Mais uma vez o meu PC foi-se... Aproveito e meto-lhe uma caixa nova (simplesmente divinal) e posso dizer que vou ficar cm uma máquina mais moderna, visto que finalmente vou tambem colocar-lhe o gravador de DVD que andava a muito a prometer-me a mim mesmo. Mas nada disso interessa... Nada interessa mesmo.
Ontem tive novamente um daqueles dias, desta vez não reagi muito mal, apenas um pequeno momento de desespero, que deu lugar a recuperar novamente a força que a muito tempo andava alheada de mim. Aguentei a pancada, sem emoção, sem lágrimas, sem raiva, sem nada para além de.... aguentar. Fui trabalhar normalmente, e apenas o silêncio me acompanhou o tempo todo. Por volta das 11 da noite tive um ultimo momento de fraqueza, e como não tinha dinheiro enviei kolmis numa ultima esperança desesperada de chorar, mas a resposta foi a esperada, eu já sabia qual a resposta, afinal é obvio que ela não sabia do que se passava, partiu do principio que era apenas mais um sintoma do meu famoso sindrome pré-menstrual, pancadas aleatórias sem sentido, sem razão...
Acabaram-se os kolmis e fiquei novamente no silêncio, e não desesperei, não... Voltei atrás no Tempo, e transformei-me naquilo que sempre fui: seco, sem emoção, sem nada além de um vazio emocional. Quando regressei a casa, deitei-me sem mais nada que não uma vontade de dormir, mas não adormeci logo, recordei, pensei, relembrei momentos do passado, recordei os tempos de escola, recordei coisas que já nem me lembrava que se tinham passado comigo tão enterradas estavam no meu passado, não era eu, era como que uma personagem de um filme que imaginei, e sorri com a perspectiva de me ter tornado novamente naquilo que sempre fui: um Vampiro. Uma alma imortal, sem emoção, com um desejo de Amor, e uma sede de sangue pacata. Um vulto, uma memória, um buraco negro... Sem nada, sem ninguem... Uma alma depressiva sem uma lágrima derramada, as palavras que ribombavam na minha cabeça: "Tens que ser forte, tens que aguentar" Sim... Vou ser forte, sim... vou aguentar. Não... Não tenho emoções dentro de mim. Não... Não vou chorar mais. Cresci e tornei-me forte. Sem raivas, sem lágrimas, sem desespero, sem nada... Apenas o vazio. Sempre o vazio...
São sete da manhã, regresso a casa e entrego-me de novo a minha solidão. Repenso no passado, repenso nos meus erros, repenso na minha miserável mania de ser explosivo, de ser cruel, de magoar as pessoas de quem gostava. Só eu sei o quanto essas atitudes me doeram, só eu sei o quanto me martirizo por elas, só eu sei... Por muito que me achem um merdas, por muito que me ache um merdas, por muito que me culpabilize por ter feito tudo o que fiz, por muito que compreenda até que me abandonem e me larguem como um cão sarnento que mais nenhuma utilidade tem na vida senão lembrar a minha doentia presença, duma coisa eu tenho a certeza: Eu merecia mais, merecia muito mais! Se não mo deram, se não compreendem que isso me magoou, que me magoa, se o meu sofrimento é ignorado e menosprezado, se nada valho para além de um nada... Não deixo de ter merecido muito mais do que aquilo que tive, talvez agora não o mereça, o perdão e a consciência infelizmente não está ao alcance de toda a gente. E essa é a mais é a maior das verdades! Nada dar sem nada receber. Quando é que aprendo essa lição? Quando se dá sem nada pedir, quando depois o pedimos por desespero ou por necessidade, não podemos esperar mais que uma fria indiferença. E exigem-nos compreensão, como se não fosse um ser humano que sofre e tem sentimentos...

O gume da tua ternura,
A dilaceração dos meus sentidos,
O sangue que escorre na minha boca…
Rasgar-te a pele,
Penetrar-te na Alma,
Morrer em ti!
