Não sou ninguém. Porque perguntas?
Não sei o porque da curiosidade. Mas pareces-me estar só.
E estou, de nada sirvo, para nada presto….
Porque não te matas?
Falta-me a perca da esperança total.
Toma uma arma… Não terás mais esperança que não o seu chumbo frio a violar-te a mente.
Estou só.
Perdido num ruminar de pensamentos desconexos, chorando sangue através das veias dilaceradas de minhas unhas… de minha raiva. Ansiando alguém que me resgate do limbo que me esmaga de encontro a parede do meu próprio silêncio, esperando apenas…
Estou só…
Contra as intempéries do meu vazio, sufocado nas lágrimas que não deito. E tu? Tu ignoras-me, preferes perder-te em promessas vazias e não me das de volta tudo o que te dei… o que te dou… deixas-me aqui abandonado, chorando para mim mesmo, gritando pelo teu nome, mas finges que não me ouves, e depois pedes-me os braços para derramares as lágrimas que deito por ti.
Estou só…
Ninguém me quer, ninguém me limpa as lágrimas, ninguém me mostra nada mais que aquilo que sou: um resto abandonado para as horas vagas. Aquele que vai ao chamamento de ajuda, aquele que corre o mundo por um sorriso, que é sempre largado nos lábios de outrem, e eu… eu fico aqui para enxugar as lágrimas, engolindo as minhas lágrimas de sangue com os meus lábios vazios…
Estou só…
E começo a odiar-me! Por não gritar que quero de volta o que te dou…
Estou só…
Mas não quero nada teu. O meu grito nada mais é que não um grito que me rasga a pele… não quero nada teu… mas um dia as tuas lágrimas não serão engolidas por mim.
É algo que abunda pelos blogs, mas eu nunca usei por falta de interesse, e acho que até certo ponto poder ser uma estupidez (até já se fez uma mini poll para decidir a data de um jantar de net... E o canal até era meu lol), mas desta vez vou usar este serviço disponibilizado para os bloguers e vou tambem fazer uma mini poll, o tema penso ser o indicado nesta altura do ano, qual o melhor blog? vai durar até ao fim do ano, e prémios não há para ninguem, mas gostava de saber na opinião de quem lê o blog qual o melhor blog. Como é normal não vão votar em todas as possibilidades, por isso escolhi eu 10 blogs (estão ali os meus favoritos e alguns outros) todos disponiveis nos meus links de outros blogs, por isso podem ir vendo todos os 10 (e os outros) e votar no vosso favorito.
Eu vou-me entretendo a mudar o aspecto da mini poll, e antes de colocar on-line os resultados finais (que podem ir acompanhando) coloco o meu voto. Por isso façam o favor de participar, quero ver se no fim da votação estão lá pelo menos uns 40 votos... Será possivel? :P

Eu não sei se isto é legal no código deontologico ainda por fazer da blogosfera, muito menos acredito que seja eticamente correcto, mas de qualquer dos modos aqui vai: a minha entrada de espírito natalício é esta.
Enquanto ainda mordisco uma fatia dum bolo de chocolate delicioso que a minha mãe fez com o jeito especial que ela tem para a doçaria (o porquê de ser uma cozinheira de merda ainda me escapa), enquanto intercalo-o com uma fatia duma tarde de nata ainda mais deliciosa (ok... confesso que não sei qual é mais delicioso por isso como os dois ao mesmo tempo) enquanto bebo um chocolate quentinho para ver se aqueço no meio deste gelo todo, suspiro de alívio... Mais um Natal que passou, lá se acabou a hipocrisia geral das pessoas, lá se foi o consumismo desenfreado (a tarte já se foi), lá se vai as decorações que abundam em todas as casas e em todas as ruas (a minha casa é a unica excepção) e a minha família lá se foi extendendo nas suas camas (o meu pai não se embebedou, mas eu já vou a garrafa de carduh) e eu regressei ao PC para comer qualquer coisita, ler algumas coisas, ouvir uns sons.... Enfim, depois dum serão em que as alternativas eram as conversas da família (vão sempre a passados que eu nunca vivi), ou o Big Brother práí trinta e três mil e quarenta e sete (sinceramente pensei que já tivesse acabado de vez), a vida começa a reentrar na sua normalidade. Para o ano há mais (o bolo tambem já se foi), temos mais trezentos e sessenta e quatro dias de egoismo pela frente, mais uns tantos dias de putos a berrar que querem isto e aquilo e os pais a dizerem que não (no Natal os putos pedem com sorrisos e olhos brilhantes e os pais dão mesmo), (já se foi o leite, agora o cigarro), ou seja... Foda-se amanhã é feriado, podemos dormir até de noite (eu vou pelo menos) e o Natal só vem provar que quando queremos a raça humana pode ser boa. Porque não somos o ano todo cheios desta felicidade, alegria e espírito de sacríficio?
BOM NATAL PESSOAL!!!!!
Uma vez certo presidente americano disse: "Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês, mas perguntem o que vocês podem fazer pelo vosso pais."
É obvio que isto foi escrito por outra pessoa, porque metade do que aqui está são pedidos se me permitem a expressão "de merda".
Portugal tem burocracia a mais, Portugal funciona como um triste estado de amigos e amizades (partidos a parte porque a merda é toda a mesma) e Portugal só cresce com os Portugueses, não com o estado, e quanto mais se coloca a sombra da protecção estatal, mais este pais se enterra.
1º É impossível um bom sistema de ensino, quando em casa do aluno não existe acompanhamento. O ensino deveria servir para motivar a busca da cultura e não para a dar, porque assim seria cultura de "pacote". O civismo aprende-se fora da escola, e o emprego só é preciso vontade.
