, dez e meia da noite, estava ela vestida com umas calças pretas e um top branco. Apaixonei-me por ela. Enlouqueci mas não a amei… não nesse dia. O Amor que acabei por sentir por ela veio depois. Com o passar do tempo aquilo que eu via nela acabou por transparecer para mim. Era recíproco e ela fazia coisas por mim. Quando eu bati mal no festival Sudoeste num sábado a tarde e fui para a tenda para estar sozinho, ela foi ter comigo, deixou os amigos e abraçou-me para eu chorar por traumas do passado. Acho que foi ai que a amei pela primeira vez. E a partir desse dia ela fez muitas coisas por mim, fez-me feliz e quando deixou de o fazer por motivos alheios a ela (e até certo ponto também a mim) eu exigi que ela fosse como tinha sido durante muito tempo para mim. Não percebi o porque daquela mudança visto que ainda via nela a loucura da paixão que nos tinha atingido no dia que nos conhecemos. Percebi mais tarde. Muitíssimo mais tarde… Quando já era tarde demais, quando a deixei por uma infantilidade de puto desesperado e ela quis tirar o tempo para ela que ela tanto precisava. Desesperei, e a hipocrisia e falsidade dos «amigos» dela e a minha estupidez e raiva descontrolada fizeram o resto. Perdemos o contacto. Ela odeia-me, despreza-me, e tem medo de voltar a falar comigo. Eu sei o quanto é injusto isso, mas não consigo deixar de perceber e até admirar a atitude dela apesar de saber o quanto estúpida e parva essa mesma atitude é.
Achei que nunca mais encontraria ninguém como ela. Achei que nunca mais sentiria aquela loucura…
Mas senti, e sinto, e estou perdidamente apaixonado novamente. E hoje percebi qual a diferença entre o Amor e a Paixão. Paixão sinto por alguém de quem gosto, que me enlouqueça, que me faça sentir o desejo que tanto tempo andou adormecido em mim. É um sentimento puro, enlouquecido, arrebatador por alguém. Querer estar com ela, desejar sentir apenas o seu cheiro, pensar nela a toda a hora do dia e da noite, querer estar com ela. É algo que sentimos pela outra pessoa, por alguém que desejamos fazer feliz. Amor já não é o sentimento que nutrimos por essa pessoa. É o sentimento que essa pessoa nos faz nutrir por ela devido aquilo que nos faz sentir a nós. É o esforço e dedicação ao nosso bem-estar que sentimos da outra parte. É o esforço que essa pessoa faz para nós estarmos bem, mesmo que para isso tenha que ir contra algo que não sinta ou não deseje. É fazer aquilo que a certo ponto deixaram de fazer por mim. Deixar os amigos de parte uns minutos, deixar de ir ver aquele filme que queria tanto ver, talvez ir até ver um filme que não desejava ver só porque o outro quer. É ir a um jantar que não quer ir por não conhecer ninguém, é chatear-se com outra pessoa só porque nos faria felizes e porque querem estar connosco. E com isto eu quero dizer o que? Quer dizer que queria ir ver o novo filme do Quentin Tarantino, mas já não vou. Caguei no filme… Se não fizerem por mim aquilo que eu quero, também não me importo. Paixões podemos sentir por muita gente, basta que sejam especiais. Amor temos que o merecer e se não somos merecedores de esforços pela nossa pessoa, as paixões acabaram por se reciclar. Mas o que importa é ver um sorriso estampado na cara de quem gostamos. Se não fazem o mesmo pela gente… Cagando e andando. Um dia alguém fará.
O meu blog é um refúgio para os meus delírios. Como tal, tudo aquilo que eu queira, tem aqui lugar. Bem sei que o blog apenas possui (ou pelo menos na esmagadora maioria) entradas um pouco para o depressivas (embora muitas delas encerrem algo de esperança que nem toda a gente entende).