Mais algumas alterações no Main Index, nada de transcendente, apenas algumas alterações menores na forma, alterações que do meu ponto de vista, estéticamente deixou o blog a ganhar, e que mais tarde seré transporto tambem para o conteudo.
Se alguem quiser deixar um comentário com ideias, sugestões ou qualquer coisa assim agradecia, na minha modesta opinião o blog até está com uma estética bastante engraçada, mas se alguem quiser dar ideias, serão bastante bem vindas :)
A partir de hoje, resolvi inserir categorias no blog. Assim quem vier visitar o blog pela primeira vez pode escolher que tipo de entradas prefere ver, como é obvio ainda me falta inserir muitas amis entradas, mas isso será um trabalho para fazer pouco a pouco. As categorias estão neste momento ainda em "fase experimental" o que quero dizer com isto é que poderei criar novas categorias, e mesmo ainda mudar algumas entradas de categoria, se o numero de entradas assim o justificar, por exemplo, na categoria Poesia poderei ainda criar duas categorias para destinguir as que foram escritas por mim, das que aqui coloquei de outros autores. Como é obvio algumas entradas poderão tambem ter lugar em duas ou mais categorias, desde poemas com letras em "anexo", a textos com Imagens... Enfim, é algo que não está estático, que irei alterando conforme a disponibilidade e a conveniencia.
Podem encontrar os links no Main Index, assim podem começar a conhecer o que fiz no último ano por bocados, ver apenas as imagens, ver apenas os poemas... enfim, é a vossa escolha :)

(...)
Por que queimar minha fogueira,
e destruir a companheira?
Por que sangrar o meu amor assim?
Não penses ter a vida inteira
para esconder teu coração
Mais breve que o tempo passa,
vem em galope meu perdão.
(...)
Os dedos começam a percorrer as teclas, numa ânsia incontrolável de escrever, gritar em silencio qualquer coisa que se esconde até de mim. Sinto uma vontade de escrever, escrever, escrever, escrever… perder-me em pensamentos que não penso neste momento, sinto um vazio qualquer na mente, uma vontade de algo que não sei o que (estou a escrever muito depressa, imagino a quantidade de erros que não estou a cometer) acendo um cigarro… olho o ecrã…. Não consigo sequer ler o que escrevi, não consigo ler, não me apetece ler, apetece-me escrever, mas não tenho nada sobre o que escrever, apetece-me dizer qualquer coisa mas o que? Uma alegoria ao vazio? Mas eu não sinto vazio no verdadeiro sentido da palavra que mais vazia é, (não são todas as palavras?), o que sinto é uma ânsia, é uma vontade, é um desejo, um grito que me sufoca intrinsecamente em dilacerações na mente extasiada (parece que me droguei, mas já não o faço a muito tempo) o que quero escrever? Porque raio não me sai um pensamento de jeito? A minha mente parece um furacão, um ciclone prestes a destruir tudo a sua passagem, um grito por gritar, apetece-me sair de casa e ir correr, apetece-me sair de mim e percorrer paisagens nocturnas cheias de nevoeiro e de frio, entrar num qualquer castelo abandonado no meio de nuvens negras e ver anjos a vogar em meu redor, e laminas brilhantes a corroer-me as veias dilacerando-me os sentidos extasiados….
Foda-se…. Enlouqueci de vez e nem loucura sinto. Apenas uma vontade…
It’s only a stain,
A deep red stain in the floor,
A scream in a quiet night…
I was so peaceful, so lost in her beauty,
So alone in the silence of my room,
Watching the solitude of a red stain.
