Não consigo explicar em toda a extensão o quanto eu adoro esta personagem...
Para reduzir ao mínimo a explicação de quanto o adoro, digamos que se uma lâmpada mágica de repente me caísse nas mãos, e me dessem a escolher uma pessoa em todo o planeta para ter a honra de cumprimentar, a escolha seria feita sem a mínima hesitação, imediatamente e com um sorriso de antecipação na face - Philip Hansen Anselmo!
Não é apenas porque foi o vocalista da minha segunda banda favorita de todos os tempos, nem é por tudo o resto que ele fez tem um cantinho especial no meu coração (embora confesse que existe muita coisa que ele fez que eu nunca ouvi). Não é só por isso... É por tudo o mais. Eu nunca percebi o fascínio que muita gente tem com "vozes", nem nunca percebi o porque de numa banda o vocalista ser sempre o mais famoso... Adoro as músicas pelo todo, cada membro de uma banda tem o seu lugar, e não quero saber se um vocalista tem uma "boa voz" ou uma "má voz", a música é muito mais que isso, e uma voz, ou um cantor é muito mais que apenas um timbre...
Mas o Phil é diferente. Não é apenas por meter qualquer vocalista a um canto, quer em termos de técnica de canto, nem em termos de voz (ou vozes, tal a amplitude vocal deste senhor), é pelo todo, por ser uma personagem completa, por aliar à sua voz única, em qualquer género musical, um respeito e amor pela música como poucos possuem. É por ter sempre letras magistrais a acompanhar a sua performance vocal, é por ser um vocalista com um carisma quase divino, é por ter uma presença de palco que o mete no pódio mundial, é por ser corajoso e verdadeiro que o faz dizer sempre o que tem que ser dito, é por ter a inteligência de saber o que diz e quando diz, é por ser um lutador e ter sempre dado a volta por cima a todas as contrariedades porque passou (incluindo a morte... por 3 vezes!!!!) é por ter o magnetismo que apenas os predestinados têm. É por ser uma verdadeira estrela, daquelas que brilham, daquelas que brilham intensamente e não conseguimos deixar de as olhar...
Minhas senhoras e meus senhores... Procurei bastante por um ficheiro áudio e não encontrei... apenas no You Tube está disponível em áudio, uma entrevista de 25 min a esse monstro sagrado da Música mundial. Podem começar pela parte 1 e depois procurem as partes 2 e 3.
Só um pormenor, apesar do estado lastimável que a personagem aparenta, relembro que isso foi já há 6 anos. Neste momento, segundo rezam as crónicas, o homem está completamente limpo e saudável... Já nem beber bebe... Dizem...
Poderão quinze milhões de pessoas estar erradas? Claro que podem, os fenómenos de massas geralmente deixam bastante a desejar, mas se há livro que merece toda a aura que o rodeia, e se há livro que merece ser vendido aos milhões, e aparecer na lista dos favoritos de tanta gente, esse livro é “O Perfume (história de um assassino)” de Patrick Suskind. Haverá alguém que ainda não tenha lido este livro? Haverá alguém que nunca tenha ouvido falar desta obra-prima? Haverá decerto, mas uma rápida busca resolverá esse problema, face à avalanche de comentários, de criticas que há sobre este livro na net... E eu recentemente fiz isso, fiz uma pesquisa sobre este livro, e acho que falta ainda uma... Mas não, não vou dizer o que eu acho e o que eu sinto do livro, vou ser bastante mais superficial. Vou apenas tentar explanar quais são para mim os dois pormenores que fazem deste livro uma obra genial, fenomenal e única. Porque acreditem que este livro é único, não há nenhum como ele... embora não seja o meu livro favorito (esse lugar entrego-o a “A Caixa Negra” do grande escritor israelita Amos Oz) a verdade é que admito sem a mínima hesitação que estou errado. “O Perfume” bate aos pontos essa minha preferência, e de um modo racional acho que este poderá ser considerado um dos livros do séc. XX (e já agora... de sempre). Mas... o que tem este livro, que faz com que quem o leia fique imediatamente cativado pela genialidade desta obra? Alguém já alguma vez ouviu alguém dizer que não gostou deste livro? Sejamos racionais... “Os Maias” de Eça de Queiroz é provavelmente o melhor romance jamais escrito, e apesar disso o que não falta neste país é gente a falar mal desse livro e a dizer que o detesta. Mas nunca ouvi ninguém falar mal desta obra de Patrick Suskind, antes pelo contrário, quem o lê imediatamente o adiciona à lista dos favoritos (ou na generalidade dos casos, torna-se imediatamente o livro favorito) e isto por duas razões... Não muito simples, aliás, por duas razões únicas, que provavelmente não se encontra em mais nenhum livro...
A primeira e mais simples de descrever, é a originalidade do livro. Este talvez seja o único cuja descrição das personagens e dos lugares e de tudo o que rodeia a história não é uma descrição visual, mas sim uma descrição olfactiva. E esse o início da grande genialidade do livro... Com devem saber, o olfacto é o sentido mais primário do ser humano, o mais animal e irracional. Mesmo sem o sabermos, sem nos darmos conta, é através do olfacto que nos relacionamos com as outras pessoas, é através do olfacto que nascem e crescem todas as nossas emoções, é através do olfacto que a nossa memória funciona, e todo o nosso universo humano se movimenta. Inconscientemente, irracionalmente, livremente…
E este é o único livro que eu conheço que se movimenta nesse universo irracional e puro. E por isso o livro tem esse poder de nos hipnotizar irracionalmente, porque ao nos descrever os odores, a nossa memória imediatamente é activada e a nossa imaginação se deixa embrenhar pelas situações, pela envolvência da história…
Mas a segunda genialidade do livro é ainda mais… genial!
