Que será feito da Dor?
Olhando as estrelas de um céu negro,
Sem nada sentir além do Vazio,
Inspiro o fumo do cigarro,
E contemplo a sua dança inútil.
Que será feito da Dor?
Os gritos e as lágrimas,
O leito feito mar da minha pele,
Os murros no vento indiferente...
Que será feito da Dor?
Nada existe quando nada sou...
Amigos,
* A produtora Sony Pictures e as distribuidoras brasileiras Cinemark, Grupo Severiano Ribeiro, GNC Cinemas e Arco-Íris Cinemas, anunciaram o lançamento no Brasil do filme "O Código Da Vinci", para o dia 19 de maio próximo.
* É mais uma ofensa contra a fé da maioria dos brasileiros, pois difama o próprio Jesus Cristo: inventa uma descendência d'Ele com Santa Maria Madalena, nega a veracidade dos Evangelhos e apresenta outras aberrações. Para receber gratuitamente, por e-mail, dois artigos que analisam objetivamente as inverdades do filme e do livro "O Código Da Vinci".
* Os defensores do "Código Da Vinci" alegam que se trata apenas de uma ficção... Mas o que diriam eles se fosse difundida, em escala universal, uma ficção difamando seus pais e seus parentes próximos, como é o caso deste livro, que agora é filme?
* Por que tantos ataques à Fé, nos últimos meses? (o livro "Código Da Vinci", o pseudo "evangelho de Judas", as blasfêmias e a ridicularização da religião em meios de comunicação, usando obras de "arte" etc.). Serão eles espontâneos?
* Temos o direito de defender a honra de nosso Pai do Céu, com pelo menos o mesmo empenho com que o faríamos caso se tratasse de nosso progenitor.
* Senhores acionistas e patrocinadores Comerciais da Sony Pictures e das distribuidoras brasileiras Cinemark, Grupo Severiano Ribeiro, GNC Cinemas e Arco-íris Cinemas:
-- temos o direito de solicitar-lhes que reconsiderem vossa atitude, e não utilizem seus cinemas para mais uma blasfêmia: a exibição do filme "O Código Da Vinci"!
-- não confundam liberdade de expressão com ofensas à religião!
Atenciosamente,
Sérgio Luiz Ferreira Passos, estudante
Estando eu a ver os meus mails aparece-me vindo do nada uma merda destas... Entre o apagar e o escrever aqui sobre o livro, aproveitando o fundamentalismo dum imbecil destes,hesitei, mas... pronto... acabarei por escrever meia duzia de palavras...
Primeiro ponto, e não me alongando muito, acho bastante provável que este imbecil tenha sido uma das vozes que criticou as queixas dos muçulmanos sobre as caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca. Não tendo nenhuma religião, sendo acima de tudo um interessado por elas todas, e pelo Ser Humano na sua dimensão espiritual, divido as questões de Fé apenas em 3 classes: os estúpidos, os informados, e os indiferentes. Incluo este e mais alguns na classe dos estupidos. Independentemente das suas religiões ou cultos.
Sobre o livro. Primeiro que tudo, sim, cometi a estupidez de o comprar, e sim, cometi a estupidez de o ler. Como Literatura é abaixo de cão, completamente desnecessário, mas acho que ai a opinião é unanime. Pelo conteúdo, e aqui é que as opiniões divergem, acho perigoso, apesar de atraente. E passo a explicar. Quando me convenceram a comprar o livro, convencerm-me com o argumento de que iria gostar porque o livro falava de muitas coisas de que eu gostava, sobre religiões, cultos, teorias de conspiração e afins, divulgava muitas teorias, muitos segredos que eram desconhecidos de nós comuns mortais... Discordo. Atraente pode ser que seja, qualquer pessoa que não tenha a minima noção destes tais segredos, pode ter uma visão nova e fresca da sua própria história e cultura, mas o livro é perigoso, e perigoso por um simples motivo. Os tais segredos de que me falaram, segredos desconhecidos, novas visões sobre a História e a religião, confesso que para mim a maioria não foram nenhuma novidade, mas... e há sempre um mas... o livro está tão cheio de incorrecções, o livro apresenta uma simplificação tao em cima do joelho e uma ignorancia tão grande sobre estes assuntos que tomar o seu conteudo por verdadeiro é um perigo. Primeiro que tudo, e o principal erro, pois é sobre isso que o livro principalmente versa. A Igreja Católica NÃO tentou suprimir o culto do feminino pré-cristão da Europa, a Igreja Católica, usou esse mesmo culto à sua maneira, adaptou-o ao seu culto, deu-lhe outros nomes, deu-lhe uma roupagem diferente, mas na sua génese o culto foi mantido. Na minha modesta opinião, foi uma forma inteligente, fantástica de se impor no seu território, uma forma não-violenta, de respeito, e principalmente com uma eficácia fenomenal. Do ponto de vista politico e social acho que deveria ser um exemplo, e é só desse ponto de vista que eu vejo a Igreja Católica, do ponto de vista social, politico e cultural, e confesso que desses pontos de vista (e temos que ser pragmáticos) Deste ponto de vista a Igreja é uma colectividade exemplar. Ou foi pelo menos, E a Inquisição, por mais terrível que tenha sido, não passou de um mero erro humano, perfeitamente normal numa Organização tão poderosa como a Igreja era naquela altura. Mas tal como todos os humanos, as Organizações comandadas pelos seres humanos, cometem os seus erros, mas à distancia tem que ser visto como na realidade são, simples erros.
