junho 30, 2004


Lost Control
(Anathema)

Life.. has betrayed me once again
I accept that some things will never change.
I've let your tiny minds magnify my agony
and it's left me with a chemical dependency for sanity.

Yes, I am falling... how much longer 'till I hit the ground?
I can't tell you why I'm breaking down.
Do you wonder why I prefer to be alone?
Have I really lost control?

I'm coming to an end,
I've realized what I could have been.
I can't sleep so I take a breath and hide behind my bravest mask,
I admit I've lost control
Lost control...

Posted by almahperditae at 09:26 AM | Comments (0)

junho 29, 2004

8 e meia

Tudo na mesma...
Sem dormir...
Apetece-me gritar e nem isso consigo, apetece-me chorar e só consigo escrever...

Posted by almahperditae at 08:31 AM | Comments (3)

Em busca da coragem perdida...

São 6:30 da manha quando começo a escrever este post. Como sempre não consigo dormir, sinto-me novamente alvo de uma maldição da Humanidade, sinto-me o centro de um mundo que desaba insistentemente ante meus pés. (uma pausa para fazer um cigarro) sinto-me mal. Sinto-me um nojo, não sei se hei-de gostar de mim ou se me hei-de suicidar, se hei-de fugir, se hei-de apodrecer aqui. Sei que não estou bem, que o Mundo continua a excluir-me e eu só me apetece gritar contra tudo, contra todos, contra mim… (o cinzeiro está tão cheio, e não me apetece limpa-lo) ninguém me ama, ninguém sente nada por mim que não mais que asco, não mais que enfartamento. Peço ajuda e o meu grito morre surdo numa parede fria, peço carinho e repulso o pouco que me dão. Não me quero chorar, mas nada mais faço que não lamentar-me enquanto toda a gente vive a sua Vida pequena e miserável mas tão mais brilhante que a minha. A umas semanas tive a paranóia que ia morrer cedo. Hoje tenho a impressão que não chego ao fim do dia, apetece-me cada vez mais desaparecer, mas até isso começo a evitar, começo a pensar que prefiro morrer. Se não consigo comer, se não consigo dormir, se não consigo viver para alem de um cigarro que se queima solitário envenenando-me… para que quero este vegetar? Para que quero isto? Para que insisto em viver se não tenho Vida? Se me encerro em mim e aqui vegeto e aqui morro lentamente? Porque não morrer de vez? Já o Kurt Cobain citou o Neil Young “It’s better burn away, than fade away…” e é… Sinceramente é.

(preciso de mudar... urgentemente!!!)

Posted by almahperditae at 06:45 AM | Comments (8)

junho 27, 2004

Silence

Empty souls climbing through umbilical chains, screaming in pain, with echoes violently passing through the void… I wake up.
Above my head I saw a rough sky of dead leafs, rotting slowly to the passage of time, with worms revolving, eating little putrefactions memories of life, waiting in silence for a scream to put all to rest in oblivion… I still ear my silence echoing.

Posted by almahperditae at 03:02 PM | Comments (0)

Uma lágrima que caiu a meus pés...

Somos todos restos de cometas perdidos num turbilhão de Dor e Solidão….
Anseios de um ventre para nos esconder, proteger das lágrimas derramadas, engolidas em sôfregos instintos de podridão ameaçando o grito preso na garganta fétida. Estrelas poeirentas e carnívoras de esquecimentos latentes abandonados na berma de caminhos cruzados que se desenham na imensidão da poeira… Somos todos um enorme vazio que se preenche de Nada… Que se toma por Deus.