Ao nos activar a memória olfactiva (a nossa memória mais primária e animal), ao nos envolver de um modo tão irracional, o livro transpõe-nos imediatamente para a história, para as situações e principalmente para as emoções descritas. E aí… Ao atingir o nosso inconsciente, já não é a história da personagem que nós acompanhamos, é a nossa própria personagem, o nosso próprio Eu, somos nós que estamos ali descritos… Estamos a ler-nos a nós! Por essa razão o livro nos atinge de uma forma tão visceral, intensa e pessoal. Por essa razão, por mais que procurem interpretações e opiniões sobre o livro, nunca encontram duas opiniões iguais, todas elas são diferentes, porque ninguém descreve a personagem principal, cada opinião é a descrição do inconsciente de quem lê o livro, o seu lado mais puro, irracional e verdadeiro…
Parece que há agora um filme baseado no livro… Eu não vi, mas este é um daqueles livros impossíveis de transpor para filme. Não sou da opinião de que “os filmes são sempre piores que os livros” (“Senhor dos Anéis” e “2001 – Odisseia no Espaço” são apenas dois exemplos de que os filmes podem ser melhores que os livros), mas este filme… Mesmo sem ver, sei à partida que é impossível ser melhor que esta obra-prima da Literatura.
Haxixe
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Haxixe (do hebraico Hashish) é uma resina extraída das folhas e das inflorescências femininas de Cannabis sativa (planta popularmente conhecida como maconha) ou Cannabis Indica, seu preparo consiste na coleta dos brotos oleosos, com posterior maceração desses até formarem bolas ou tabletes endurecidos de aspecto verde-escuro. Os tabletes são misturados à maconha ou ao tabaco e fumados na forma de cigarros, cachimbos, etc. Tem maior concentração de THC do que a maconha comum, portanto os seus efeitos sobre o organismo humano são mais fortes.
O restante material da planta é conhecido como kif. O kif é comprimido em blocos que são facilmente armazenados e transportados, sem que o THC que contêm se degrade devido à oxidação.
Na religião hindu o haxixe é considerado um presente dos Deuses. De fato, diz-se que a planta teve origem quando Shiva (uma das personalidades de Deus na tríade dessa religião), chegando a um banquete preparado por sua esposa Parvati, baba ao ver tantas delícias e de sua saliva surge a planta abençoada.
Os Shaivas, devotos de Shiva, fumam continuamente a ganja (a planta feminina) com o charas (a resina das flores) para meditarem e se elevarem espiritualmente. Eles consideram que o chilum (o cachimbo onde a planta é fumada) é o corpo de Shiva, o charas é a mente de Shiva, a fumaça resultante da combustão da planta é a divina influência do Deus e o efeito desta, sua misericórdia.
O Haxixe encontra-se difundido principalmente no oriente e norte da Africa. Onde o consumo por parte dos arábes remonta a tempos antigos. A palavra Hashish deriva do Árabe Hashishim que significa "Assassinos" Devido a um grupo de lendarios assassinos arabes que cometiam seus crimes sob o efeito do narcotico.
(Nota: como devem ter visto fiz um simples copy/paste da página original, por isso não quero mudar nada do texto original, mas é só para dizer que este ultimo paragrafo está incorrecto. Hashishim não significa "assassinos" mas sim "fumadores de haxixe". O porque de ter tomado o significado de assassinos é uma história (ou estória? por causa destas mudanças é que depois aparecem estes mal-entendidos) bastante curiosa. Aquando da primeira incursão templária por terras do médio oriente, os temerários templários encontraram uma triba chamada "Seita do Velho da Montanha", que eram conhecidos também como "Seita dos Fumadores de Xaxixe", e a refrega foi no mínimo sangrenta, e como é óbvio os Templários sobreviventes foram repelidos (eu digo óbvio porque parto do príncipio que saibam que com excepção do sul da Peninsula Ibérica os Templários falharam completamente o objectivo de tomar território aos Muçulmanos) regressaram à Europa e começaram a contar as suas histórias sobre essa mítica tribo. Com o tempo, com os relatos sangrentos, a palavra Hashishim tomou na Europa e em todas as linguas europeias o significado de criminosos violentos, mas não posso deixar de salientar que na sua forma original o seu significado estava ligado à Seita dos Velhos Da Montanha, e como me parece óbvio, o termo velho da montanha tem uma ligação estreita com Sabedoria. Não querendo menosprezar os Templários - longe disso até, temos que no mínimo admirar uma Ordem que entre muitíssimas outras coisas fez de raíz um país, ainda por cima um país que perdurou através dos tempos com uma tal grandeza e independencia que acho que talvez 99% da sua população nem faz a mínima ideia que a sua nacionalidade é produto dos Templários - não será demais lembrar quem era o invasor e quem era o invadido, e relembrar que talvez esta associação de palavras não seja inteiramente justificada, muito menos justa, mas toda a História é feita de erros certo? Se até a Wikipédia se engana...)
Lembrei-me de algo...
A nossa vida pode ser como um texto. Letras, meia duzia delas apenas, que formatadas segundo alguma ordem especifica dão emoções, dão resultado a qualquer coisa que é sempre infinito. E no meio... a pontuação. Há sempre algo na nossa vida que funciona como pontuação. Algo que muda o sentido da vida, algo que lhe dá o enfase que a própria vida não consegue dizer. Há pontos que são sempre hesitantes, rodeiam algo, dão voltas e mais voltas, demonstram duvidas e hesitações. São pontos de interrogação, nunca se sabe bem o que são, para onde vão. Há pontos que têm algo mais que apenas o ponto, algo linear, forte, em sentido. Conseguem exacerbar tudo aquilo que está para trás, criam aquele extase semelhante a um grito. Força. Final e decisivo. Pontos de exclamação. Há pontos finais que se repentem, significam que aquele ponto final não é realmente final, há continuação, As reticencias mais não são que pontos finais que não o querem ser. Hesitam. São uma prolongação de algo que acabou mas não se quer acabar. Como aquela máxima que se um sim é sim, dois sins são não. E finalmente há os pontos finais. Apenas isso, sem mais nada. Sem gritos, sem hesitações, sem dúvidas. Apenas se mete um ponto e se segue em frente ou se chega ao fim. Sem emoção, sem nada. apenas o Fim...