Talvez por isso estranhem o mais recente link que inseri...
O link refere-se ao blog que outrora (pelos vistos já não) foi o mais visto em Portugal. O Meu Pipi pelo "famoso" blasfemador Pipi. Eu já tinha ouvido falar do blog, mas confesso que um blog sobre fodas, caralhos, conas, a poesia da foda, o mau gosto tranformado em poesia e sei lá que mais que se diz sobre o blog nunca me seduziu o suficiente para o ir ver, nem que seja como mera curiosidade. Pois há uns dias eu cedi... Fui visitar o refúgio de tão famoso bloguista. E confesso que perdi alguns (largos) minutos no visionamento da sua página. E sinceramente achei genial. De um humor súbtil (parece impossivel mas não é), de uma graça raiando o sublime, de uma pureza e quase ingenuidade viciante. Aconselho a todos uma entrada do dia 14 de Outubro, sobre a perda de virgindade de um ansiã de 72 anos. Eu achei divinal os pormenores, a forma como ele nos enleva nesta pequena história sobre a foda que deveria estar colocado no Museu de História Natural. Aconselho a todos a perderem um pouco do seu tempo com o visionamento deste blog no mínimo "viciante"...
E está provado que o humor em Portugal está de saúde!
Hoje o dia arrastou-se algo desconfortávelmente, as segundas-feiras têm este condão sobre nós, ainda habituados ao dolce fare niente do fim de semana, os nossos corpos e mentes arrastam-se na tepidez do dia.
Por vezes dou por mim a pensar que o fim de semana nunca deveria de existir, a gente lentamente entraria no ritmo de trabalhar diáriamente, com o tempo até talvez deixássemos de detestar toda a gente com quem lidamos numa base diária e talvez... Mas só talvez conseguissemos ser felizes. Como se a habituação ao tédio, à rotina, ao stress, fizesse com que a nossa mente lentamente se começasse a habituar aquilo que nunca nos conseguimos habituar por que temos sempre estes dois dias em que o surreal é real: dormir até altas horas da tarde, poder ir para a Loucura até as horas que quisermos, ver toda a gente na rua, nos bares, nas discotecas, divertindo-se e dando azo a sua alegre Loucura como se o amanhã não existisse, porque na realidade o amanhã não existe... Amanhã é apenas aquele dia que não temos entregue a ninguem, amanhã somos livres, amanhã faremos aquilo que quisermos, sem patrões, sem colegas chatos, sem obrigação de nada... Ficar na cama a ver televisão o dia todo? Ok... Podes fazê-lo, quem te proibe? Ninguem!
A felicidade ás vezes pode ser isso mesmo: NADA!!!
Apenas o ser, o existir... Sem promessas nem obrigações, apenas o suave vegetar dum animal porco, sujo, com o suor ainda na pele da preguiça de não tomar banho, deitado num sofá a roer comida pré-fabricada com o confortável vazio de saber que ele não tem nada para fazer senão olhar estupidamente um ecrã com pessoas irreais que ele conhece tão familiarmente e não pensar...
Apenas existir...

Desejei a Morte,
E um sorriso aconchegou-me a pele,
os seus cabelos louros
Pousaram tépidamente na minha alma,
Sorri...
Através do Tempo e do Espaço,
O seu olhar cristalino,
de Dor escondida nas lágrimas sinceras,
Confortou-me o peito vazio,
E as suas lágrimas encheram-me o coração.
Amei-a...
Amei-a sem dizer as palavras de Amor,
Amei-a sem lhe tocar o corpo incandescente,
Amei-a apenas pelo abraço de nossas almas doridas.
Anseio a Loucura efémera da Dor violenta,
Das palavras sufocadas,
Dos gritos dementes,
Da tua saliva na minha,
Da lama feita ternura de nossos corpos...
Os teus olhos são cor de pólvora, e o teu cabelo é o rastilho
O teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho
A tua silhueta é um mistério da criação
E sobretudo tens cara de anjo mau
Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?
Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal?
Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mal?
Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim?
Que posso eu tentar senão ir até ao fim?
Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?
Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão,
Por ti mandava embora o gato por quem tenho tanta afeição,
Por ti deixava de meter o dedo no meu nariz
Por ti eu abandonava o meu país.
Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder
Basta um olhar teu e o chão começa a ceder
Cara de anjo mau, contigo é facil cair
Quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Perdi-me num devaneio, olhei o infinito com olhos vazios e face insana. Olhei as estrelas (uma nuvem tapou-me para o Universo) e vi-as desaparecerem no céu estrelado…
Pois bem…
Resolvi imitar os meus colegas blogueiros. Vou também inserir para alem das musicas, algo a referir livros e filmes aconselháveis (mas confesso que cinema não é o meu forte e ler já não leio há um tempo, e nem de perto nem de longe estou a par do que se passa na actualidade) de qualquer dos modos ainda não sei como o fazer mas… Acho que vou inserir um filme e um livro semanalmente, talvez até mesmo inserir uma entrada com um breve resumo e opinião pessoal sobre a obra em questão. Acho que sexta-feira até é um bom dia para isso… têm o fim-de-semana para se instruírem um pouco mais. hehehe
Pois contem a partir de hoje com uma recomendação audiovisual e literária semanal.

Algures perdi-me num sonho, revi as estrelas com olhos lacrimejados, perdi-me em suaves carícias que me aconchegam na memória, e revi toda a frieza da minha pele. Um beijo perde-se na saliva derramada, fica para sempre nos lábios que depois irão beijar outros lábios, e a Loucura que se dá na entrega daquele beijo perde-se na bruma do Tempo. Para que o beijo? Para que a entrega, a Loucura se essa Loucura é apenas passageira? Se outros lábios e outras peles se confundiram a certo ponto com todos os lábios e todas as peles?
Amei… Amei no toque de um beijo. Agora nada mais é que não um vazio, um Nada… Quero antes morrer, o beijo da Morte é eterno!

Perdido na noite, erro de bar em bar,
Olho caras lascivas,
Desejos reprimidos na vertigem voraz do quotidiano,
Prestes a explodir num grito de luxúria e prazer...
Corpos esvoaçando no ventre do desejo,
Movimentos hipnotizantes,
Respirando calor e carne em convulsão...
Estaco num canto isolado...
Observo...
Copo numa mão adormecendo a razão,
Cigarro na outra,
Como se fosse uma tocha que me ilumina na noite...
Continuo em frente!
Entro no vazio de minha alma,
Ao meu redor, os risos abafados na multidão,
Devolvem-me ainda mais à minha solidão...
(improviso no #poesia em 16 Agosto de 2003 às 7h30 da manhã)


Na noite brilhante, a Morte sorriu com a sua face negra. No vulto de uma mulher, o meu desejo cresceu enlouquecido, prometendo Loucura na face sorridente de tua Lágrima.
Olha-me nos olhos!
Sorri para mim e mostra-me que és forte, destrói os meus sonhos com o leve planar do teu cabelo. Com a frieza do teu toque quente…
Desejei-te… Agora perco-me em ti, ó Morte!
Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti
(Mão Morta - Cão Da Morte)
Buried and forgotten, in these shadows of past,
I wait the songless bird, whose nest is my rest.
This gasp of trust is something like a refuge...
Will be this lustful voyage really the last?
Now, I can see... she's rising from delight...
The lady in black... she brings me the Crow...
The naked mistress... blesses me with immortality,
As I fly on wings of lust to the unconquered lands...
Among the night the Crow dances wild
On the gentle embrace of his wings,
While his generous chant is spread by the winds,
Conquering the silence of the screams from tranquillity...
Now, I can see... the shadow of the moonlight...
The forest of pleasures... the tree of wisdom...