2º Em relação a saúde concordo mas... a menos de 20 KM???? Sejamos realistas, em vez de cruzar os braços e sonhar com utopias criemos antes as condições para concretizar as utopias com humildade.
3º As estradas e vias de acesso são uma miséria concordo.
4º Eu já me contentava com tribunais que decidam, mas isto já vem da questão burocrática e das amizades.
5º Os impostos é o mesmo de sempre... burocracia e amizades.
6º Eu sou adepto dos modelos dos paises desenvolvidos de privatização das reformas.
7º Não os destruam.
8º A polícia é eficiente. (eficaz pelo menos)
9º Em muitos casos, bem conservados e aberto ao público, podem não ser concordantes.
10º Poderíamos ter cultura (cinema, musica, arte) se houvesse publico. A Arte e a cultura TÊM que viver do publico. NUNCA DO ESTADO!!!!
11º A esmagadora maioria dos estados de miséria e fome, são resultado de erros pessoais. Não se deve dar peixe, deve-se ensinar a pescar.
Em suma: O estado não é responsável pela nossa vida. O estado não tem que cuidar de nós. O estado não deve andar connosco ao colo. Se queremos algo que o façamos. O estado só deve servir de mediador, nunca de interveniente.


Sento-me aqui neste canto da casa, olhando o Mundo com olhos de emoção vazia, esperando algo que me diga o que quero ouvir. Mas… Eu não sei o que quero ouvir, por isso vou ouvindo sem nada me atingir a profundidade da minha Dor. Será por isso que nunca encontrarei uma saída deste abismo? Porque não sei o que quero para alem do abismo? Porque desconheço o que está lá no fundo, e o sítio donde cai já esta fora da minha vista?
O abismo é demasiado comprido… Talvez nem tenha fim…
You are an angel…
A Dark Angel with light
Deep in your heart,
Every time I put a shadow in that light,
I hope you’ll know that tears burn me.
Please forgive me my sweet angel…
A Morte é um delírio. Não passa de sonhos de fuga, de qualquer coisa diferente apenas. Talvez pelo medo, talvez pelo enfartamento da Vida, que nos parece sempre igual, sempre um beco sem saída.
Em tempos desejei a Morte, pensava que apenas ela me conseguiria livrar do vazio que a minha vida assustadoramente se ia embrenhando. Fechei-me em mim, e criei em mim “cancros psicopatas”, não me conseguia dar com ninguém, nem me dava a ninguém. Qualquer amigo, qualquer rapariga, qualquer pessoa que se cruzasse no meu caminho estático, eu afastava-me e afastava-a, porque não me sentia digno de partilhar os meus podres com os risos dos outros. E lentamente fui odiando os risos dos outros. Por inveja principalmente, mas também e muito por raiva de mim. Por me odiar por não conseguir partilhar dos seus risos, porque eu não tinha dentro de mim risos nenhuns. Sentia-me inferior a toda a gente, era apenas um resto de carne deixado a vogar na imensidão. Todos namoravam, todos tinham amigos, e eu afastava-me dos meus amigos (que pensava não os ter), e qualquer rapariga que se tornasse mais intima minha, deparava com um muro intransponível, e se por acaso eu abria uma brecha qualquer, o meu temperamento possessivo fechava essa brecha, prendendo todas as infelizes num mundo de caos e Dor. Rompiam a brecha, e eu deixava-as ir sem a mínima lágrima. Nunca foram minhas, nem eu as queria, não suportava intromissões na minha solidão, e apenas queria alguém na minha solidão. Nada mais que isso. E descobria-me a mim, algo que hoje em dia dou muito valor, e sonhava com a morte, com a fuga…
Depois fartei-me, e descobri que afinal não era muito diferente dos outros, eles também tinham lágrimas, e eu também tinha risos. E comecei a usar os meus risos, para esconder e fugir das lágrimas que eu sentia dentro de mim. Como as deitar cá para fora? Com a escrita, com pulsões pseudo artísticas (a guitarra eléctrica com o amplificador no máximo e tão boa para deitar a raiva cá para fora, sendo esmagado pelo som pesado que eu mesmo faço… pela minha raiva.), com momentos de solidão auto infligida para nunca perder o contacto com o meu lado negro, com as minhas lágrimas, comigo. E gostaram de mim, e amaram-me, e afinal eu também era fixe, apesar de continuar a fugir muito e de ter muitas quebras de confiança, e muitos picos de ódio por mim mesmo. Mas no dia 5 de Abril de 2002 por incrível que pareça isso mudou tudo. Ou quase… o que se passou nesse dia? Nada de mais. Fui ao Porto ver um concerto de Moonspell, no Hard Club, e apesar de ir até algo tímido, porque achava que aquele ambiente era demasiado negro e pesado para mim (afinal eu sou apenas um amante de música, não pertenço a nenhum grupo estandardizado de cabedal negro e pulseiras de picos) ia com a sensação que não ia inserir-me, que me iriam olhar de lado, que iria ser um estranho, ostrizado e se calhar até ouviria risos abafados pelas minhas calças de ganga azuis. Mas nesse dia reparei em algo. Já não existem os tais grupos que quando era miúdo ouvia as lendas. Essas lendas já são homens e mulheres de responsabilidades, que apenas continuam a ouvir os sons que sempre gostaram, e os grupos estandardizados não passam de miúdos com falta de afirmação pessoal, que entram nesses grupos porque precisam de entrar em algum grupo. Eu não era de nenhum dos grupos. Eu afirmava-me, porque era eu (algo que nunca deixei de ser), porque estava ali porque compreendia as mensagens e não porque a isso era obrigado pelo grupo de amigos. Eu era um dos originais. Aquele que ali estava porque se identificava intrinsecamente com a cultura, e não alguém que apenas lá estava por conveniência social. Os famosos wannabes, os putos que se vestem de rebeldes, mas que não têm metade da rebeldia que eu pacatamente ostentava. Afinal a rebeldia é apenas um estado de espírito, um seguir em frente com aquilo que gostamos e somos. Eu afinal pertencia aquele grupo, o grupo das mentes negras, mesmo que não precisasse de gritar bem alto através do meu exterior. Aquilo era a minha Alma, ou uma parte dela, e não o meu social. Eu através dos anos de solidão e sofrimento tinha conseguido para mim algo que muita gente nunca conseguiu nem nunca conseguira, uma individualidade, uma Alma perfeitamente conhecida e reconhecida por mim, um lugar no Mundo mesmo que esse mundo fosse apenas o meu, afinal só isso é que importa, eu não preciso de nenhum grupo, porque eu sozinho aprendi a sobreviver e a viver sem complexos, conhecendo-me quase completamente mesmo no meio do caos, esse poderoso aliado que nunca prescindi, porque é do caos que se faz a ordem. Eu era forte. E nesse dia percebi-o.