Na contra capa deste livro estão duas frases que gostava de começar por ai ao descrevê-lo. A primeira é a frase com que termina o pequeno texto: “alguns acharão este livro chocante, outros transcendente.”. A segunda frase era a frase com que terminava o texto aquando da edição original americana, frase posteriormente retirada: “Este será o livro mais falado da década.”.
A razão porque a segunda frase foi retirada é bastante simples: um ano depois da edição deste livro, o “Código Da Vinci” de Dan Brown foi editado na América e esse tornou-se o livro mais falado, lido e polémico desta década. Pessoalmente acho o livro… (como dizer de um modo simpático?) uma merda. Mas se algum bem veio ao mundo com o seu sucesso foi o ter criado uma nova e ilusória moda nas massas sobre assuntos que essas massas desconheciam, e sinceramente, ainda desconhecem, mas no mínimo dos mínimos, possibilitou a edição de “A Mão De Dante” em Portugal (criando a ilusão, aqui, que é uma mísera cópia do Código) e felizmente eu tive a sorte de o encontrar por acaso.
Ora bem, primeiro ponto, não é uma mísera cópia do Código, o livro é anterior, em Portugal é que foi editado na onda do Código, mas o livro é anterior. Segundo ponto, embora se mova na mesma linha do Código (religião, artistas medievais e suas ligações à religião e sagrado, conspirações e afins) o livro tem algumas diferenças abismais, em primeiro lugar o rigor, com a excepção de dois pequenos pormenores que julgo estarem errados (segundo a pesquisa que fiz depois) todas as informações que o livro apresenta são rigorosas e verídicas. Em seguida a escrita, perto do sublime por momentos. Por último, a forma fantástica como o autor transpõe para a realidade contemporânea os cultos, os mitos e as religiões apresentadas. Não faz uma descrição, ou sequer uma reminiscência dos cultos ancestrais do Ser Humano, vive-os, demonstra como a religiosidade e a ideia de sagrado pode ser vivida nos dias de hoje, sem a mínima perda quer da ideia do sagrado, quer do modo de vida moderno.
O livro desenrola-se algures entre uma Nova Iorque violenta e obscura momentos antes do célebre 11 de Setembro (fantástica a descrição desse momento na vida da cidade), uma Itália medieval, contemporânea de Dante, e um escritor em fuga através do Mundo (Bora-Bora, Itália, Grécia, França…). O autor guia-nos através de tempos e lugares dispares, com uma ligeireza impressionante, com uma escrita crua e fria, rompendo momentos sublimes e poéticos, na busca de uma espiritualidade, de uma ideia de sagrado que sabe encerrada dentro de si, destilando ódio contra a sociedade, buscando no Vazio da própria Humanidade o sumo do divino, encetando a mesma busca que Dante sete séculos antes encetou. Neste livro, não nos é apresentada a salvação, é-nos dado a conhecer a ideia de sagrado que atravessa toda a Humanidade, é-nos apresentada a ideia de sagrado no mundo actual, e são-nos dado a conhecer dados históricos sobre os enganos em que a religião católica (e não só) nos fez acreditar até aos nossos dias, não do ponto de vista do erro histórico, de conspiração, mas sim das repercussões sentidas ainda hoje em dia. Não é um livro sobre o passado, é um livro sobre o presente, sobre a Vida e todo o seu sumo, sobre a rebeldia e o crime, sobre o amor e sobre o sexo, sobre o dinheiro, sobre o poder, sobre a Humanidade em todo o seu esplendor e podridão, hoje como ontem, na sociedade e no individuo, no grotesco e no belo, na violência e no divino. É um livro intemporal, mas bastante descritivo dos tempos em que se move, procurando fazer uma ligação entre o sagrado e o tempo, centrando-se no cerne do Tempo e do Sagrado – o Ser Humano.
Sim, por vezes é chocante. Mas por certo consegue atingir uma tal noção e ideia de sagrado, de poesia, de beleza que consegue ser transcendente. Sem mais palavras… Aconselho a toda a gente.
Amigos,
* A produtora Sony Pictures e as distribuidoras brasileiras Cinemark, Grupo Severiano Ribeiro, GNC Cinemas e Arco-Íris Cinemas, anunciaram o lançamento no Brasil do filme "O Código Da Vinci", para o dia 19 de maio próximo.
* É mais uma ofensa contra a fé da maioria dos brasileiros, pois difama o próprio Jesus Cristo: inventa uma descendência d'Ele com Santa Maria Madalena, nega a veracidade dos Evangelhos e apresenta outras aberrações. Para receber gratuitamente, por e-mail, dois artigos que analisam objetivamente as inverdades do filme e do livro "O Código Da Vinci".
* Os defensores do "Código Da Vinci" alegam que se trata apenas de uma ficção... Mas o que diriam eles se fosse difundida, em escala universal, uma ficção difamando seus pais e seus parentes próximos, como é o caso deste livro, que agora é filme?
* Por que tantos ataques à Fé, nos últimos meses? (o livro "Código Da Vinci", o pseudo "evangelho de Judas", as blasfêmias e a ridicularização da religião em meios de comunicação, usando obras de "arte" etc.). Serão eles espontâneos?
* Temos o direito de defender a honra de nosso Pai do Céu, com pelo menos o mesmo empenho com que o faríamos caso se tratasse de nosso progenitor.
* Senhores acionistas e patrocinadores Comerciais da Sony Pictures e das distribuidoras brasileiras Cinemark, Grupo Severiano Ribeiro, GNC Cinemas e Arco-íris Cinemas:
-- temos o direito de solicitar-lhes que reconsiderem vossa atitude, e não utilizem seus cinemas para mais uma blasfêmia: a exibição do filme "O Código Da Vinci"!
-- não confundam liberdade de expressão com ofensas à religião!
Atenciosamente,
Sérgio Luiz Ferreira Passos, estudante
Estando eu a ver os meus mails aparece-me vindo do nada uma merda destas... Entre o apagar e o escrever aqui sobre o livro, aproveitando o fundamentalismo dum imbecil destes,hesitei, mas... pronto... acabarei por escrever meia duzia de palavras...