These skies of virtue... clouds of eternal suffering...
This endless river is swallowing me with darkness...
Dance with me... Infinity...
My eyes are bleeding with these visions of lost dreams,
Each Tear of mine, for each silent moment of Desire...
I'm awaking for the eternal night at the dream land,
In this crystal temple, in this neverlasting age...
Here are the flames that froze my heart...
That blackness that shows me light...

As I draw up my breath
And silver fills my eyes
I kiss her still
For she will never rise
On my weak body
Lays her dying hand
Through those meadows of heaven
Where we ran
Like a thief in the night
The wind blows so light
It wars with my tears
That won’t dry for many years
Loves golden arrow
At her should have fled
And not deaths ebon dart
To strike her dead
In a cruel night of dark desires
I found myself alone in the cold blowing wind
The soft storm of my mind
Rumble my dreams in tragique despair
I saw you...
A golden angel in the night
Smiling shy to the loneliness
Seeing some hope in the mad dream
You lay in your soul
And let the crazy dream take control of you
Make a vow trough lost nightmares
And land in the cruel reality that a dream can never be real
Tears softly, insisting, fall on your feats
Cut a wound in my dream....
And now
Looking trough old memories
I smile
And unveil your hidden smile
When we look back
To the times where dreams were real
A dream can also be a memory
But a memory can never be a dream
Cause can not be dream with tears in our souls
We are just a moment in time,
A blink of an eye,
A dream for the blind,
Visions from a dying brain,
I hope you don't understand
![]()
Olhei a tua face, triste, com lágrimas engolidas na sofregidão da tua alma. Sorriste na tua mente, eu revi o sorriso no leve afagar de mãos, na tua pele na minha...
Aproximei-me sedento de teus lábios e viraste-me a cara, disseste-me com o olhar que as nossas almas estavam unidas, e a saliva poderia devolver a realidade um sonho vivido no escuro de nossas almas. Continuei sentindo-te em mim, perdido no doce odor do teu ser, amando-te, desejando-te sem Amor e sem Desejo, apenas um constante pulsar de ilusão.
Um sonho desperto pelos sentidos, um sonho há muito vivido na lenta seduçao de ti...
If I walk down this hallway tonight, it's too quiet
So I pad through the dark and call you on the phone
Push your old numbers and let your house ring
`til I wake your ghost
Let him walk down your hallway, it's not this quiet
Slide down your receiver, sprint across th wire
Follow my number, slide into my hand
It's the blaze across my nightgown, it's the phone ring
I think last night you were driving circles around me
I can't drink the coffee, `til I put you in my closet
Let him shoot me down
Let him call me off
I take it from your whisper you're not that tough
It's the blaze across my nightgown, it's the phone ring
I think last night you were driving circles around me
You were in my dreams you were driving circles around me
Ando todo fodido…
Finalmente ou nem por isso é oficial: Estou doido! Receitaram-me a porcaria duns ansiólíticos, e ando desde quarta-feira com a fantástica moca. Mas desta vez com receita médica. Nada de drogas pelo prazer, ou drogas para ver como é, Não, desta vez ando todo drogado com um sentido: o de ser feliz. Acham por bem que não ando bem, as noites sem dormir, e os dias sem comer, a apatia, a vontade de morrer não são normais. Por isso fui ao médico que me receitou a merda duns comprimidos para me fazerem feliz… Desculpem, não são os comprimidos que me fazem feliz. O que me fará feliz é o não pensar, é o adormecimento dos meus sentidos, o estar completamente alienado de tudo, a vontade de dormir que fará com que não pense em muita merda e assim possa vir a ser feliz. O medico também me aconselhou um psiquiatra mas… Que raio vou eu fazer a um psiquiatra? Para ele olhar para o meu cérebro, verificar que existe falta de componentes químicas que fazem com que certas zonas do meu cérebro não funcionem bem e isso me impeça de ter um raciocínio e um estado emocional estável e normal? Para ele me dizer que tudo o que sinto e penso a oito anos (este estado já dura a oito anos!!!!) é apenas um ligeiro “defeito electro químico” do meu cérebro? Não obrigado. Louco ou são prefiro ser eu. Não quero chegar a triste conclusão que tudo o que fez de mim a pessoa que sou é apenas um defeito de fabrico, uma anomalia que se fosse resolvida a tempo talvez impedisse de eu ser como sou. Talvez ate estivesse agora na discoteca da moda a curtir o som e a engatar umas gajas, talvez ate não tivesse o cabelo comprido e sim cabelo curto com montes de gel capaz de armar-me o cabelo de modo a conseguir derrubar uma porta do sitio mais in da cidade. Realmente… quem no seu juízo perfeito ao tentar entrar no sítio mais in da cidade, e ao ser convidado a esperar manda o porteiro foder-se e vira costas? Só alguém como eu: um louco.