Ganhei uma nova confiança, e desse dia em diante passei a gostar de mim, porque finalmente tinha percebido que eu já tinha conseguido mais que muita gente. Passei a dar-me com toda a gente, porque já sentia que tinha algo a dar, quer em experiência, quer em confiança em mim para novas experiências. Eu já me conhecia e me sentia forte, agora queria alargar os meus conhecimentos e beber todas as sensações possíveis. Nesse intermédio apaixonei-me, e fiquei fraco novamente. Amei, fui amado, ou pelo menos senti-me amado, e deixei-me cair num rodopio de Loucura, a meio da viagem estava demasiado preso nessa sensação e começou o meu medo de a perder e cair novamente. Algo que irremediavelmente veio a acontecer. Mas desta vez não me fechei em mim… Não. Segui em frente com os olhos fechados e entrei noutras loucuras conhecidas e desconhecidas. Vivi ainda mais ao extremo, e dei-me ainda mais com as pessoas, mas já não me entreguei, já tinha cometido esse erro uma vez e não o cometeria segunda, por isso fui um vampiro de novidades e experiências. De droga a viagens pelo desconhecido, do extremo ao singelo, do reaproximar-me de quem me afastei ao dar-me com quem não conhecia, tudo vivi, tudo experimentei, e tudo me serve agora de enriquecimento de vida. Ainda não acabei esta viagem, apenas estou a saborear o descanso do guerreiro. Mas sei que agora a morte mais não é que simbolismos de experiências de vida, de extremos que beijei, e de extremos que saboreei…
Ainda sou o mesmo que sempre fui. Apenas estou mais rico… Mesmo que continue a remexer na minha podridão. Afinal, se fugimos dela nunca a descobriremos. E ela voltara sempre para nos magoar. Eu apenas a conheço…
E eu o teu Demónio...
Penso que voltei ao estado funesto que me destruiu meses atrás.
São 6 da manha, já me deitei e ainda não dormi, amanha tenho que me levantar cedo, e já estou a ver o que me vai acontecer: o vazio, e o nada de volta a minha mente. Tenho a minha frente os comprimidos que deixei de tomar a algumas semanas, e na mente a voz que me relembra que nada se resolve por si. Deveria de procurar um psicólogo, um psiquiatra, qualquer coisa com capacidade de me retirar do abismo em que lentamente caio. Lentamente?... Não, não é lentamente. Cai num abismo a uma velocidade vertiginosa, e pensei ter saído dele, mas estou a constatar que ainda não sai. A minha barriga acusa-me que deveria comer, mas não tenho fome apesar de não ter comido nada de jeito hoje, apesar de não comer nada de jeito (reparo agora) a uns 2 ou 3 dias. É este o abismo que me encerra em mim sem eu dar por isso. É a falta de algo que nem sei que me faz falta. É o destino de sofrer que me acompanha a anos, tomando um nome de há meses para cá: Depressão.
Quem engano eu? Ainda hoje a Mónica me disse que nunca perco o sentido de humor. E tem razão. Uso sempre esse sentido de humor para me esconder. Quero voltar aos tempos antes de ter visto o “A Vida é Bela”, altura em que lentamente me comecei a esconder atrás do humor, não deixando ninguém ver as cicatrizes da minha alma. Já não sei se o meu humor agora é apenas uma defesa, um refúgio, ou uma mentira que alimento para não me estatelar num qualquer chão frio no fim deste abismo escuro. As lágrimas de nada adiantam, e o humor faz sempre alguém sorrir, e por momentos eu também consigo esquecer as lágrimas. Mas as lágrimas seriam mais verdadeiras e sempre me aqueciam a face. Um sorriso nada faz por mim senão matizar-me de mentiroso e falso.
Foi no dia 3 de Julho. Numa noite como tantas outras perdido nos meandros na net, que vi um site sobre algo que nunca tinha ouvido falar: Weblogs, vulgo Blogs. Li por alto o que eram e achei piada ao conceito, pensei para mim que tinha piada ter um e mandei um mail para o site que os alojava. Pensei que assim poderia ter um espaço para colocar textos e poemas meus, pensamentos diversos, montes de coisas sem nada que as interliga-se, consoante aquilo que desejaria, consoante o que escreveria, iria publicando num site só meu. Pensei no nome que lhe deveria colocar e achei que talvez delírios, porque isso me daria mais liberdade e se alguém viesse visitar o site (que nunca pensei que viesse, porque isto me parecia bastante “chunga”) ao menos não esperaria nada, eram apenas delírios, textos isolados sem nenhum nexo. Na altura fui o 33º blog a ser registado, hoje em dia 5 meses depois são 848. Achei a ideia interessante por dois motivos: porque não era preciso saber nada de informática (e eu era um zero a esquerda), e porque era algo tão underground, tão íntimo, tão… “merdoso” que ninguém sequer olharia, nem perderia tempo a ler os meus “delírios” era apenas algo para mim, para poder dizer que tinha um site, nem que fosse um site tão reles que até tinha um nome diferente: Blog (até o nome é estúpido).