Primeiro ponto, e não me alongando muito, acho bastante provável que este imbecil tenha sido uma das vozes que criticou as queixas dos muçulmanos sobre as caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca. Não tendo nenhuma religião, sendo acima de tudo um interessado por elas todas, e pelo Ser Humano na sua dimensão espiritual, divido as questões de Fé apenas em 3 classes: os estúpidos, os informados, e os indiferentes. Incluo este e mais alguns na classe dos estupidos. Independentemente das suas religiões ou cultos.
Sobre o livro. Primeiro que tudo, sim, cometi a estupidez de o comprar, e sim, cometi a estupidez de o ler. Como Literatura é abaixo de cão, completamente desnecessário, mas acho que ai a opinião é unanime. Pelo conteúdo, e aqui é que as opiniões divergem, acho perigoso, apesar de atraente. E passo a explicar. Quando me convenceram a comprar o livro, convencerm-me com o argumento de que iria gostar porque o livro falava de muitas coisas de que eu gostava, sobre religiões, cultos, teorias de conspiração e afins, divulgava muitas teorias, muitos segredos que eram desconhecidos de nós comuns mortais... Discordo. Atraente pode ser que seja, qualquer pessoa que não tenha a minima noção destes tais segredos, pode ter uma visão nova e fresca da sua própria história e cultura, mas o livro é perigoso, e perigoso por um simples motivo. Os tais segredos de que me falaram, segredos desconhecidos, novas visões sobre a História e a religião, confesso que para mim a maioria não foram nenhuma novidade, mas... e há sempre um mas... o livro está tão cheio de incorrecções, o livro apresenta uma simplificação tao em cima do joelho e uma ignorancia tão grande sobre estes assuntos que tomar o seu conteudo por verdadeiro é um perigo. Primeiro que tudo, e o principal erro, pois é sobre isso que o livro principalmente versa. A Igreja Católica NÃO tentou suprimir o culto do feminino pré-cristão da Europa, a Igreja Católica, usou esse mesmo culto à sua maneira, adaptou-o ao seu culto, deu-lhe outros nomes, deu-lhe uma roupagem diferente, mas na sua génese o culto foi mantido. Na minha modesta opinião, foi uma forma inteligente, fantástica de se impor no seu território, uma forma não-violenta, de respeito, e principalmente com uma eficácia fenomenal. Do ponto de vista politico e social acho que deveria ser um exemplo, e é só desse ponto de vista que eu vejo a Igreja Católica, do ponto de vista social, politico e cultural, e confesso que desses pontos de vista (e temos que ser pragmáticos) Deste ponto de vista a Igreja é uma colectividade exemplar. Ou foi pelo menos, E a Inquisição, por mais terrível que tenha sido, não passou de um mero erro humano, perfeitamente normal numa Organização tão poderosa como a Igreja era naquela altura. Mas tal como todos os humanos, as Organizações comandadas pelos seres humanos, cometem os seus erros, mas à distancia tem que ser visto como na realidade são, simples erros.
Tudo o resto no livro segue este raciocinio, pormenores interessantes, alguns correctos, outros nem por isso, e aconselho toda a gente que tenha gostado dos tais pormenores a antes de os tomarem por certos a ler mais algumas coisas sobre o assunto, pois nem tudo é assim tão linear, e como em tudo na vida, é sempre aconselhável duvidar antes de ter certezas...
Quanto à teoria final do livro... Jesus Cristo não ter sido um mártir, mas sim vitima de um homicidio politico, pois ele era não filho de um carpinteiro, mas sim herdeiro legitimo do trono... Verdadeiro Rei dos Judeus, e não apenas Rei Espiritual... Honestamente... Faz mesmo muito muito sentido, a mim admira-me é como é que ninguem nunca se lembrou disso... Só uma pequena dúvida, que nunca tinha pensado nisso até ler o livro: Faz algum sentido Jesus Cristo, filho de um carpinteiro, e todos os seus discipulos, pescadores e agricultores, menbros de uma comunidade pobre no Médio Oriente à dois milénios atrás saberem ler e escrever? Nessa altura quem sabia ler e escrever? Por mais inteligente que um miudo de doze anos fosse, como raio, aonde e com quem ele aprendeu a ler as Sagradas Escrituras? A resposta é só uma: Realeza e aristocratas. Serem filhos do povo, pescadores e carpinteiros como toda a ralé, isso ainda hoje os politicos em campanha invadem mercados ruidosamente para mostrarem que são como o povo que vai votar neles...
O texto da entrada anterior escrevi-o no dia 26 Março de 2005. Devido aos acontecimentos de hoje na capital britânica, achei que deveria de vir até ao café em frente da minha casa para o colocar no blog. As palavras do primeiro-ministro inglês vão demasiado ao encontro do que escrevi a uns meses atrás e isso assusta-me. Porque mais que o terror que os terroristas provocam na sociedade ocidental, acredito piamente que não existem inocentes, nem existem bons e maus. Esta luta é uma luta com demasiados séculos, com demasiadas mortes, e o terror da cegueira de todos nós aflige-me muito mais que os terroristas. É a minha modesta contribuição na loucura generalizada do Terrorismo no séc. XXI, na sua incompreenção, na estupidez generalizada duma sociedade que nada avançou desde o tempo de Jesus Cristo, desde o tempo do Neanderthal, desde sempre...

(...)
Por que queimar minha fogueira,
e destruir a companheira?
Por que sangrar o meu amor assim?
Não penses ter a vida inteira
para esconder teu coração
Mais breve que o tempo passa,
vem em galope meu perdão.
(...)