«Get up! »
(I scream to myself in silence)
«There shall be a scream still echoing,
Touch it with your lust. »
It’s only a stain…
Eu deveria de ter posto algo a assinalar isso, mas a duas semanas este blog fez 1 ano... Não é recordista, mas é a partir de agora que a esmagadora maioria dos blogs começam a comemorar essa data. Eu fui mesmo mesmo dos primeiros, desculpem a falsa modestia mas para mim é uma grandissima honra :)
Lembro-me de um anuncio que vi a uns anos num programa sobre publicidade a uma agencia de publicidade. Lembro-me de ter pensado que ai estava um bom desafio, fazer um anuncio a propria agencia, e lembro-me que pensei que isso é algo bastante complicado de fazer, afinal como fazer um anuncio a anuncios? É um pau de dois bicos, pois o anuncio tem que ser excelente, porque se for mau tem o efeito contrário a sua genese, e neste caso ainda piores resultados tem que um simples mau anuncio. É um risco, e como a obrigação de fazer um anuncio excelente é tão grande, o resultado mais provavel é uma vanglorização exacerbada da própria agencia que leva a que o anuncio seja terrivel, podendo destruir por completo a reputação da agencia e por acréscimo comprometer a sua propria continuidade.
Quando o anuncio começou a desfilar no ecrã fiquei abismado. Como era possivel uma empresa de publicidade cometer tal erro? O anuncio (chamemos-lhe assim) era terrivel, péssimo, horrivel... Uma demonstração ultra rasca dos seus feitos comerciais e artisticos num estilo TV Shop simplesmente constragedor. E quando eles apresentavam numeros e prémios durante aqueles cinco minutos de duração do filme mais estranho achava, como era possivel que uma empresa tão conceituada como eles se apresentavam, tivesse tão mau gosto? Talvez eles fizessem apenas programas para a TV Shop, pensei eu, mas nesse caso como podiam ter prémios tão conceituados no mundo da Publicidade? Nunca tal passaria pela ideia seja de quem fosse entregar prémios tão importantes a uma empresa de anuncios da TV Shop, por muito grande que fosse a sua importancia no mercado, por maiores receitas que atingissem para os seus clientes. Cinco minutos depois do inicio do anuncio, a apresentação acabou, o ecrã escureceu, e sob um fundo negro, apareceu uma frase em letras brancas, sem quaisquer efeitos, simplicidade absoluta: "Em casa de ferreiro, espeto de pau." Brilhante, genial, fenomenal...
É isto que é o novo disco dos Ayreon, uma banalidade constrangedora, um desejo de grandiosidade sem base de apoio, uma boçalidade, um tédio mil vezes repetido, mil vezes falhado, com um final inesperado de 25 segundos que lhe devolve todo o génio que pretende ter durante os anteriores 101 minutos e 56 segundos.
Hoje morreu um vulto enorme da sétima Arte. Marlon Brando, por muitos considerado o maior actor de sempre, um rebelde, um artista maior que a Vida desapareceu aos 80 anos de idade. Nome máximo da Actors Studio, uma escola que revolucionou a arte da representação, um actor rebelde que criou marcos de representação, personagens eternas em filmes como Apocalypse Now, O Padrinho ou Há Lodo No Cais. Nada como rever alguns dos maiores filmes de sempre, protagonizados por um actor maior que os Oscars,,, A sua Arte fala por si.
Portugal, Grécia ou Republica Checa. Uma das três será a próxima selecção Campeã Europeia de Futebol. E seja qual for o resultado, hoje uma certeza já se tem: Portugal fez uma brilhante campanha, e caso não ganhe isso deve-se apenas ao facto de um jogo ser imprevisível, e principalmente está provadíssimo que o nosso país tem que deixar de vez a sua atitude miserabilista. O Europeu de Futebol foi hoje considerado o melhor de sempre, as audiências televisivas no mundo inteiro estão perto dos 900 milhões de espectadores, e o nosso pais deu uma prova inigualável de organização, motivação, acolhimento e simpatia. O resultado dentro das quatro linhas já não tem importância, tudo depende dum jogo de futebol, com tudo o que isso tem de imprevisível. Provado ficou que os velhos do Restelo que a pelo menos 500 anos que nos acompanham continuam a ser sistematicamente esmagados pelo poder de uma Nação que insistem em menosprezar. O que daqui advirá para o Futuro? Não faço mesmo a mínima.
