Existe algo na noite…
Um murmúrio que atravessa os sentidos,
Um vazio por preencher,
Que grita no mais Negro do Ser.
Entre a humidade dos copos que pingam,
E a bruma espessa dos cigarro que se fumam,
Há um grito por gritar,
Há uma lágrima por chorar,
Um Vazio por encher…
Lágrimas engolidas,
Na sofreguidão dos dias,
Perdidos e sós,
Uma esperança latente,
Um sorriso por brilhar.
Há algo na noite,
Algo que se distingue,
Um Desespero que sorri,
Em caveiras salgadas,
Ansiando uma luz,
Repisando e pisando o pó,
No mais negro da luz.
Existe algo na noite…
Existe algo na Solidão…
A trova de encantar,
Repetida em melodias quentes,
Calando gritos que se engasgam,
Engolindo sorrisos de mármore,
Ceifando o viver de não morrer…
Sim… Existe algo na noite,
Palco de peças originais,
Repetidas nos dias,
Segundos únicos,
Que se perdem nas horas,
E as mesmas folham que morrem sem rasto de Sol.