Eu deveria de ter posto algo a assinalar isso, mas a duas semanas este blog fez 1 ano... Não é recordista, mas é a partir de agora que a esmagadora maioria dos blogs começam a comemorar essa data. Eu fui mesmo mesmo dos primeiros, desculpem a falsa modestia mas para mim é uma grandissima honra :)
Lembro-me de um anuncio que vi a uns anos num programa sobre publicidade a uma agencia de publicidade. Lembro-me de ter pensado que ai estava um bom desafio, fazer um anuncio a propria agencia, e lembro-me que pensei que isso é algo bastante complicado de fazer, afinal como fazer um anuncio a anuncios? É um pau de dois bicos, pois o anuncio tem que ser excelente, porque se for mau tem o efeito contrário a sua genese, e neste caso ainda piores resultados tem que um simples mau anuncio. É um risco, e como a obrigação de fazer um anuncio excelente é tão grande, o resultado mais provavel é uma vanglorização exacerbada da própria agencia que leva a que o anuncio seja terrivel, podendo destruir por completo a reputação da agencia e por acréscimo comprometer a sua propria continuidade.
Quando o anuncio começou a desfilar no ecrã fiquei abismado. Como era possivel uma empresa de publicidade cometer tal erro? O anuncio (chamemos-lhe assim) era terrivel, péssimo, horrivel... Uma demonstração ultra rasca dos seus feitos comerciais e artisticos num estilo TV Shop simplesmente constragedor. E quando eles apresentavam numeros e prémios durante aqueles cinco minutos de duração do filme mais estranho achava, como era possivel que uma empresa tão conceituada como eles se apresentavam, tivesse tão mau gosto? Talvez eles fizessem apenas programas para a TV Shop, pensei eu, mas nesse caso como podiam ter prémios tão conceituados no mundo da Publicidade? Nunca tal passaria pela ideia seja de quem fosse entregar prémios tão importantes a uma empresa de anuncios da TV Shop, por muito grande que fosse a sua importancia no mercado, por maiores receitas que atingissem para os seus clientes. Cinco minutos depois do inicio do anuncio, a apresentação acabou, o ecrã escureceu, e sob um fundo negro, apareceu uma frase em letras brancas, sem quaisquer efeitos, simplicidade absoluta: "Em casa de ferreiro, espeto de pau." Brilhante, genial, fenomenal...
É isto que é o novo disco dos Ayreon, uma banalidade constrangedora, um desejo de grandiosidade sem base de apoio, uma boçalidade, um tédio mil vezes repetido, mil vezes falhado, com um final inesperado de 25 segundos que lhe devolve todo o génio que pretende ter durante os anteriores 101 minutos e 56 segundos.
Hoje morreu um vulto enorme da sétima Arte. Marlon Brando, por muitos considerado o maior actor de sempre, um rebelde, um artista maior que a Vida desapareceu aos 80 anos de idade. Nome máximo da Actors Studio, uma escola que revolucionou a arte da representação, um actor rebelde que criou marcos de representação, personagens eternas em filmes como Apocalypse Now, O Padrinho ou Há Lodo No Cais. Nada como rever alguns dos maiores filmes de sempre, protagonizados por um actor maior que os Oscars,,, A sua Arte fala por si.
Portugal, Grécia ou Republica Checa. Uma das três será a próxima selecção Campeã Europeia de Futebol. E seja qual for o resultado, hoje uma certeza já se tem: Portugal fez uma brilhante campanha, e caso não ganhe isso deve-se apenas ao facto de um jogo ser imprevisível, e principalmente está provadíssimo que o nosso país tem que deixar de vez a sua atitude miserabilista. O Europeu de Futebol foi hoje considerado o melhor de sempre, as audiências televisivas no mundo inteiro estão perto dos 900 milhões de espectadores, e o nosso pais deu uma prova inigualável de organização, motivação, acolhimento e simpatia. O resultado dentro das quatro linhas já não tem importância, tudo depende dum jogo de futebol, com tudo o que isso tem de imprevisível. Provado ficou que os velhos do Restelo que a pelo menos 500 anos que nos acompanham continuam a ser sistematicamente esmagados pelo poder de uma Nação que insistem em menosprezar. O que daqui advirá para o Futuro? Não faço mesmo a mínima.
Mas acho que esta na hora de olharmos para nos e verificarmos que toda a nação consegue unir-se de um modo que deriva entre o amor pela pátria e o desespero de acreditar em nós enquanto país. Num momento particularmente mau da nossa vida politica e social, com a economia nacional a cair em derrapagem preocupante, em que a politica é levada a um tal estado de apatia e indiferença em que a nação não acredita em Portugal enquanto pais, em que mergulhávamos numa psicose oscilando entre a pedofilia e a carteira vazia, em que o Euro 2004 nos era apresentado como um erro, em que o desperdício era irreal num pais sem capacidade para tais delírios, em que todas as personalidades nos diziam que ia ajudar-nos a afundar ainda mais na miséria, deu-se uma prova cabal de que as coisas não eram bem assim, que não temos motivos para nos sentirmos inferiores em relação ao resto da Europa e que somos um pais moderno e com capacidade organizativa. A sociedade sorriu aliviada, ajudada pelos resultados desportivos, mas principalmente todos nós sorrimos com a prova de que somos capazes, digam o que disserem os pessimistas. Cada bandeira que se ergue, cada grito de Portugal que se liberta das gargantas, cada braço erguido no ar é uma prova de raiva, uma demonstração de orgulho, um grito de patriotismo, de nacionalismo, a libertação de um sufoco de 30 anos em que nacionalismos eram sinonimo de fascismo, em que na nossa psique colectiva esta inserido o pavor de nos fecharmos dentro de nós mesmos, perdendo o rumo a nossa posição europeia e mundial. Hoje está provado que amar as cores da nossa bandeira, cantar o nosso Hino, ter orgulho de ser português não é uma atitude miserabilista de coitadinho fechado dentro duma caixa inócua ao exterior, não… É a constatação de que possuímos o nosso lugar, que temos valor, que não somos inferiores, que podemos ser tão bons ou melhores, e não é ilusão nenhuma ter orgulho no pais em que nascemos e vivemos. Não nos fechamos, aceitamos todas as nações europeias, tratamo-los como iguais, bebemos com eles, festejamos com eles, recebemo-los e fazemo-los sentirem-se bem junto de nós. Mostramos que o nosso país é bonito, e que podem voltar sempre que queiram, que serão sempre bem recebidos, que os respeitamos, mas que gritamos a nossa nacionalidade e eles respeitam-nos, aceitam-nos e festejam connosco. Quantas vezes vimos adeptos de outras nações com camisolas, bandeiras ou cachecóis nacionais? Todos são unânimes (até os temíveis ingleses) em como neste cantinho se divertiram, foram bem recebidos, foram respeitados e por isso irão voltar mais tarde, pois aqui fizeram amigos. E nós finalmente aceitamos o orgulho de pertencer a esta Nação. Finalmente podemos gritar e festejar o facto de sermos portugueses, finalmente aceitamo-nos como somos, e libertamo-nos de amarras podres que nos queriam infligir. Não é a selecção que esta a ser festejada. Não… è a libertação de um Amor que estava preso no fundo de todas as gargantas. É o festejo de um país unido, é o festejo de um país despertado, é o nascimento de uma nação que não acreditava em si. Só espero que a lição seja aprendida… Se for, finalmente entramos no rumo certo, e os problemas que nos afligiam a umas escassas 3 semanas serão ultrapassados. Basta acreditar, basta confiar, basta ter esperança. Andamos aqui a 900 anos a lutar contra as adversidades, e nunca fomos derrotados, nunca perdemos o rumo, nem a independência. Nunca mais seremos donos de meio planeta, mas porque é que precisamos de meio planeta ou duma taça para termos orgulho em nós? Não basta a constatação de que somos o que somos?