Isto era de tal maneira merdoso, que confesso que nunca mais me lembrei do tal registo, escrevi a primeira entrada algo tão estúpido e parvo que nunca mais me lembrei da porcaria do site. Passadas duas ou três semanas, andava novamente perdido na net quando vejo algures um site a falar de blogs, achei piada a ideia (pelos motivos que já citei atrás) que pensei em fazer um. Foi quando me lembrei, que afinal eu já tinha um blog, fui ao mail desci o cursor a procura do tal mail a dizer que tinha registado o blog para ver o endereço e fui ver o meu blog. Tinha lá dois comentários a dizer se me ficava por ali e escrevi a segunda entrada. Um poema. Afinal era para isso que eu queria o blog. Falei no IRC com um amigo sobre isso, e ele achou piada a ideia e enviou também um mail para o tal servidor. A partir desse dia comecei a perder tempo com o blog numa “competição” pessoal com ele para ver quem tinha mais êxito. Confesso que desisti ao fim de duas semanas, quando reparei que ele já tinha quatro vezes mais visitas que eu, mas nessa altura já eu estava “viciado” e apesar de ter alguns períodos em que simplesmente me “esquecia” do blog (sendo o maior período de duas semanas) desde essa altura nunca mais deixei de ir quase todos os dias ao endereço ver se tinha comentários (quase nunca tenho, por isso façam o favor de começar a comentar mais). O blog serviu-me para muita coisa: para desabafar coisas inconfessáveis, para ter uma desculpa para escrever quando algo me atormentava (muitas dessas entradas foram apagadas) e também para aprender linguagem de programação. A custa de querer melhorar o aspecto do blog, e de querer ter mais espaço de manobra para os meus delírios comecei a pontualmente perder noites ou tardes na Internet a procura de tuturiais e páginas com pequenos “truques” de HTML. Não perdi muito tempo, tudo junto não deve rondar as 10 horas, o que acho que até é bastante bom para alguém que no inicio para colocar imagens tinha que por um ponto com um link (que esta no motor editorial) para a pagina com a imagem, afinal é só escrever img src=”link”.
Com a passagem do tempo fui conhecendo outros blogs, e comecei a ver que o meu apesar de no inicio ser bastante mais diversificado, tinha principalmente textos e imagens demasiado arty, depressivas, emocionais, ou segundo o que me dizia o Heartless (o tal amigo que registou o blog dele quando eu me lembrei do meu e me ultrapassou aos pontos) “demasiada qualidade para ser popular” por isso pensei em manter estes delírios arty, depressivos e emocionais e registar outros blogs para explanar a minha “complexidade”. Neste momento tenho 6 blogs (sim… eu exagero mesmo em tudo): um de imagens e arte (blogART ai nos links ao lado) em que neste momento uma amiga também coloca imagens apesar de ainda só ter postado três; um que no início era para ser sobre gore, mas depois resolvi dedicar a poesia (Morte também nos links); um sobre música que resolvi colocar para poder falar sobre música que é a minha arte favorita (Musicalidades também nos links); outro que é o mais recente também sobre musica, que fundei a meias com o Heartless, porque ele negou-se a escrever no Musicalidades por causa dos links para os meus ftp’s e por isso fizemos um os dois (Templo da Música também nos links); e outro de humor, para poder deitar cá para fora a minha parte cómica (que podem não perceber, mas toda a gente que me conhece diz que é a minha principal característica) mas esse… não digo qual é lol.
Este continua a ser o meu blog, todos os outros são apenas delírios paralelos, e cada vez mais me deixo embrenhar neste mundo. A principal razão? O facto de num fim-de-semana em que nem sai de casa, por me encontrar talvez num período de neura (já nem sei se foi neura ou não, mas também não importa) ter gasto todo o fim-de-semana com o blog, tendo colocado ao todo nesses dois dias perto de 30 entradas. A partir desse fim-de-semana o blog deu um “salto” e nunca mais desci das 100 visitas diárias. Confesso que isso me deu um novo fôlego, e comecei a receber mais feedback das pessoas, e o facto de neste momento estar na lista do weblog.com.pt em 35º lugar dos mais visitados do mês, e de a umas semanas ter entrado no top 10 dos melhores blogs nacionais (bem sei que a votação até é bastante subjectiva, e já nem sequer estou no top) me deu animo, me fez sentir um estranho orgulho e até me fez sentir melhor comigo mesmo… até me deu uma ideia peregrina, que a seu tempo a divulgarei. Isto tudo para dizer o quê? (e no Word em que estou a escrever, já vou em 5 páginas) para vos agradecer o facto de perderem o vosso tempo com o meu humilde blog, pelas palavras de apoio e de compreensão que deixam ora nos comentários, ora enviando-me um mail, ora através do IRC ou do MSN (principalmente este ultimo, apesar de já ter descoberto “fãs” no IRC, o que também é uma excelente sensação lol) e também para dizer uma palavra de pedidos de desculpa. Já reparei que muitas vezes as pessoas se preocupam comigo, o que muito agradeço, mas todo o negativismo que aqui coloco, toda a depressão que aqui se adivinha, todo o desejo de Morte (que muitas vezes nem o é, apenas sou mal compreendido) apesar de ser fruto de mim, apesar de ser muito real (nem que seja em delírio, visto que a maioria das entradas são escritas de rompante), também é verdade que não sou Eu, ou seja, eu não sou apenas o blog, o blog é apenas uma “expiação” de fantasmas através de algo que tenta ser artístico (seja isso o que for), eu sou muito mais complexo que o blog, eu sou o delírios, o Musicalidades, o Templo, o Morte… e muito mais coisas que nem lugar têm, sentado neste canto da minha casa enquanto ouço uma musica, enquanto faço algo mais produtivo (penso eu) do que ver televisão porque não tenho nada mais para fazer. Por isso peço desculpas a todos que se sintam enganados em relação à pessoa que provavelmente adivinham por detrás do blog, mas na realidade isto é apenas um delírio meu... real, mas não deixa de ser um delírio.