Posted by almahperditae at 06:00 AM | Comments (0)

junho 25, 2004

Portugal 2 - Inglaterra 2

Em primeiro lugar, agora acredito que vamos ser campeões. A Inglaterra era sem a mínima duvida a selecção mais forte deste europeu, e já se sabia de antemão que este jogo ia ser disputadíssimo. Mas... Nunca pensei que fosse uma tal descarga emocional.
Um erro crasso de Costinha aos 3 minutos de jogo fez com que a esmagadora maioria do encontro se tornasse numa busca maciça e incessante do golo de empate. Postiga saído do banco para o lugar de Figo fez 80 minutos depois de Owen o golo do empate. E aí íamos nós para mais 30 minutos de sofrimento. Rui Costa marcou o mais belo golo português desta campanha, e 3 minutos depois Lampart volta a criar nova suspensão no grito nacional. Neste momento os índices de ataques cardíacos já deveriam de ter batido recordes mas… ainda faltava muito tempo. Penalties! Esse método tão injusto, tão frio, tão… nos penalties não há vitoriosos nem derrotados, existem apenas felizardos e azarados, e não consigo imaginar pior maneira de decidir quem ganha e quem perde, e quem segue em frente e quem segue para as tais merecidas ferias em casa. Depois dos falhanços normais nestas situações, depois dos nervos ainda mais a flor da pele eis que acontece o momento mágico. Ricardo tira as luvas. As suas mãos que foram tão criticadas na convocatória é que iriam decidir tudo. Atira-se para o lado certo e ainda tem os reflexos de ouro de contra a trajectória do corpo parar a bola com as mãos nuas, abençoadas mãos que ele olhou naquele momento de êxtase como se mãos sagradas fossem. Tinha calado de vez, todas as criticas, mas não estava satisfeito. Esta vitoria tinha que ser dele, tinha que mostrar que não só defendia como a vitória ia ser dele e dele apenas, fazendo o impossível num caso destes. O guarda-redes defendia o golo no momento crucial e com a raiva e a euforia de tal momento ia ele mesmo marcar o golo da vitória, das meias-finais, e do afastamento da única selecção que nos podia (como fez de um modo brilhante) fazer frente. Marcou e enquanto corria sozinho no meio de um mundo inteiro de olhos nele (ok… naquele momento toda uma língua saltava e gritava, não o podia ver) fez o impensável e o impossível. O guarda-redes não desejado levou as costas da sua personalidade e vontade a selecção para o próximo jogo.


É esta a poesia do Futebol. É por isto que o mundo inteiro (excepção feita aos americanos) delira. É por isso que estes miúdos são os heróis dos tempos modernos. É com a sua garra e a com a sua vontade que arrastam as multidões aos milhões para os ver combater batalhas contra outros miúdos tão fortes e talentosos como eles. E para quem diz que um jogador de futebol ganha muito… Lembrem-se que só 11 entram naquele campo, e que os outros milhões que os vêem das bancadas, nos ecrãs gigantes e nas televisões adorariam estar no lugar deles, mas são eles os que têm o talento, a vontade e a força para estar naqueles 11. O orgulho de fazer por um pais o que estes 23 têm feito não tem preço. Ou acham que Portugal alguma vez viverá esta loucura novamente?

Posted by almahperditae at 01:45 AM | Comments (4)

junho 23, 2004

I fall asleep in my dream, and awake with a sunshine in my eyes

E se de repente a ilusão mais não fosse que uma flor a desabrochar? Um raio de luz ainda a rasgar as nuvens negras, um grito a soltar-se da garganta numa melodia. Se os teus sonhos se perdessem na minha realidade, embrenhados num restolhar de folhas de Outono sob a carcaça adormecida de uma árvore.

Posted by almahperditae at 08:14 AM | Comments (2)