Em primeiro lugar, agora acredito que vamos ser campeões. A Inglaterra era sem a mínima duvida a selecção mais forte deste europeu, e já se sabia de antemão que este jogo ia ser disputadíssimo. Mas... Nunca pensei que fosse uma tal descarga emocional.
Um erro crasso de Costinha aos 3 minutos de jogo fez com que a esmagadora maioria do encontro se tornasse numa busca maciça e incessante do golo de empate. Postiga saído do banco para o lugar de Figo fez 80 minutos depois de Owen o golo do empate. E aí íamos nós para mais 30 minutos de sofrimento. Rui Costa marcou o mais belo golo português desta campanha, e 3 minutos depois Lampart volta a criar nova suspensão no grito nacional. Neste momento os índices de ataques cardíacos já deveriam de ter batido recordes mas… ainda faltava muito tempo. Penalties! Esse método tão injusto, tão frio, tão… nos penalties não há vitoriosos nem derrotados, existem apenas felizardos e azarados, e não consigo imaginar pior maneira de decidir quem ganha e quem perde, e quem segue em frente e quem segue para as tais merecidas ferias em casa. Depois dos falhanços normais nestas situações, depois dos nervos ainda mais a flor da pele eis que acontece o momento mágico. Ricardo tira as luvas. As suas mãos que foram tão criticadas na convocatória é que iriam decidir tudo. Atira-se para o lado certo e ainda tem os reflexos de ouro de contra a trajectória do corpo parar a bola com as mãos nuas, abençoadas mãos que ele olhou naquele momento de êxtase como se mãos sagradas fossem. Tinha calado de vez, todas as criticas, mas não estava satisfeito. Esta vitoria tinha que ser dele, tinha que mostrar que não só defendia como a vitória ia ser dele e dele apenas, fazendo o impossível num caso destes. O guarda-redes defendia o golo no momento crucial e com a raiva e a euforia de tal momento ia ele mesmo marcar o golo da vitória, das meias-finais, e do afastamento da única selecção que nos podia (como fez de um modo brilhante) fazer frente. Marcou e enquanto corria sozinho no meio de um mundo inteiro de olhos nele (ok… naquele momento toda uma língua saltava e gritava, não o podia ver) fez o impensável e o impossível. O guarda-redes não desejado levou as costas da sua personalidade e vontade a selecção para o próximo jogo.

É esta a poesia do Futebol. É por isto que o mundo inteiro (excepção feita aos americanos) delira. É por isso que estes miúdos são os heróis dos tempos modernos. É com a sua garra e a com a sua vontade que arrastam as multidões aos milhões para os ver combater batalhas contra outros miúdos tão fortes e talentosos como eles. E para quem diz que um jogador de futebol ganha muito… Lembrem-se que só 11 entram naquele campo, e que os outros milhões que os vêem das bancadas, nos ecrãs gigantes e nas televisões adorariam estar no lugar deles, mas são eles os que têm o talento, a vontade e a força para estar naqueles 11. O orgulho de fazer por um pais o que estes 23 têm feito não tem preço. Ou acham que Portugal alguma vez viverá esta loucura novamente?
Depois do Musicalidades (onde já não escrevo nada a bastante tempo); e do Templo da Música onde continuo a escrever sempre que o tempo me deixa, queria divulgar um interessante site onde irei a partir de agora tambem escrever sobre música - Obscuridão.
Este site é bastante diferente dos anteriores, em primeiro lugar porque é um site no verdadeiro sentido da palavra, apesar de em moldes diferentes dos habituais, e em segundo lugar porque a minha participação é apenas como colaborador, onde desde já agradeço o convite do Coolmaster.
Esta e-zine funciona em moldes diferentes dos habituais no ciber-espaço, tentando transpor para a web o conceito editorial normal. Assim desse modo em vez de actualizações constantes, o site funciona através de edições mensais, que o utilizador poderá escolher entre consultar on-line, ou simplesmente fazer o download de cada edição para consultar off-line. Desde já os meus parabens ao Coolmaster pelo design bastante interessante, e pela tarefa que está a levar a cabo de divulgar a musica nacional e internacional. É de pessoas assim que o movimento precisa e espero que o exito seja enorme. Eu pela parte que me toca tenho estado a ler alguns dos textos e acho bastante interessantes, e espero que para o mes que vem a minha participação ajude a engrossar o volume de textos, visto que nesta edição foi ele que levou a cabo a tarefa hérculeana de escrever quase tudo sozinho, por amor, por teimosia, por vontade. E tendo tambem alguma experiencia no que é escrever uma critica, compreendo perfeitamente o trabalho e o sacrificio que é preciso para levar a cabo uma tarefa destas. Desde já os meus parabéns e espero que todos vós dêem uma vista de olhos no site para apreciarem com os vossos próprios olhos o excelente trabalho levado a cabo por ele.
