Além do tempo havia uma promessa que ela calou.
No desenho das suas mãos, que agarravam o ar que lhe fugia, havia uma promessa nervosa que ela calou.
Quando o toque quente e húmido (estavam suadas as mãos dele) a fez estremecer, o seu olhar perdeu-se no Infinito, fechado na sala hesitante à luz das velas, e engoliu a promessa que calou.
Quis dizer algo, rasgar o silencio perdido no ar incandescente da escuridão aconchegante, mas a promessa da sua voz morreu no silencio que nunca rasgou.
Quando ele a deitou, ela agarrou-o a si, e no silencio da sua carne calou a promessa que nunca fez.
Lindo!
Posted by: Anagwen at agosto 8, 2006 10:56 PMObrigado :)
Posted by: Almah Perditae at agosto 13, 2006 09:08 PM