
Naquele dia sentei-me sozinho. Acendi um cigarro e deixei-me envolver pelo fumo. Não agarrei o jornal. Fiquei assim não sei quanto tempo. Nada havia além do meu silêncio. Não queria pensar. Não pensava. Tudo passava por mim como se nada existisse além do fumo do cigarro. Havia ruídos em meu redor. Não os ouvia. Havia silêncio no meio da multidão. Eu era silêncio.
O tempo passava, sempre constante, e nada sentia nem nada ouvia. Eu era o silêncio que gritava no mais fundo do Vazio. Olhava em frente, vultos iam passando no limiar da minha percepção, sombras difusas de sonhos que outrora vivi, e momentos perdidos, feitos fumo, num cigarro que se apagou. Era a urgência do tempo a gritar.
Levantei-me como se estivesse parado, e caminhei sem sentir o chão concreto debaixo de meus pés. Nas ruas desertas de mim, havia fantasmas que tinham passado pela vida que tinha sido. Nada me diziam da vida que tinha perdido. Quando cheguei ao templo da minha Morte, agarrei a cruz da minha cobardia, e o seu toque frio estremeceu-me os sentidos.
Gritei como se fosse silêncio… Morri como se fosse vivo.
Gostei muito do "morri como se fosse vivo"... há momentos em que a existência faz de nós zombies, não é?
estará na altura do "murro em cima da mesa"? (eheh)
Posted by: impressaodigital at junho 16, 2006 02:11 AMEstá...
E por acaso todo o texto caminhou para ai lol
Foi essa a frase que me veio à cabeça, e tinha que escrever algo para chegar lá, e dp tinha lá esta imagem k me mandaram que tinha algo a ver... Pois é uma entrada à antiga :) E até gostei do primeiro paragrafo... frases curtas, quase insensiveis (ou mesmo insensiveis) para o final zombie... As vezes até gosto do que escrevo lol geralmente quando releio passado um tempo é k vejo que é mesmo mau lol
Gostei e tenho a certeza de que se o voltar a ler daqui a uns tempo vou continuar a gostar... ;)
Beijo
Posted by: Synne Soprana at junho 24, 2006 11:17 PMObrigado :)
E repito o k disse, eu gostei do primeiro paragrafo hehehe
Beijo :)