Este texto coloquei mesmo agora num comeentário numa entrada que escrevi a uns tempos sobre os Pantera. Esta entrada é especial por várias razões: porque aqui está a verdadeira genese de um outro blog que neste momento é muito mais lido que este, o Templo da Música; porque esta entrada é a seguir a entrada sobre o Snoobar a entrada com mais comentários, e aonde vou recebendo ainda amiude alguns comentários; e porque esta entrada versa sobre a minha segunda banda favorita de todas, e nos comentários acabou por versar tambem sobre a minha banda favorita de sempre. E o comentário que acabei de inserir em resposta a um outro, é sobre algo que tenho vindo a pensar em relação a essa mesma banda - Nirvana. Quis partilhar isto na página principal porque acho que pode dar azo a uma outra discussão.
Quase todas as opiniões negativas sobre os Nirvana que ouço têem muito pouco ou nada a ver com a musica, mas sim com o seu suicidio, e neste grupo de criticos a maioria deles até gostavam de nirvana até ao suicidio, mas depois do suicidio sentiram-se traidos, acharam-no um fraco, quase como se vissem nele um exemplo que lhes falhou, que fugiu e os abandonou no mundo sentido a dor sozinhos e dando-lhes constantemente a ideia e o terror que o suicidio é de facto uma opçao. E isso assusta, porque todos se habituaram a ver uma pessoa a expiar a sua dor com musica que lhes tocava na alma (e ter alma não é sinonimo de não ser macho) e de repente... esse exemplo essa pessoa acobarda-se, suicida-se e deixa-os sós, abandonados e em pavor... Numa muito maior proximidade a morte. e ninguem ker isso. Todos queremos viver, todos queremos ser felizes, todos queremos vencer a solidão e a dor, e queria um exemplo de alguem que a aguentava... Mas ele não aguentou. E isso assusta. Quem sabe se num momento de amior desespero não carregamos mesmo no gatilho? Não nos atiramos mesmo do abismo? Não desistimos mesmo disto? Quem sabe...?
Assusta não assusta? E ele tinha tanto mais que todos nós...
As soon as your born they make you feel small,
By giving you no time instead of it all,
Till the pain is so big you feel nothing at all,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you're clever and they despise a fool,
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
When they've tortured and scared you for twenty odd years,
Then they expect you to pick a career,
When you can't really function you're so full of fear,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV,
And you think you're so clever and classless and free,
But you're still fucking peasents as far as I can see,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
There's room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill,
If you want to be like the folks on the hill,
A working class hero is something to be.
A working class hero is something to be.
If you want to be a hero well just follow me,
If you want to be a hero well just follow me.
Sou e sempre fui do Sporting, portanto com a idade que tenho é natural que sempre tenha visto o Porto como a equipa a “abater”.
Mal me lembro da final de Viena. Lembro-me do golo do Madjer e mais nada, na altura nem me lembro de ter noção da importância do troféu, era apenas mais uma final, não diferente das finais de Taça ou dos campeonatos do Mundo, por isso o vencedor ser uma selecção estrangeira ou uma equipa nacional para mim era igual. E aquele jogo foi apenas isso: uma final com um golo invulgar, e vencida pela equipa do meu jogador favorito da altura – Paulo Futre. Por estas razões gostei da vitória, mesmo não tendo a exacta noção do seu real valor.
De lá para cá tudo mudou: o Futre saiu do Porto para espalhar classe por essa Europa fora sem nunca atingir o estatuto merecido: uma nova geração de futebolistas emergiu em Portugal, ofuscando todos os heróis anteriores (excepção feita ao Eusébio, mas esse está num patamar diferente); o Porto fez história em Portugal, mas na Europa acompanhou a queda dos outros clubes nacionais; e o futebol nacional caiu num lamaçal de corrupção, interesses e incompetência tal que a maioria dos jogadores de qualidade foram-se embora (alguns sem nunca terem jogado em Portugal) e o interesse cada vez mais se focou nos bastidores em vez de no jogo propriamente dito. Eu cansei-me, e faz agora três anos que deixei de acompanhar o desporto-rei.