Mas acho que esta na hora de olharmos para nos e verificarmos que toda a nação consegue unir-se de um modo que deriva entre o amor pela pátria e o desespero de acreditar em nós enquanto país. Num momento particularmente mau da nossa vida politica e social, com a economia nacional a cair em derrapagem preocupante, em que a politica é levada a um tal estado de apatia e indiferença em que a nação não acredita em Portugal enquanto pais, em que mergulhávamos numa psicose oscilando entre a pedofilia e a carteira vazia, em que o Euro 2004 nos era apresentado como um erro, em que o desperdício era irreal num pais sem capacidade para tais delírios, em que todas as personalidades nos diziam que ia ajudar-nos a afundar ainda mais na miséria, deu-se uma prova cabal de que as coisas não eram bem assim, que não temos motivos para nos sentirmos inferiores em relação ao resto da Europa e que somos um pais moderno e com capacidade organizativa. A sociedade sorriu aliviada, ajudada pelos resultados desportivos, mas principalmente todos nós sorrimos com a prova de que somos capazes, digam o que disserem os pessimistas. Cada bandeira que se ergue, cada grito de Portugal que se liberta das gargantas, cada braço erguido no ar é uma prova de raiva, uma demonstração de orgulho, um grito de patriotismo, de nacionalismo, a libertação de um sufoco de 30 anos em que nacionalismos eram sinonimo de fascismo, em que na nossa psique colectiva esta inserido o pavor de nos fecharmos dentro de nós mesmos, perdendo o rumo a nossa posição europeia e mundial. Hoje está provado que amar as cores da nossa bandeira, cantar o nosso Hino, ter orgulho de ser português não é uma atitude miserabilista de coitadinho fechado dentro duma caixa inócua ao exterior, não… É a constatação de que possuímos o nosso lugar, que temos valor, que não somos inferiores, que podemos ser tão bons ou melhores, e não é ilusão nenhuma ter orgulho no pais em que nascemos e vivemos. Não nos fechamos, aceitamos todas as nações europeias, tratamo-los como iguais, bebemos com eles, festejamos com eles, recebemo-los e fazemo-los sentirem-se bem junto de nós. Mostramos que o nosso país é bonito, e que podem voltar sempre que queiram, que serão sempre bem recebidos, que os respeitamos, mas que gritamos a nossa nacionalidade e eles respeitam-nos, aceitam-nos e festejam connosco. Quantas vezes vimos adeptos de outras nações com camisolas, bandeiras ou cachecóis nacionais? Todos são unânimes (até os temíveis ingleses) em como neste cantinho se divertiram, foram bem recebidos, foram respeitados e por isso irão voltar mais tarde, pois aqui fizeram amigos. E nós finalmente aceitamos o orgulho de pertencer a esta Nação. Finalmente podemos gritar e festejar o facto de sermos portugueses, finalmente aceitamo-nos como somos, e libertamo-nos de amarras podres que nos queriam infligir. Não é a selecção que esta a ser festejada. Não… è a libertação de um Amor que estava preso no fundo de todas as gargantas. É o festejo de um país unido, é o festejo de um país despertado, é o nascimento de uma nação que não acreditava em si. Só espero que a lição seja aprendida… Se for, finalmente entramos no rumo certo, e os problemas que nos afligiam a umas escassas 3 semanas serão ultrapassados. Basta acreditar, basta confiar, basta ter esperança. Andamos aqui a 900 anos a lutar contra as adversidades, e nunca fomos derrotados, nunca perdemos o rumo, nem a independência. Nunca mais seremos donos de meio planeta, mas porque é que precisamos de meio planeta ou duma taça para termos orgulho em nós? Não basta a constatação de que somos o que somos?