Sou como uma árvore morta...
Já houve tempos em que tinha quase tudo não tendo quase nada,
Quando dormia ao relento ouvindo o vento beijar a geada.
Fazia o meu manjar com pão e uva,
Fazia o meu caminho ao sol ou a chuva,
Ao encontro da mão miúda que me acentava
como uma luva.
Se ainda me queres vender,
Se ainda me queres negociar,
Isso já pouco me interessa.
Perdemos o gosto de viver,
Eu a obedeçer e tu a mandar,
Os dois na mesma triste peça
Os dois a espera do fim...
Tu tens fortuna e eu não,
Podes comer salmão e eu só peixe miudo.
Mas temos em comum o facto de ambos vermos a vida por um canudo.
Invertemos a ordem dos factores,
Metemos números à frente de amores,
E vemos sempre a preto e branco o programa
Que afinal é a cores.
Se ainda me queres vender,
Se ainda me queres negociar,
Isso já pouco me interessa.
Perdemos o gosto de viver,
Eu a obedeçer e tu a mandar,
Os dois na mesma triste peça
Os dois a espera do fim...
Só a espera do fim...
Vivi um sonho iluminado pelas estrelas,
Deitei-me na areia fria da beira-mar negra
E sorri para o céu com olhar de desafio,
Vi uma estrela cadente brilhar intensamente
E a meu lado repousou um anjo que vinha sorrir-me.
Falamos pela noite dentro, e o meu sonho etéreo
Confundiu-se a certo ponto com as suas lágrimas
Dançamos sob o olhar da lua e as ondas confortaram-nos,
Levantei-me anjo, deitei-te mulher,
Aquecemo-nos através da viagem do sol,
Saímos as estrelas e abraçamos-mos pelo tempo
Rumamos na direcção do vazio e lá amamo-nos
Sorrimos ao oceano e regressamos a nossa tenda...
Confundiram-se peles e sonhos,
Lágrimas e sorrisos,
Felicidade e medo...
Erguemo-nos ambos anjos humanos
E prostámo-nos sob a tepidez do universo.
Sorrimos,
Amámos,
Chorámos,
Abraçados sempre pelo calor do olhar,
Percorremos o universo,
Percorremo-nos a nós,
Entramos na luz e na noite,
Viajamos matizados pelos braços quentes...
Silêncio...
Lágrimas escondidas,
Promessas esquecidas,
Esperanças perdidas.
Veio a noite,
Veio o medo,
Veio o lobo,
A serpente,
A lua enegreceu,
O sol queimou,
A pele caiu,
O frio cortou,
O ventou uivou,
Gritos,
Lágrimas,
Traumas,
Ódios,
Feridas na alma,
Sangue,
Morte,
Gangrena no sonho,
Podridão,
Restos de estrelas,
Cometas,
Lixos,
E pó...
Só pó de flores
Que murcharam sem dar semente...