Tudo o resto no livro segue este raciocinio, pormenores interessantes, alguns correctos, outros nem por isso, e aconselho toda a gente que tenha gostado dos tais pormenores a antes de os tomarem por certos a ler mais algumas coisas sobre o assunto, pois nem tudo é assim tão linear, e como em tudo na vida, é sempre aconselhável duvidar antes de ter certezas...
Quanto à teoria final do livro... Jesus Cristo não ter sido um mártir, mas sim vitima de um homicidio politico, pois ele era não filho de um carpinteiro, mas sim herdeiro legitimo do trono... Verdadeiro Rei dos Judeus, e não apenas Rei Espiritual... Honestamente... Faz mesmo muito muito sentido, a mim admira-me é como é que ninguem nunca se lembrou disso... Só uma pequena dúvida, que nunca tinha pensado nisso até ler o livro: Faz algum sentido Jesus Cristo, filho de um carpinteiro, e todos os seus discipulos, pescadores e agricultores, menbros de uma comunidade pobre no Médio Oriente à dois milénios atrás saberem ler e escrever? Nessa altura quem sabia ler e escrever? Por mais inteligente que um miudo de doze anos fosse, como raio, aonde e com quem ele aprendeu a ler as Sagradas Escrituras? A resposta é só uma: Realeza e aristocratas. Serem filhos do povo, pescadores e carpinteiros como toda a ralé, isso ainda hoje os politicos em campanha invadem mercados ruidosamente para mostrarem que são como o povo que vai votar neles...
Talvez tudo tivesse sido em vão… Aquele sorriso, iluminando velhas feridas esquecidas, não, agora tudo ia ser diferente, acreditar, sorrir, agora ia ser aquilo que nunca foi mas podia ter sido. Ingénuo… Pobre diabo, perdido numa ilusão, que dói sempre mais ao acordar, pobre diabo… porque te arrastas aqui? Porque não desistes enfim? Passeias o teu desespero preso por uma esperança escondida, gritando em silêncio para o mundo esse teu desespero, que não sentes, bem lá no fundo não sentes esse desespero que sorris com um sorriso falso, verdadeiro de ti… Tens esperança não tens pobre diabo? Eu sinto-a, sinto-a no sorriso esquecido, reflectindo as tuas lágrimas à noite, sinto-a nessa alegria que sentes dentro de ti, essa alegria que nos mostras do mais fundo do teu perder, como a dizer que perdeste tudo, perdeste toda a esperança, toda a ilusão, perdeste tudo, e agora entregas-te, vazio, livre, medroso, tu! Entregas a tua alma dorida à noite em que mergulhas, toda a dor, tudo o que é só teu, sem ilusões que se prendiam num sonho de que não querias acordar, sem nada… só tu. Diz-me pobre diabo. Enquanto choras, enquanto nos entregas o teu sofrimento, enquanto mostras as tuas feridas ensangue ao mundo coberto pelo teu véu salgado, enquanto desistes, enquanto desesperas, enquanto te vês sem nada, vazio, só tu… Alguma vez te viste mais feliz?
Existe algo na noite…
Um murmúrio que atravessa os sentidos,
Um vazio por preencher,
Que grita no mais Negro do Ser.
Entre a humidade dos copos que pingam,
E a bruma espessa dos cigarro que se fumam,
Há um grito por gritar,
Há uma lágrima por chorar,
Um Vazio por encher…
Lágrimas engolidas,
Na sofreguidão dos dias,
Perdidos e sós,
Uma esperança latente,
Um sorriso por brilhar.
Há algo na noite,
Algo que se distingue,
Um Desespero que sorri,
Em caveiras salgadas,
Ansiando uma luz,
Repisando e pisando o pó,
No mais negro da luz.
Existe algo na noite…
Existe algo na Solidão…
A trova de encantar,
Repetida em melodias quentes,
Calando gritos que se engasgam,
Engolindo sorrisos de mármore,
Ceifando o viver de não morrer…
Sim… Existe algo na noite,
Palco de peças originais,
Repetidas nos dias,
Segundos únicos,
Que se perdem nas horas,
E as mesmas folham que morrem sem rasto de Sol.
Se tudo se rasgar no horizonte, se veias corroerem o tempo inutil, se um brilho fugaz no fim das horas...
Continuo à espera de algo, mas o negro persiste...
Por vezes espero algo nas sombras. Um desenho que se dilui, perdendo a voz nos gritos sufocados, esperando réstias de sonhos, embrenhados nos dias, sentindo o fio da navalha, rasgar carne e pó de estrelas…