E amanha ou depois falarei dos blogs que leio, dos blogs que acompanho (ultimamente menos confesso, a única excepção é mesmo o Scarlet’s Chamber que penso ser neste momento o melhor que conheço). Por isso até lá… ainda colocarei mais umas entradas artys I think :)
Obrigado.
Entrei num castelo, de paredes frias e fogos incandescentes, com castiçais e candelabros matizando o ambiente de sombras. Vesti-me de estranho, e colori-me de Nada. Uma mulher de cabelos louros e olhos azuis convidou-me a deitar em lençóis de veludo vermelho, e nesse recanto a amei. Os seus beijos ainda me queimam os lábios, e o seu toque ainda estremece a minha pele. Os nossos suores, e o calor das nossas peles ainda me envolvem com o seu cheiro quente, e enquanto saiu pelos portões majestosos e deixo atrás de mim um silêncio de Morte e um último beijo de despedida, não consigo deixar de pensar que nunca deixei de ser um estranho…
Por todo o lado à procura
Mesmo nas ruas da amargura,
De alguem só para mim!
E nem o Sol nem a Lua
Trouxeram uma palavra tua
A este ser á beira do fim...
E o meu destino está morto
Como um velho barco sem porto
E o que vai ser de mim?
(poema de RDP)

(foto de O Maltês em 1000 Imagens)

(foto de Estevão Lafuente em 1000 Imagens)

Mas tudo te espera desde o princípio do mundo:
a doce brisa, a verde seara, o solo fecundo.
Tudo te espera desde o princípio de tudo:
a água clara, a fofa nuvem, o sol agudo.
Tu sabes, tu sabes tudo.
Tu és como a doce brisa, a verde seara e o solo fecundo
que sabem tudo desde o princípio do mundo.
Tu és como a água clara, a fofa nuvem e o sol agudo
que desde o princípio do mundo sabem tudo.
O teu cabelo sabe que há-de crescer
e que há-de ser louro.
As tuas lágrimas sabem que hão-de correr
nas horas de choro
Os teus peitos sabem que hão-de estremecer
no dia do riso.
O teu rosto sabe que há-de enrubescer
quando for preciso.
Quando te sentires perdida
fecha os olhos e sorri.
Não tenhas medo da Vida
que a Vida vive por si.
Tu és como a doce brisa, a verde seara e o solo fecundo
que sabem tudo desde o princípio do mundo.
tu és como a água clara, a fofa nuvem e o sol agudo.
A tua inocência sabe tudo.

E na vida que se esvai nas minhas veias,
Sinto o palpitar do teu ser em mim,
Sinto as palavras murmuradas dentro de mim,
E os gritos da tua boca húmida,
Enlouquecem-me até ao fim…
Senti uma tontura. Aproximei-me dos escombros do carro, afastei algumas pessoas que se interpunham com veemência, e sentia suores frios, um sufoco qualquer… Aproximava-me, não sabia porque, queria fugir, mas algo me puxava para o triste espectáculo da mulher morta. As faces assustadas das pessoas eram-me indiferentes, olhava para elas quando lhes tocava na cegueira, mas não via nada mais que um vazio. Perdi os sentidos.
Acordei num deserto. O Sol queimava-me a pele, mas eu tinha frio. Estava deitado na areia e não via nada tal a intensidade da luz. Levantei-me desnorteado e cerrei os olhos tentando perspectivar algo no meio do Nada. A meu lado, vermes contorciam-se e o seu frenesim sob o Sol escaldante fez-me estacar. Visco e peles e escamas… Tudo num aglomerado de decadência sob o Sol do deserto. Comecei a correr.
Corria que nem um louco, tentava fugir de algo que nem eu mesmo sabia o que era. Ainda há pouco estava numa aldeia, via as faces das pessoas e imaginava o seu vazio, comparava-o com o meu próprio vazio e agora estava no vazio, sem saber o que fazia aqui. Corria apenas, fugia de algo que eu mesmo desconhecia. Parei de correr. Ofegante, sentei-me na areia escaldante, mas apenas sentia um calor ameno na pele. A meu lado, sentou-se um Anjo. Falou-me de Amor, de esperança, mas eu nada ouvia, estava deleitado a olhar as suas asas. Faziam um efeito curioso: tinham penas de seda que se movimentavam para cima e para baixo ao sabor do vento e consoante a contracção e descontracção dos músculos que lhe saiam dos ombros. Era negro, enorme (perto de dois metros), com uns olhos azuis penetrantes, e um sorriso brilhante. Tinha cabelos de luz, que me adormeciam os sentidos, sei que me tocou, mas eu nada senti. Sentia apenas a sua presença e nem o seu abraço me acordou do sonho. Estava fascinado a olhar a sua pele de mármore, alva e brilhante, e a sua voz parecia um violino, com uma doce melodia que me embalava. Sei que me disse coisas importantes, mas à medida que o via afastar-se com a força das asas a impulsiona-lo para o Infinito, pensei que nada do que poderia ter ouvido interessava, ele tocava-me apenas com a sua presença, e nada poderia fazer por mim senão embalar-me.
