Ás vezes... Muito raramente... Encontram-se no You Tube vídeos que quase nos fazem sentir orgasmos... Phil Anselmo em palco com Satyricon... OMFG!!!!!
Não sou fanático. Acho uma ligeira piada...
Mas num ano em que temos por cá Iron Maiden e Metallica, este talvez seja o concerto do ano. E embora nunca tenha visto Metallica ao vivo (shame on me), a ir a um concerto este ano...
Acho que iria gostar de ouvir isto in loco...
Existem dezenas, talvez centenas, de grandes músicas que falam da guerra. No período áureo da música popular no séc. XX a guerra do Vietname estava no auge, e como tal toda a gente tinha algo a dizer. Mas no meio de todas essas músicas, no meio de tanto que se escreveu e cantou, entre tanta gente que em tantos momentos alguma vez quis dizer algo sobre a guerra, há uma canção que se destaca. Uma canção simples, com uma letra simples, que consegue atingir a verdade do que é a guerra. Não tivesse sido ela escrita pelo Profeta, um miúdo, que armado de uma guitarra e uma ingenuidade surpreendente, cantou a melhor música sobre a guerra que alguma vez alguém escreveu. Porque nessa singela letra estava toda a verdade do que é e para que servem as guerras. Falo claro está de Bob Dylan, e a sua fantástica e genial "Masters Of War". Se algo há a dizer da sua genialidade, basta propor-vos um desafio, ouvirem a musica, e prestarem atenção na letra com o Bush em mente. Incrivelmente actual, apesar de ter sido escrita há 45 anos. mas como disse, Dylan nessa música conseguiu atingir o cerne, o coração do que é a guerra.
E já agora, que é esse o fundamento desta entrada, ouçam esta versão pela Scott Amendola Band.
e pensar que, depois que eu me for,
haverá mais dias para os outros, outros dias,
outras noites.
cães andando, árvores balançando
ao vento
não deixarei tanto.
algo para ler, talvez.
um rebelde na estrada
devastada.
Paris às escuras
(Charles Bukowski)
No crepúsculo dos deuses, derrotas matizadas de vazios. Estender a mão, pequena e virgem, dedos esticados ao infinito, fechar o vento que nos foge, subir à mais alta montanha e de lá cair com o mais ribombante silêncio da indiferença.
Restos mortais, espalhados no pó e no vento. Um grito que se desfez na dança suaves dos pinheiros eternos…
Costumam dizer-me que me cinjo bastante ao passado... Já estou farto de ouvir o velho mito do "presente", mas... o Passado tem um brilho e um encanto que nos faz sorrir de um modo quase irracional. E quem consegue ouvir esta música sem sentir uma alegria imensa dentro de si com o doce sabor de Nostalgia?
Acho que toda a gente da minha geração é quase unânime em concordar comigo, não há muitas mais coisas que nos façam sorrir, recuar no tempo com uma alegria e um prazer enorme como o genérico de uma série que marcou toda uma geração... Este é o doce sabor da Nostalgia em toda a sua glória.