Repousamos num pesadelo,
Choramos almas dilaceradas
Que se esmagaram no chão frio da indiferença.
Deitamo-nos no frio da noite sem estrelas,
E nesse quarto melancólico e lugúbre sorri.
O sonho crispou-se, morreu no reflexo do espelho,
Mas o sorriso da noite salgada,
Eleva-se através das chamas geladas.
Os anjos dos sonhos alados repousaram na pele da minha alma,
E a minha alma brilha intensamente com a luz da lembrança.
Servi-te lama numa bandeja de prata,
Deste-me ouro no brilho do por do sol,
Continuamos o caminho...
Sós e sorrindo para engolir as lágrimas que derramam saudade.
A sedução da Morte, do negro, do deprimente…
Será possível que uma pessoa “normal” não consiga vislumbrar a beleza dum por do sol? E será que não compreende essa mesma beleza? Então porque a dificuldade de compreender a beleza da Morte? É o mesmo.
Uma lágrima caída que se absorve no peito de algodão de uma mulher é bela: imaginem a sua trajectória através da face, seguindo um curso próprio e sem destino (conhecido por ela mesma) e o seu crescimento para o vazio… primeiro apenas um pouco, mas lentamente a gota cresce para o vazio, abandonando o refúgio da pele e crescendo… crescendo para o Nada. A certo ponto o seu tamanho é mais forte que o seu medo, e cai embalada pelo seu próprio destino, atrás de si ficou o rasto de sal que a mulher esfrega com as palmas das mãos, tentando esconder-se de si mesma, esconder-se da sua fraqueza, querendo ser forte. Mas a lágrima já caiu… já seguiu o seu rumo, já leva consigo toda a Dor e toda a Tristeza, e a certo ponto… embate violentamente no seio da mulher, a roupa da mulher absorve a lágrima, e esta lentamente começa a sentir o calor, o odor, o aconchego de um seio feminino. Lá dentro a Dor e a Tristeza ainda vivem… mas agora são apenas parte da grandeza da Mulher, e deixam-se aconchegar pelo amor, calor, e odor que brota do seu peito alvo.
De todas as lágrimas rejuvenesce um sorriso, e todos os sorrisos nos provocam lágrimas, só temos que saber desfrutar da sua beleza.
Pois acabei por fazer aqui uma singela alteração no aspecto...
Agradeçia que metessem montes de comentários sobre o k axham... obrigado desde já
(hum... e a busca pelos comentarios continua?) lol

Na sempre instabilidade emocional…
No concreto pulsar do vazio na alma…
Na lágrima que cai,
Sorrateiramente no chão indiferente…
Ai eu encontro a minha Humanidade,
O meu desespero,
O meu vazio…



No mais profundo silêncio, alguém se abeirou da minha alma… O seu arfar demente de desejo, o seu fogo que me incendiava o corpo e a mente, queimou-me o sonho, e labaredas incandescentes rasgaram a negridão de minha alma… Segurei firmemente a Loucura dentro de mim, mas o Fogo daquela mulher destruiu qualquer desejo de nuvens, e a chama da Paixão ardeu a noite toda… a Alma toda… Toda a loucura repousou enfim sobre as cinzas arfantes de nossos corpos e no calmo rufar de peles amei-a com um sorriso.


Por vezes penso em suicídio…
Sentir a vida esvair-se pelas veias abertas dos pulsos, o ar faltar nos pulmões e o coração começar lentamente a parar devido a força que os comprimidos lentamente roubam a todos os músculos, o corpo começar a deteorar-se intrinsecamente, com ácidos e substancias que provocam pulsões tais que o corpo se auto destrói com a intensidade eléctrica do corpo, o sangue e a carne a expelirem-se através da atmosfera, depois dum embate no solo frio e indiferente, depois da vertigem da queda, ou então… o chumbo trespassando o cérebro, beijá-lo e dizer-lhe com carícias na mente: “Descansa. O sofrimento acabou…”
E apenas um pedido estupido, mas poderiam fazer uns comentários de vez em quando para ter uma ideia do que escrevo para aqui.
podem fazer comentários anonimos, por isso podem dizer todo o mal que desejam, porque as poucas criticas que tenho são sempre parciais porque é apenas de amigos...