Num dia de renovado espirito nacionalista, vou colocar aqui o verdadeiro Hino Nacional. Infelizmente ninguem conhece o Hino tal e qual ele foi escrito, e como é a sua versão oficial.
ha... E parabens à Selecção Portuguesa

A Portuguesa
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Imagino alguem que tenha adormecido a ver o jogo. e acorda a faltarem 5 minutos para o fim. Vê as reacções dos dois seleccionadores e esboça um sorriso, olha para o resultado e...
Digam o que disserem nesta segunda parte não jogou mal, mas... Há SEMPRE um mas....
Neste caso o mas é simples. a Grécia defendeu melhor que Portugal atacou.
Ao fim de uns bons anos, consegui voltar a ver novamente a primeira parte de um jogo. Como? nem eu sei... A inexperiencia (mesmo seedo campeao europeu de clubes) de um jogador num passe errado já fez com que os gregos marcassem um golo. A reacção aparece apenas de tempos a tempos, incapazes de dar a volta a defesa acerrima dos gregos, ouço o nome de Cristiano Ronaldo. Pode ser uma opção visto que o Simão esta a fazer um jogo demasiado abaixo da média, mas como nunca vi um jogo do Ronaldo (sim... nc o vi num jogo completo, apareceu já depois do meu desinteresse pelo futebol) não posso ter esperança de ele ser a solução. Sei isos sim, que gostava de lá ter o Boa Morte, ainda me lembro do grande jogador que ele era, e anos depois deceero que amis experiente seria a solução necessária. E pelo que ouvi parece que está em grande forma, tanto que é a grande falta no Europeu (mais que o Baia). Vou ver o resto do jogo, e ver se não desanimo.
Vem-me a memória o Portugal - Inglaterra de a quatro anos atras... Ai nunca perdi a esperança, hoje confesso que nem a tinha de inicio, apesar de achar que vão dar a volta ao jogo. Mas não vejo a vontade que vi a quatro anos. Apenas vejo uma equipa apesar de tudo superior, que foi traida por uma lance infeliz. faltam 45 minutos para ver se a minha "analise" sempre tem razão de ser.
Portugal vive num momento de euforia, contida, a espera de explodir, ainda mal se nota, mas vive. O pais atravessa o ano de 2004 com um novo orgulho, uma nova alegria em ser português, um rejúbilo nacional de que quando queremos conseguimos ser bons, participativos, do melhor que existe no mundo. Foi aqui neste canto do mundo que se organizou o maior festival do mundo, e fomos lá alegres e contentes bater palmas e gritar os nomes dos nossos artistas favoritos, talvez sem a maioria saber que outros festivais, de maior qualidade se organizam, mas isso não importa. O campeão nacional conquistou a Europa do futebol, venceu todos os grandes clubes da Europa na busca da tão desejada Taça dos Clubes Campeões Europeus, e todos festejamos, quer sejamos do Porto, do Benfica, ou do Sporting, foi uma vitória de Portugal. Vamos organizar o Europeu de Futebol, e vai ser um sucesso, venham cá os ingleses armar sarilhos que nós arrebentamos-lhes o focinho, mesmo depois de lhes comermos as gajas, enquanto eles se embebedam com a nossa cerveja. Penduramos bandeiras portuguesas em todas as janelas, em todos os carros, em todas as montras deste pequeno pais, para gritar que estamos com o nosso pais. Vamos dizendo a medo que a nossa selecção esta velha e gasta, que talvez não consigamos passar da primeira fase, mas no íntimo todos temos a certeza de sermos os próximos campeões europeus. Guardamos dentro das gargantas um grito de orgulho e de raiva que vai ecoar em toda a Europa… Em todo o Mundo! Limpamos as estradas e as ruas, fazemos acessos, estradas, prédios, hotéis… temos que mostrar que não somos um pais de terceiro mundo, não, somos um pais desenvolvido e moderno, rico e limpo, civilizado e acolhedor. Vamos mostrar a toda a Europa que não estamos na cauda do velho continente. Não senhores, isso são as estatísticas, são os números que nos atraiçoam por sermos tão pequeninos. Vamos encher o peito, vamos ser modernos, vamos sorrir aos camones de um modo acolhedor, quase como se lhe déssemos pancadinhas nas costas, coitadinhos deles… vamos ser aquilo que fomos, aquilo que nunca deixamos de ser – O maior pais do Mundo! Fogo... Até andamos com medo que o Bin Laden nos venha chatear!!!
Vamos esquecer por breves momentos que somos pobres, que somos ignorantes, que somos atrasados, que somos corruptos, que somos tristes…
E se Portugal for campeão… Vamos gritar, gritar, gritar…
Quanto ao problema da imagem no inicio já o resolvi, era a tag html que estava completamente mal feita, como é que eu via bem a imagem no IE que nem percebi que estava mal? Foi preciso mudar de browser para me aperceber disso porque? Agora... o alinhamento do blog continua a ter este aspecto no minimo estranho no Mozzila e no IE está normal. Alguem me dá uma ideia do que poderá ser? É que eu já dei uma vista de olhos e parece-me estar tudo bem. E já agora: Porque esta diferença abismal entre duas coisas que deveriam de ser exactamente iguais? Alguem me explica? Tambem já começo a ficar farto de computadores...
Este texto coloquei mesmo agora num comeentário numa entrada que escrevi a uns tempos sobre os Pantera. Esta entrada é especial por várias razões: porque aqui está a verdadeira genese de um outro blog que neste momento é muito mais lido que este, o Templo da Música; porque esta entrada é a seguir a entrada sobre o Snoobar a entrada com mais comentários, e aonde vou recebendo ainda amiude alguns comentários; e porque esta entrada versa sobre a minha segunda banda favorita de todas, e nos comentários acabou por versar tambem sobre a minha banda favorita de sempre. E o comentário que acabei de inserir em resposta a um outro, é sobre algo que tenho vindo a pensar em relação a essa mesma banda - Nirvana. Quis partilhar isto na página principal porque acho que pode dar azo a uma outra discussão.