junho 22, 2004

Novo Site

Depois do Musicalidades (onde já não escrevo nada a bastante tempo); e do Templo da Música onde continuo a escrever sempre que o tempo me deixa, queria divulgar um interessante site onde irei a partir de agora tambem escrever sobre música - Obscuridão.
Este site é bastante diferente dos anteriores, em primeiro lugar porque é um site no verdadeiro sentido da palavra, apesar de em moldes diferentes dos habituais, e em segundo lugar porque a minha participação é apenas como colaborador, onde desde já agradeço o convite do Coolmaster.
Esta e-zine funciona em moldes diferentes dos habituais no ciber-espaço, tentando transpor para a web o conceito editorial normal. Assim desse modo em vez de actualizações constantes, o site funciona através de edições mensais, que o utilizador poderá escolher entre consultar on-line, ou simplesmente fazer o download de cada edição para consultar off-line. Desde já os meus parabens ao Coolmaster pelo design bastante interessante, e pela tarefa que está a levar a cabo de divulgar a musica nacional e internacional. É de pessoas assim que o movimento precisa e espero que o exito seja enorme. Eu pela parte que me toca tenho estado a ler alguns dos textos e acho bastante interessantes, e espero que para o mes que vem a minha participação ajude a engrossar o volume de textos, visto que nesta edição foi ele que levou a cabo a tarefa hérculeana de escrever quase tudo sozinho, por amor, por teimosia, por vontade. E tendo tambem alguma experiencia no que é escrever uma critica, compreendo perfeitamente o trabalho e o sacrificio que é preciso para levar a cabo uma tarefa destas. Desde já os meus parabéns e espero que todos vós dêem uma vista de olhos no site para apreciarem com os vossos próprios olhos o excelente trabalho levado a cabo por ele.

Posted by almahperditae at 03:29 AM | Comments (1)

Continuo a espera de uma espada que rasgue o meu manto...

Nuvens num céu limpo, estrelas que brilham intensamente num céu negro sem estrelas, sonhos que se iludem, desesperos que se prolongam…
Olho estático a Vida. Nada faz sentido, nada alem de um vazio, de uma matéria inerte que se desvenda perante meus olhos, perante minha apatia. Porque fico aqui? Porque é que a Vida se continua a esconder atrás de um Sol que brilha intensamente fora das fronteiras da minha Dor? Fechado num tumulo, sem som, sem luz… Sem mim.

Posted by almahperditae at 01:03 AM | Comments (3)

junho 21, 2004

Sob as estrelas

Sento-me sob as estrelas, a olhar o Infinito, a sonhar, a apanhar pó das estrelas, numa réstea fugaz de Humanidade, de conforto, de felicidade, que dura enquanto o cigarro se queima lentamente. O seu fumo voa e envolve-me, e eu não penso, não consigo, deixo-me ser, existir num breve momento, sem Medo, sem Desespero, sem Solidão, sem Dor… Enquanto puder sê-lo, serei apenas eu e as estrelas…

Posted by almahperditae at 03:32 AM | Comments (2)

Posted by almahperditae at 02:56 AM | Comments (0)

Orgulho Nacional

Num dia de renovado espirito nacionalista, vou colocar aqui o verdadeiro Hino Nacional. Infelizmente ninguem conhece o Hino tal e qual ele foi escrito, e como é a sua versão oficial.
ha... E parabens à Selecção Portuguesa


A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Posted by almahperditae at 02:36 AM | Comments (0)

junho 12, 2004

2-1

Imagino alguem que tenha adormecido a ver o jogo. e acorda a faltarem 5 minutos para o fim. Vê as reacções dos dois seleccionadores e esboça um sorriso, olha para o resultado e...
Digam o que disserem nesta segunda parte não jogou mal, mas... Há SEMPRE um mas....
Neste caso o mas é simples. a Grécia defendeu melhor que Portugal atacou.

Posted by almahperditae at 07:06 PM | Comments (0)

Intervalo

Ao fim de uns bons anos, consegui voltar a ver novamente a primeira parte de um jogo. Como? nem eu sei... A inexperiencia (mesmo seedo campeao europeu de clubes) de um jogador num passe errado já fez com que os gregos marcassem um golo. A reacção aparece apenas de tempos a tempos, incapazes de dar a volta a defesa acerrima dos gregos, ouço o nome de Cristiano Ronaldo. Pode ser uma opção visto que o Simão esta a fazer um jogo demasiado abaixo da média, mas como nunca vi um jogo do Ronaldo (sim... nc o vi num jogo completo, apareceu já depois do meu desinteresse pelo futebol) não posso ter esperança de ele ser a solução. Sei isos sim, que gostava de lá ter o Boa Morte, ainda me lembro do grande jogador que ele era, e anos depois deceero que amis experiente seria a solução necessária. E pelo que ouvi parece que está em grande forma, tanto que é a grande falta no Europeu (mais que o Baia). Vou ver o resto do jogo, e ver se não desanimo.