Olhei o horizonte. O Sol continuava a queimar tudo em meu redor, mas eu nada sentia além da areia tépida. Enfiei os dedos na areia e fiquei a vê-la a escorrer-me por entre os dedos. Repeti o gesto. De repente a areia transformou-se em sangue. Levantei-me assustado, estava sentado numa poça de sangue, e os meus pés afundavam-se no líquido quente, viscoso, vermelho… Tentei fugir. Mas os meus pés afundavam-se cada vez mais naquela pasta vermelha, e todo o deserto se transformou em sangue, via no fim do horizonte o amarelo da areia transformar-se em vermelho vivo de sangue… O sangue dos inocentes… Todo o sangue derramado em toda a Humanidade, congregando-se no meu vazio.
Acordei.
Estava morto, com toda a aldeia a olhar para o meu corpo derrotado no chão frio, com a chuva a cair sobre a minha pele e o meu sangue.

Fumo envolve-me…
Aconchega-me o peito em résteas de sonhos,
Absorve-me o sangue,
E beija-me a mente,
Deixo-me errar eternamente,
Anseio o pousar na face negra,
Sorri-me com o teu olhar penetrante,
Agarra-me neste deambular errante,
Mata-me,
Sofre-me,
Esmaga-me os sentidos,
Absorve-me em ti,
Ama-me…
Deixa-me aqui perdido,
Com a pele a apodrecer,
Os olhos flamejados,
As veias cicatrizadas,
A Morte beijando-me,
Bebo o teu sémen,
Enlouquece-me em ti,
Bebe-me os sentidos
E prostra-me no teu Sonho…
"Desde que existe a morte, imediatamente a vida é absurda."
Amália
Esta noite morri.
Sinto o medo transbordar em mim. Falo-te no silêncio do fumo partilhado, anseio-te num passado que jaz frio. Não me sintas em ti, deixa-me abandonado na cruel persistência dos dias, no arrastar diabólico de Loucura nas veias, no sangue partilhado num cálice de prata, nos lábios molhados de desejo e nos vómitos de prazer moribundo.
Esta noite morri.
Vi um Anjo Negro abraçar-me… Não o senti sussurrar-me nos ouvidos que me amava. Fiquei preso num sonho que não sonhei, e as lágrimas que derramei já as tinha derramado e sorvido e vomitado em palpitações etéreas de Morte. Continuei o caminho que não tinha iniciado e perdi-me sem sair do meu quarto Universo.
Esta noite morri.
Beijei-te mas os teus lábios eram uma caveira de sangue coagulado pelo Tempo do Futuro. Vi os fantasmas que me tocaram e passaram por mim sem me tocar. Tentei falar-lhes, mas o túnel que percorri era um vácuo, e o silêncio absorveu os gritos que não gritei. Tentei morrer, mas a minha sepultura já estava fechada e a lápide já tinha a data da minha Morte, estava escrita em letras de sangue e o sabor do sangue era o meu, mas ao bebe-lo a data desapareceu e a sepultura nasceu macieira mas o desejo já tinha sido consumido e a serpente jazia morta na beira da cova que era raiz da vida.
Esta noite morri.
E nada do que vivi era Vida. E nada do que sonhei era Sonho. E nada do que morri era Morte.
Esta noite morri… E continuo a sentir a Dor da Vida.
Mas esta noite morri…
Um vazio existencial… Um vazio na alma… Erro através de limbos conhecidos como um estranho. Não vejo nada, não sinto nada. Apenas vejo as faces que sorriem, e eu próprio meto um sorriso na face, apesar de por dentro estar vazio. Nem sei o que escrever. Para escrever é preciso sentir, e eu apenas sinto o vazio…
Algures num limbo perdido, anseio as tuas mãos...
Algures num limbo perdido, anseio o teu cheiro...
Algures num limbo perdido, vagueio na sofreguidão do desespero lancinante....
Algures num limbo perdido....
MORTE
SANGUE
ÓDIO
Pulsões sanguinárias de desesperos mudos.
Olho-te nos olhos flamejados de dor salgada,
Cuspo-te na face (qual leito de um rio mar)
Gritos calados no silencio compulsivo da minha Dor...
NÃO!!!!!!
Gritei eu no desespero da queda do anjo dourado...
Caiu...
Apanhei do chão pedregoso os seus restos mortais,
As suas asas que outrora me cobriram no voo magico
Estão rasgadas e cobertas de sangue que é engolido pelo solo indiferente...
Beijo a sua pele ferida, respiro por fim o seu repouso calmo,
E deito-me a seu lado a olhar o céu,
Esperando a descida sobre nossos corpos prostrados de um anjo....
Levem-nos para o fim do tempo...
Abandonem-nos aqui...
Não quero saber....
Já nada interessa
Já nada faz mais sentido
Excepto o sol que lentamente se cobre de estrelas e nos beija pela ultima vez...
(a tua pele esta fria)
Olha-me nos olhos anjo dourado
(viro-lhe a face na minha direcção)
Uma pena solitária pende-lhe por cima do sobrolho,
E a minha carícia fá-la voar ao sabor do vento.
Cai longe de nos...
Repousa.