Toca a falar mal (e algum bem também já agora) para ter uma ideia da merda que escrevo aqui. :)
obrigado desde já
And suddenly life goes dark…
The emptiness takes control of me,
The void embrace my last inhale,
And my hopes rest under my ashes…
Laying above me a dream still smile’s,
He flutes in the sky…
Far away…
I jump,
I jump…
I can’t reach him…
Death!
How I needed you
How I bleed now you're gone
In my dreams I can see you
But I awake so alone
I know you didn't want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way
Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
It feels so real
And I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love
Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished you could have stayed.
=========" "==============" "========================
Como preciso de ti,
Como sangro agora que foste.
Nos meus sonhos consigo ver-te
Mas acordo sozinho.
Eu sei que não querias partir
O teu coração desejava ficar
Mas a força que sempre adorei em ti
Finalmente apareceu.
Não sei como, sempre soube que me deixarias assim,
Não sei como, sempre soube que não poderias ficar.
E sob a luz clara da manhã,
Depois duma noite calma e silenciosa,
Levaste-me o coração.
Nos meus sonhos consigo ver-te,
Consigo dizer-te como me sinto.
Nos meus sonhos posso abraçar-te,
E parece-me tão real.
E eu ainda sinto a Dor.
Eu ainda sinto o teu Amor,
Ainda sinto a Dor,
Ainda sinto o teu Amor…
Não sei como, sempre soube que me deixarias assim,
Não sei como, sempre soube que não poderias ficar.
E sob a luz clara da manhã,
Depois duma noite calma e silenciosa,
Levaste-me o coração.
Quem me dera que tivesses ficado…
Aconselho a todos vós que saquem esta musica da net. Numa banda repleta de hinos à Poesia, à melodia, à genialidade pop (apesar de ser Doom-Metal) e emocional, esta música dedicada a falecida mãe dos lideres da banda, pode ser, e é, um trecho da vida de todos nós, que nos identificamos plenamente com a sua letra por motivos mais amorosos.
Quem já conheçe decerto concordará comigo ao afirmar que estamos perante uma das melhores bandas de todos os tempos, quem não conheçe (e infelizmente são ainda a maioria) decerto que com o conheçimento que espero que venham a adquirir, acabaram por vir a reconheçer neste quarteto de Liverpool a tal genialidade que quem conheçe não duvida nem põe em causa.
Se alguem quiser ser guiado neste mundo fabuloso de suídidio, depressão, amores perdidos, vazio e beleza aconselho que vão até ao canal deles na PTNet.
Boa descoberta, e excelente audição da mais bela música dos anos noventa (logo depois de Nirvana claro está).
As memorias são frágeis,
São résteas de sujidade
Perdidas no pó do tempo,
Sorrindo nas faces desesperadas.
Morrendo lentamente nas névoas do tempo,
Dissipando-se …
Ansiando libertar-se no vácuo em que se encerram.
Amei um dia…
Amei para a Vida toda…
Amei…
As memórias são como as ondas do Mar...