Vem-me a memória o Portugal - Inglaterra de a quatro anos atras... Ai nunca perdi a esperança, hoje confesso que nem a tinha de inicio, apesar de achar que vão dar a volta ao jogo. Mas não vejo a vontade que vi a quatro anos. Apenas vejo uma equipa apesar de tudo superior, que foi traida por uma lance infeliz. faltam 45 minutos para ver se a minha "analise" sempre tem razão de ser.

Posted by almahperditae at 06:08 PM | Comments (0)

junho 11, 2004

Vamos, todos juntos - Portugal!!! Portugal!!!

Portugal vive num momento de euforia, contida, a espera de explodir, ainda mal se nota, mas vive. O pais atravessa o ano de 2004 com um novo orgulho, uma nova alegria em ser português, um rejúbilo nacional de que quando queremos conseguimos ser bons, participativos, do melhor que existe no mundo. Foi aqui neste canto do mundo que se organizou o maior festival do mundo, e fomos lá alegres e contentes bater palmas e gritar os nomes dos nossos artistas favoritos, talvez sem a maioria saber que outros festivais, de maior qualidade se organizam, mas isso não importa. O campeão nacional conquistou a Europa do futebol, venceu todos os grandes clubes da Europa na busca da tão desejada Taça dos Clubes Campeões Europeus, e todos festejamos, quer sejamos do Porto, do Benfica, ou do Sporting, foi uma vitória de Portugal. Vamos organizar o Europeu de Futebol, e vai ser um sucesso, venham cá os ingleses armar sarilhos que nós arrebentamos-lhes o focinho, mesmo depois de lhes comermos as gajas, enquanto eles se embebedam com a nossa cerveja. Penduramos bandeiras portuguesas em todas as janelas, em todos os carros, em todas as montras deste pequeno pais, para gritar que estamos com o nosso pais. Vamos dizendo a medo que a nossa selecção esta velha e gasta, que talvez não consigamos passar da primeira fase, mas no íntimo todos temos a certeza de sermos os próximos campeões europeus. Guardamos dentro das gargantas um grito de orgulho e de raiva que vai ecoar em toda a Europa… Em todo o Mundo! Limpamos as estradas e as ruas, fazemos acessos, estradas, prédios, hotéis… temos que mostrar que não somos um pais de terceiro mundo, não, somos um pais desenvolvido e moderno, rico e limpo, civilizado e acolhedor. Vamos mostrar a toda a Europa que não estamos na cauda do velho continente. Não senhores, isso são as estatísticas, são os números que nos atraiçoam por sermos tão pequeninos. Vamos encher o peito, vamos ser modernos, vamos sorrir aos camones de um modo acolhedor, quase como se lhe déssemos pancadinhas nas costas, coitadinhos deles… vamos ser aquilo que fomos, aquilo que nunca deixamos de ser – O maior pais do Mundo! Fogo... Até andamos com medo que o Bin Laden nos venha chatear!!!