Beijo-lhe a fronte e espero a seu lado o nosso reencontro naquela estrela negra que brilha só para nós no céu estrelado...
(uma carruagem negra de cavalos negros pára junto a nós e no murmurar da figura de negro apenas o brilho da foice me ilumina a alma)

(espero textos vossos para esta imagem... Eu acho bastante interessante esta foto, o contraste entre o antes e o depois do 11 Setembro. O saber o destino de alguem que está de costas voltadas para o destino...)
A dream… An Angel pure and beautiful, to the delight of my eyes. Blonde, with stars shinning in your eyes… I kiss you with insanity, and you tremble on my arms, only to lay above my body and travel through the stars. I love you with no words in the middle, only flesh and wet desires to inject some hope in my veins.
Then I cry. And you comfort me, when you’re the one who need comfort… We are lost souls… In a vow through the insanity, with no strings to pull us to the ground… But tonight I wrote you a song. Tonight I need you…
"A lying hand beneath my tenderness
A soft look in the eyes, and flames burning
Through my flesh, full of emptiness.
I rest myself in this solitude… Dying.
Caress my soul with tenderness…
Kiss me and burn me with your skin.
I promess to respect your loneliness,
But for one day, embrace me on my dream.
‘Cause I need my iced heart to cry,
No one shall fall in my abyss,
But for this night… Follow me and die.
I just need your arms… And one kiss."
"Sex contains all, bodies, souls,
Meanings, proofs, purities, delicacies, results, promulgations,
Songs, commands, health, pride, the maternal mystery, the seminal
milk,
All hopes, benefactions, bestowals, all the passions, loves, beauties,
delights of the earth,
All the governments, judges, gods, follow'd persons of the earth,
These are contain'd in sex, as parts of itself, and justifications of
itself."
(Walt Whitman "A Woman waits for me")
Aqui está a minha resenha do que fiz nas ultimas 100 entradas. Já vão em 200!!!!!!!!!!!!!
Estas são as minhas favoritas. Basta clicarem com o botão direito do rato por cima do link e salvar o ficheiro ou simplesmente ve-lo. Simples e rápido :)
Desejei arder numa chama fria, perdi-me num qualquer recanto de Desespero. Enquanto a morte me sorria fui feliz, quando senti o seu toque gelado e a única coisa que me aquecia era o calor das lágrimas emanadas por mim rasguei a minha pele já dilacerada por tormentas e rajadas de ventos agrestes, e as minhas mãos mancharam-se de sangue. Deitei-me perante o meu vazio transbordante e chorei o que tinha já chorado. Não consigo chorar…
Erro…
Deitei-me numa nuvem, gritei segredos para o Mundo e apenas o vazio me respondeu. Continuo a errar em segredo.
Gritos mudos e vazios devolvem-me a minha podridão, espero neste recanto milenar de folhas apodrecidas algo que me devolva os gritos, mas nada me responde senão o vento… que sussurra o meu nome para a Eternidade.

(António Ramos Rosa)

Milk It
(Nirvana)
I am my own parasite
I don't need a host to live
We feed off of each other
We can share our endorphns
Doll steak, test meat
I won my own pet virus
I get to pet and name her
Her milk is my shit
My shit is her milk
Doll steak, test meat
Look on the bright side is suicide
Lost eyesight I'm on your side
Angel left wing, right wing, broken wing
Lack of iron and/or sleeping
Protector of the kennel
Ecto - plasma
Ecto - Skeletal
Obituary birthday
Your scent is still here in my place of recovery
Sou uma réstea de sonho... Um Oceano transbordado de vazio. O sal e o sémen da Loucura. O Nada.
"O Homem não é prata nem bronze. Apenas uma cinza de ouro."
(Quem é que me tirou esta foto??????? Eu nem reparei em nada fdx....)

AS NOVE DECLARAÇÕES SATÂNICAS
1. Satã representa indulgência, em vez de abstinência!
2. Satã representa existência vital, em vez de sonhos espirituais!
3. Satã representa sabedoria pura, em vez da autoilusão hipócrita!
4. Satã representa bondade para quem a merece, em vez de amor desperdiçado aos ingratos!
5. Satã representa vingança, em vez de virar a outra face!
6. Satã representa responsabilidade para o responsável, em vez de se ligar a vampiros espirituais!
7. Satã representa o homem como um outro animal, algumas vezes melhor, mais freqüentemente pior do que os outros que caminham de quatro, porque em seu "divino desenvolvimento espiritual e intelectual", se tornou o animal mais viciado de todos!
8. Satã representa todos os denominados pecados, pois eles se direcionam a uma gratificação física, mental e emocional!
9. Satã tem sido o melhor amigo que a igreja já teve, pois ele cuidou dos seus negócios todos esses anos!
(in Biblia Satânica)
Ao fim de duas horas (com o jantar pelo meio) alguns atrofios com o FrontPage (sim... sou básico) que me fizeram ter que recorrer ao NotePad (antes do blog nem sabia que era o principal editor de webdesign) e o ainda ter descoberto uma página muito fixe (só vi a secção divertidas). eis que vos posso aconselhar o visionamento da secçao categorias aí mesmo ao lado no Main Index. Ainda tenho que actualizar umas coisas, adicionar outras, destressar do stress da minha ligação ultra lenta (netcabo é uma merda mesmo), fumar um cigarro, enfim... Não está completo mas já que tive o trabalho bem que podem perder um tempinho certo? Certo!!! :P
Ainda tem pouca coisa mas... já dá para ver qualquer coisita, por isso podem perder ai um tempinho :) (eu posso continuar a repetir-me ad eternum mas acho que já perceberam a ideia não já?)