[01:25:47] <@ICED-HEART_> blues é musica negra
[01:26:03] <@ICED-HEART_> musica feita pelos escravos
[01:26:11] <@ICED-HEART_> negros na america
[01:26:28] <@ICED-HEART_> e a partir de finais do sec 19 inicios de 20
[01:26:43] <@ICED-HEART_> dividiram-se em 2 grandes ramos
[01:26:49] <@ICED-HEART_> o do delta do mississipi
[01:26:56] <@ICED-HEART_> e o de new orleans
[01:27:05] <@ICED-HEART_> o do delta era mais rural
[01:27:10] <@ICED-HEART_> mais basico
[01:27:12] <@ICED-HEART_> mais simples
[01:27:36] <@ICED-HEART_> (mississipi jonh hurt é um exemplo, mas o supra sumo é o robert jonhson)
[01:27:47] <@ICED-HEART_> mt semelhante a folk
[01:27:57] <@ICED-HEART_> pq é td tocado apenas com guitarra acustica
[01:28:13] <@ICED-HEART_> e voz e guitarr apenas
[01:28:18] <@ICED-HEART_> por vezes harmonica
[01:28:33] <@ICED-HEART_> dp existe a facçao new orleans
[01:28:40] <@ICED-HEART_> citadino
[01:28:47] <@ICED-HEART_> com amis instrumentos
[01:28:52] <@ICED-HEART_> portuario
[01:29:03] <@ICED-HEART_> mais "fumarento"
[01:29:12] <@ICED-HEART_> de bares
[01:29:21] <@ICED-HEART_> mais trabalhado
[01:29:35] <@ICED-HEART_> (deu a partir de certo ponto lugar ao jazz)
[01:30:00] <@ICED-HEART_> e a certo ponto deu tb ao apareçimento de uma coisa mt interessante
[01:30:09] <@ICED-HEART_> guitarra electrica
[01:30:36] <@ICED-HEART_> na altura foi popularizado isso com o albert king
[01:31:20] <@ICED-HEART_> k acabou por soar mt amis ritmado
[01:31:25] <@ICED-HEART_> quente
[01:31:27] <@ICED-HEART_> seco
[01:31:34] <@ICED-HEART_> (mt doors e hendrix)
[01:31:44] <@ICED-HEART_> mas...
[01:31:51] <@ICED-HEART_> isto td no underground negro
[01:32:01] <@ICED-HEART_> esta musica apesar de intensa
[01:32:02] <@ICED-HEART_> bela...
[01:32:31] <@ICED-HEART_> a musica ainda tava mt no gueto de crimes
[01:32:33] <@ICED-HEART_> alcool
[01:32:37] <@ICED-HEART_> gente de ma fama
[01:32:42] <@ICED-HEART_> criminosos e isso assim
[01:33:05] <@ICED-HEART_> kem a "mostrou" ao mundo foi o elvis
[01:33:16] <@ICED-HEART_> numa versao branca e aceitavel
[01:33:25] <@ICED-HEART_> e kem finalmente pegou nisso
[01:33:39] <@ICED-HEART_> lhe juntou um pouco de melodia celta
[01:33:55] <@ICED-HEART_> e a tornou pop
[01:34:00] <@ICED-HEART_> foram os beatles
[01:34:11] <@ICED-HEART_> a partir dai td começou a florescer
[01:34:21] <@ICED-HEART_> e afastou-se um pouco do blues puro
[01:34:26] <@ICED-HEART_> mas...
[01:34:29] <@ICED-HEART_> ainda ha ai alguns
[01:34:41] <@ICED-HEART_> e ainda ha os revivalistas
[01:34:54] <@ICED-HEART_> e o blues como tal continuou a evoluir
[01:35:07] <@ICED-HEART_> mas ja longe do mainstream ao qual deu lugar
São seis da manhã...
No cinzeiro arde o segundo cigarro desde que me levantei a ver se ganhava sono, nos headphones passa Jorge Palma - Like A Rolling Stone, e não tenho sono nenhum... daqui a quatro horas tenho que ir trabalhar e sei que o dia amanhã vai ser para esqueçer, porque vou estar cheio de sono o dia todo.
Mas este mal-estar que nem sei donde vem continua a perseguir-me...
Porra... Alguem que me salve desta merda... Alguem que me mostre outra coisa que nao a auto-destruição em que lentamente me encerro... Alguem...
Mas tambem sei que só eu me salvarei, mas neste momento não consigo...