Vamos esquecer por breves momentos que somos pobres, que somos ignorantes, que somos atrasados, que somos corruptos, que somos tristes…
E se Portugal for campeão… Vamos gritar, gritar, gritar…

Posted by almahperditae at 07:54 PM | Comments (0)

junho 10, 2004


No Dia em que o Meno Rock Morreu
(Carlos Tê / Rui Veloso)

Veio a vida militar
Pôs a nossa vida ensombrada
O meno entrou em outubro
E em janeiro foi de abalada

Nesse verão de são martinho
De belas tardes outonais
Tocámos pela última vez
Foi o fim dos samurais

E a má nova veio em março
Como um céu que escureceu
Chovendo uma dor sobre o bairro
No dia em que o meno rock morreru

O berto fugiu em maio
Deu o salto pela fronteira
Foi parar a amesterdão
Nem sequer jurou bandeira

Saiu de casa de madrugada
Sem dizer para onde ia
Levou as cassestes dos doors
E alguns livros de poesia

Cantou baixinho no comboio
Ganhou uma força secreta
E nesse dia lá no bairro lembro-me eu
Falou-se da partida do berto poeta

Posted by almahperditae at 06:23 AM | Comments (0)

junho 08, 2004

Espada de Sangue...

No Desespero dos dias,
Na Imensidão das Noites…
Arrasto o meu cadáver,
Em lânguidas e hipnóticas divagações,
Em delírios de vazios por preencher,
Em lágrimas que escorrem solitárias pela face seca.
Vagueio no gume da espada,
Num equilíbrio instável,
Dum lado uma cama de rosas,
Do outro um Abismo de espinhos.
No vento que me afaga o cabelo,
Sinto o odor do perfume apodrecido,
Duma pétala que se feriu sob o peso da minha espada.
O seu sangue escorre, pinga, esvai-se,
E acaba por ser engolido pelo húmus que alimenta o Abismo…
Percebo o seu cantar hipnótico,
E escuto o seu chamamento
A medida que fecho os olhos.
A medida que sinto o gume frio da espada rasgar-me a Solidão.

Posted by almahperditae at 02:02 AM | Comments (3)

junho 07, 2004

Our Lady Of Solitude
(Leonard Cohen)

All summer long she touched me
She gathered in my soul
From many a thorn, from many thickets
Her fingers, like a weaver's
Quick and cool
And the light came from her body
And the night went through her grace
All summer long she touched me
And I knew her, I knew her
Face to face

And her dress was blue and silver
And her words were few and small
She is the vessel of the whole wide world
Mistress, oh mistress, of us all

Dearly dead; Queen of Solitude
I thank you with my heart
for keeping me so close to thee
while so many, oh so many, stood apart

And the light came from her body
And the night went through her grace
All summer long she touched me
I knew her, I knew her
Face to face

Posted by almahperditae at 08:18 PM | Comments (1)