Ainda no tempo em que acompanhava o futebol, lembro-me do Sousa Cintra ter feito história no desporto mundial, tendo sido o ÚNICO dirigente a despedir um dos melhores treinadores mundiais – Bobby Robson. Ferido e desgostoso deixou Alvalade e rumou ao Barcelona levando consigo um jovem treinador adjunto – José Mourinho. Na altura o Barcelona era a equipa maravilha no mundo com Luís Figo a descolar para a brilhante carreira que tem levado e com o jovem Ronaldo a despontar para o futebol mundial. Mais tarde Robson acabou por sair do Barcelona e para o seu lugar foi contratado aquele que muitos afirmam ser o melhor treinador do mundo – Van Gaal. José Mourinho ficou em Camp Nou e por lá ficou mais alguns anos, sempre na sombra dos maiores treinadores do mundo, sempre ao lado dos maiores jogadores mundiais, num dos maiores clubes do Mundo. Um dia teve que arriscar e seguir uma carreira em nome próprio. Com uma atitude ofensiva, arrogante, roçando por vezes a bestialidade em meros três anos atingiu o auge da sua carreira. E foi com alguma surpresa que tenho reparado que a medida que se adivinhava que este ano era o ano de José Mourinho, este ia largando pouco a pouco a carapaça arrogante e ganhando lentamente uma nova humildade e Humanidade, tornando-se menos detestável. Na noite de quarta-feira, José Mourinho atingiu o cume da carreira de qualquer treinador, uns meros três anos depois de se aventurar nessa mesma carreira. Lutou, contra tudo e contra todos, arriscou, foi arrogante e agressivo, ganhou inimigos, mas na hora suprema ganhou humildade de campeão. Só lhe falta agora despenhar-se do Olimpo a que trepou, encontrar o seu lugar com a coragem que demonstrou até aqui (mesmo que disfarçada de arrogância e estupidez) para assim poder vencer e mostrar que é um verdadeiro campeão e um grande homem. Contra as minhas próprias expectativas fiquei muito satisfeito com esta vitória do F.C.Porto e do José Mourinho. Não dou os parabéns porque acho estúpido mas o sentido desta entrada é algo semelhante embora não saiba bem o que.

Continuo sem saber o que colocar no blog. Sinto por vezes uma necessidade pungente de escrever algo, de ver a nova entrada, para que o Main Índex, não esteja constantemente a avisar-me que os meus delírios estão votados ao abandono, mas não faço a mínima do que escrever. Tudo o que escrevo, ultimamente tem um sítio específico para ir, quanto mais não seja, a privacidade dos meus papéis abandonados, e o blog continua votado ao abandono, sem uma única entrada, nem que seja uma qualquer imagem que via num qualquer site que vasculhava com o rato. Agora já nem tenho tempo para isso. Entre o trabalho e o namoro, o dormir e a guitarra, o sair e o vazio, os projectos que teimo em fazer ou que melancolicamente teimo em adiar, o único tempo que tenho para estar no computador, que é o sitio onde tenho tudo o que preciso para os meus períodos de ócio (da musica, aos vídeos, aos filmes) perco-o a procura de coisas especificas, ou a fazer algo necessário. Mas sonho… sonho com a promessa de no fim disto tudo, os projectos estarem feitos, de finalmente seguir os meus sonhos, de finalmente conseguir algo mais que sempre desejei e nunca busquei. Vai fazer três anos neste Verão, que passei um mês em dedicação absoluta a musica. Do compor ao gravar, das letras aos acordes, estive um mês obcecadamente votado quase exclusivamente a uma ideia. No fim do mês tinha no computador, e em CDS gravados talvez perto de 100 canções, ou pelo menos esboços, no mínimo ideias, algumas improvisações registadas para posterior desenvolvimento. Passados 15 dias, 1 mês, não sei ao certo, escolhi dentro da ideia que tinha, um lote de 7 músicas com a duração total de 27 minutos, por uma questão de superstição numerulógica, gravei um CD com esses registos, e com a excepção de uma única vez, esse CD nunca mais saiu da prateleira em que o coloquei. Hoje fui busca-lo pela segunda vez em três anos a prateleira em que o abandonei.
O que fazer com isto? Hoje lembrei-me do que fazer. Apesar das péssimas condições de gravação, apesar da enorme ignorância sobre essas mesmas técnicas que na altura tinha, apesar da horrorosa interpretação quer vocal, quer instrumental, apesar até da gritante falta de qualidade de algumas canções, hoje lembrei-me do que fazer com isto. A ver vamos…