Pois acabei de me lembrar de uma nova série de imagens a colocar. A partir de hoje e até ao fim da semana vou passar a colocar imagens sob o tema: Choque.
A ideia é usar imagens cuja hipocrisia, medo,, ignorância (cada uma ou todas juntas) da sociedade no geral reprovem. Ainda não sei o que colocar, ainda não escolhi as imagens mas tenho aqui no meu PC montes de fotos que poderão entrar nesse domínio. Por isso... Quem for sensível, não venha ver o blog durante os próximos dias. Se alguem tiver uma imagem que ache que cabe neste tema é favor enviar para o meu mail insolitudewecry@sapo.pt. Afinal apesar de ser eu a postar, este blog não deixa de ser para todos vós (e cada vez são mais o que me surpreende) que perdem o vosso tempo aqui. desde já agredeço a colaboração :)
(e o que acham de umas palavras a acompanhar as imagens? Tambem podem enviar textos com as imagens e caso eu coloque imagens mandem textos tambem para as imagens, mesmo que tenham texto, nesta série vou pedir a vossa colaboração, participem se faz favor :P)
Olha para mim.
Sentes a Dor? Consegues sentir o seu frio na tua Alma? Pois sou eu...
Não me consigo transpôr... Por muito que queira ser feliz e sóbrio e social.
Sou eu apenas... Não me queres? Tenho pena... Espero que sejas feliz.
Espero que encontres quem te faça esconder, quem te faça sair de ti e esqueceres-te... Não sou eu? Mal o teu... Entrega-te a quem te fode, a quem não quer mais que hipocrisia, a quem não quer mais que o teu corpo...
Afinal... Nem tu queres a tua Alma... É porque sabes que ela não presta, e quando a Alma não presta a pessoa passa a ser apenas um corpo apodrecendo. Acabarás por perder a beleza, acabarás por perder a ilusão que te desejam fazer feliz... Ai nada mais resta senão a Solidão e a Dor... Aproveita! Aproveita enquanto te iludes que gostam de ti. Não és nada mais que não carne. És apenas carne a apodrecer.
Pensei ver uma Alma... Pensei ser a mais bela Alma que já tinha visto... Era apenas uma ilusão... E a ilusão desfez-se com lágrimas e sangue e pó.
Ponto Final

A sad rose lay on the cold, dusty ground.
She whispers to me visions of lost memories.
I pick it up gently, but a petal fall down,
And I watch her dancing with the breeze,
To rest, so pure, where was found.
No man can take her from her grave,
No man can pick her from the ground,
For she shall rest in the eternal dust
Forever… Where shall not be found.
"You look just like a star, it proves you don't know who you are."
(Phil Anselmo in "The Great Southern Trendkill")
(PanterA)
What's left inside him?
Don't he remember us?
Can't he believe me?
We seemed like bothers
Talked for hours last month
About what we wanna be
I sit now with his hand in mine
But I know he can't feel...
No one knows
What's done is done
It's as if he were dead
I'm close with his mother
And she cries endlessly
Lord how we miss him
At least what's remembered
It's so important to make best friends in life
But it's hard when my friend sits with blank expressions
No one knows
What's done is done
It's as if he were dead
He as hollow as I alone now
He as hollow as I alone
A shell of my friend
Just flesh and bone
There's no soul
He sees no love
I shake my fists at skies above
Mad at God
He as hollow as I converse
I wish he'd waken from this curse
Hear my words before it's through
I want to come in after you
My best friend
He as hollow as I alone
Lá fora a chuva cai insistentemente. Acabou-se o tabaco, vou ter que enfrentar o frio e o vento e a chuva, e o meu desejo de solidão para ir comprar tabaco…
Ou então…
Deixo-me apodrecer na cama, como se o amanha tivesse sido ontem, e nada mais importa a não ser a tépida suavidade dos lençóis que me protegem até a minha Partida…
Estar farto de tudo… Quando é que eu passo a sentir algo mais que não apenas o vazio que me aflige por não me afligir? Quando é que voltarei a sentir pulsões apaixonadas, ciúmes, desejos, qualquer coisa que me diga que estou vivo e que sofro e que amo? Quando é que sentirei algo para alem deste vazio na alma que me aconchega num doce abraço de Morte e Solidão?
"there's no junky out there that i don't envy"
(Down - Learn From This Mistake)
Look to my face, wet with my tears,
My cry... My scream... An eco of my fears.
The land... The dust... Will clean your bones
But your smile, your life, forever grows.
In the day that you gone
I think that I’ll never be strong,
But when you lay on your grave
I know that I got to be brave.

(Nick Cave) They call me The Wild Rose From the first day I saw her I knew she was the one When he knocked on my door and entered the room They call me The Wild Rose On the second day I brought her a flower On the second day he came with a single red rose They call me The Wild Rose On the third day he took me to the river On the last day I took her where the wild roses grow They call me The Wild Rose
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
She stared in my eyes and smiled
For her lips were the colour of the roses
That grew down the river, all bloody and wild
My trembling subsided in his sure embrace
He would be my first man, and with a careful hand
He wiped at the tears that ran down my face
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
She was more beautiful than any woman I'd seen
I said, "Do you know where the wild roses grow
So sweet and scarlet and free?"
Said: "Will you give me your loss and your sorrow"
I nodded my head, as I lay on the bed
He said, "If I show you the roses, will you follow?"
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he knelt (stood smiling) above me with a rock in his fist
And she lay on the bank, the wind light as a thief
And I kissed her goodbye, said, "All beauty must die"
And lent down and planted a rose between her teeth
But my name was Elisa Day
Why they call me it I do not know
For my name was Elisa Day