junho 04, 2004

Desabafo

O blog tem quase um ano. E reparo que funciona como uma resenha da minha vida no ultimo ano, desde os momentos de maior apatia que vivi, aos momentos em que transformei a minha vida num vazio enorme em que apenas procurava esconder-me sentado aqui no computador, numa hiper-actividade de entradas (lembro-me dum fim-de-semana em que postei trinta vezes), desde sentimentos que nutri, em entradas com poemas escritos de um jorro por necessidade, a imagens ou textos relacionados com algo que me fazia lembrar algo que vivi, a letras que descreviam os meus sentimentos, os meus dias, o que sentia nessa altura. Quase tudo de um modo o mais possivel camuflado, apenas perceptivel para mim e para as pessoas que me conhecem, ou pelas pessoas que poderiam perceber caso lessem o blog, coisa que a maioria das vezes não se passa, mas escrevia sempre com o pensamento de que elas o leriam. E lembro-me das entradas que postei aqui no inicio, mais pessoais, funcionando como um diário, com os meus pensamentos sobre as mais variadas coisas, embora sempre com um unico pensamento em mente. Já foi a um ano, e desde lá tudo mudou. Mas agora que se aproxima o aniversario dessas vivencias sinto-me a cair no mesmo abismo, embora agora não perceba a razão. Começo pouco a pouco a atingir o volume de cigarros que fumava a um ano,´um maço já não me chega para um dia, e não fosse o ter retomado a fumar tabaco de enrolar nos momentos em que quero fumar mas sei que não preciso do tabaco, dois tambem não chegavam, embora ainda longe dos exageros do ano passado sinto-me a caminhar para lá. Sei que se voltar a fumar os seis maços por dia ao fim de semana o meu destino está traçado - Morro. E não é uma morte hipotética de talvez apanhar cancro, é uma morte bastante real, os meus pulmões já não aguentam isso, e de certeza que teria uma paragem respiratória. O médico avisou-me, e o meu prazo acabaria dentro de um mês. Tambem começo a perder o apetite, ontem quando me deitei alarmei-me ao fazer a retrospectiva do dia e ter reparado que não tinha comido mais que 3 sandes. E isso até não seria grave se não fosse o facto de não ter fome, de não ter vontade de comer, de pura e simplesmente o meu corpo e a minha mente estarem numa inércia tal que nem algo tão simples como a alimentação é susceptivel de me alertar a mente e o corpo para a falta da mesma. Não durmo. Deito-me todos os dias sempre de madrugada, perto das 5, e depois de voltas e voltas na cama acabo por acordar as 7 para não mais dormir. Isto a quase 1 semana. Sinto que estou a cair novamente, e não sei a razão para isso. Sei que não quero voltar atrás um ano, mas sinto-me cada vez mais a tocar o fundo... Hoje ao acordar e não conseguir adormecer, pensei em muitas coisas como sempre, mas há um pensamento que me assusta: deste modo, da maneira como ando, como andei, como se calhar nunca deixar de andar apenas estava disfarçado, de certeza que morro cedo. O meu corpo não pode aguentar isto muito mais. E isso assusta-me...

Posted by almahperditae at 01:53 PM | Comments (0)

Manhã Submersa
(Xutos & Pontapés)

O frio aperta na manhã submersa
entra a neblina com o sol a nascer
contando os passos para se entreter
lá vai ele, ainda a sonhar

não sabe o nome mas conhece o cheiro
quando ela entrar no apeadeiro
talvez mais tarde quando a escola acabar
mesmo à saída, a bola a girar
ela apareça e ele consiga falar

a rapariga saiu da escola
viu os rapazes a jogar à bola
passou por eles, houve um que sorriu
não ligou, e a rua subiu

só mais tarde, já ao deitar
olhou o espelho onde foi encontrar
o amor escondido e então sorriu

Posted by almahperditae at 11:42 AM | Comments (0)

junho 02, 2004

Apatia... (um grito por gritar)

O silencio…
O silencio que me ribomba nos sentidos,
Esmagando-me,
Violando-me…
Estaco no fim do Tempo,
Observando através de olhos vazios
A imensidão que se confunde com o Vazio,
Que se matiza para lá da essência,
Como um grito que rasga o silencio e se apaga sem um eco…

Pende-me a mão,
Num gesto desesperado de agarrar o Vento,
De beijar o Infinito,
De rasgar o luto e as lágrimas,
De sentir a Dor,
De ouvir o coração,
Da confusão dos carros que passam,
Do grito que já apaguei…

Mas…
Apenas o ser de não ser…

Posted by almahperditae at 12:36 PM | Comments (2)

Esqueci-me de Travar (Hugo Neto)

Posted by almahperditae at 12:24 PM | Comments (2)

junho 01, 2004

Eu não percebo nada disto tou a ver...


Quanto ao problema da imagem no inicio já o resolvi, era a tag html que estava completamente mal feita, como é que eu via bem a imagem no IE que nem percebi que estava mal? Foi preciso mudar de browser para me aperceber disso porque? Agora... o alinhamento do blog continua a ter este aspecto no minimo estranho no Mozzila e no IE está normal. Alguem me dá uma ideia do que poderá ser? É que eu já dei uma vista de olhos e parece-me estar tudo bem. E já agora: Porque esta diferença abismal entre duas coisas que deveriam de ser exactamente iguais? Alguem me explica? Tambem já começo a ficar farto de computadores...

Posted by almahperditae at 09:40 AM | Comments (2)