Quase todas as opiniões negativas sobre os Nirvana que ouço têem muito pouco ou nada a ver com a musica, mas sim com o seu suicidio, e neste grupo de criticos a maioria deles até gostavam de nirvana até ao suicidio, mas depois do suicidio sentiram-se traidos, acharam-no um fraco, quase como se vissem nele um exemplo que lhes falhou, que fugiu e os abandonou no mundo sentido a dor sozinhos e dando-lhes constantemente a ideia e o terror que o suicidio é de facto uma opçao. E isso assusta, porque todos se habituaram a ver uma pessoa a expiar a sua dor com musica que lhes tocava na alma (e ter alma não é sinonimo de não ser macho) e de repente... esse exemplo essa pessoa acobarda-se, suicida-se e deixa-os sós, abandonados e em pavor... Numa muito maior proximidade a morte. e ninguem ker isso. Todos queremos viver, todos queremos ser felizes, todos queremos vencer a solidão e a dor, e queria um exemplo de alguem que a aguentava... Mas ele não aguentou. E isso assusta. Quem sabe se num momento de amior desespero não carregamos mesmo no gatilho? Não nos atiramos mesmo do abismo? Não desistimos mesmo disto? Quem sabe...?
Assusta não assusta? E ele tinha tanto mais que todos nós...
Sou e sempre fui do Sporting, portanto com a idade que tenho é natural que sempre tenha visto o Porto como a equipa a “abater”.
Mal me lembro da final de Viena. Lembro-me do golo do Madjer e mais nada, na altura nem me lembro de ter noção da importância do troféu, era apenas mais uma final, não diferente das finais de Taça ou dos campeonatos do Mundo, por isso o vencedor ser uma selecção estrangeira ou uma equipa nacional para mim era igual. E aquele jogo foi apenas isso: uma final com um golo invulgar, e vencida pela equipa do meu jogador favorito da altura – Paulo Futre. Por estas razões gostei da vitória, mesmo não tendo a exacta noção do seu real valor.
De lá para cá tudo mudou: o Futre saiu do Porto para espalhar classe por essa Europa fora sem nunca atingir o estatuto merecido: uma nova geração de futebolistas emergiu em Portugal, ofuscando todos os heróis anteriores (excepção feita ao Eusébio, mas esse está num patamar diferente); o Porto fez história em Portugal, mas na Europa acompanhou a queda dos outros clubes nacionais; e o futebol nacional caiu num lamaçal de corrupção, interesses e incompetência tal que a maioria dos jogadores de qualidade foram-se embora (alguns sem nunca terem jogado em Portugal) e o interesse cada vez mais se focou nos bastidores em vez de no jogo propriamente dito. Eu cansei-me, e faz agora três anos que deixei de acompanhar o desporto-rei.
Ainda no tempo em que acompanhava o futebol, lembro-me do Sousa Cintra ter feito história no desporto mundial, tendo sido o ÚNICO dirigente a despedir um dos melhores treinadores mundiais – Bobby Robson. Ferido e desgostoso deixou Alvalade e rumou ao Barcelona levando consigo um jovem treinador adjunto – José Mourinho. Na altura o Barcelona era a equipa maravilha no mundo com Luís Figo a descolar para a brilhante carreira que tem levado e com o jovem Ronaldo a despontar para o futebol mundial. Mais tarde Robson acabou por sair do Barcelona e para o seu lugar foi contratado aquele que muitos afirmam ser o melhor treinador do mundo – Van Gaal. José Mourinho ficou em Camp Nou e por lá ficou mais alguns anos, sempre na sombra dos maiores treinadores do mundo, sempre ao lado dos maiores jogadores mundiais, num dos maiores clubes do Mundo. Um dia teve que arriscar e seguir uma carreira em nome próprio. Com uma atitude ofensiva, arrogante, roçando por vezes a bestialidade em meros três anos atingiu o auge da sua carreira. E foi com alguma surpresa que tenho reparado que a medida que se adivinhava que este ano era o ano de José Mourinho, este ia largando pouco a pouco a carapaça arrogante e ganhando lentamente uma nova humildade e Humanidade, tornando-se menos detestável. Na noite de quarta-feira, José Mourinho atingiu o cume da carreira de qualquer treinador, uns meros três anos depois de se aventurar nessa mesma carreira. Lutou, contra tudo e contra todos, arriscou, foi arrogante e agressivo, ganhou inimigos, mas na hora suprema ganhou humildade de campeão. Só lhe falta agora despenhar-se do Olimpo a que trepou, encontrar o seu lugar com a coragem que demonstrou até aqui (mesmo que disfarçada de arrogância e estupidez) para assim poder vencer e mostrar que é um verdadeiro campeão e um grande homem. Contra as minhas próprias expectativas fiquei muito satisfeito com esta vitória do F.C.Porto e do José Mourinho. Não dou os parabéns porque acho estúpido mas o sentido desta entrada é algo semelhante embora não saiba bem o que.

Podem inclusivamente sacar a música no Main Index. Boa audição :)
It's only for russians: ÍÅ ÈÍÒÅÐÅÑÍÎ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Posted by: buy viagra online at abril 19, 2004 04:55 PM
per tutti
Posted by: buy viagra online at abril 19, 2004 04:52 PM
Comentários deste tipo serão apagados. Como já disse muitas vezes, sou contra a censura e acredito que toda a gente deve ser livre, e fazer aquilo que muito bem lhe apetece, mas também sei que há sempre as naturais excepções. Estas são uma delas.
Como podem ver este blog passou a ser neste momento o 69º blog com maior actividade no universo do weblog.com.pt. Bem sei que nem sempre actualizo o blog, e que inclusivamente estive um mês sem net a bem pouco tempo mas... Este blog foi o 33º a ser criado neste servidor, acho que seria normal estar um pouco mais acima, quiçá um dia destes me passe outros repentes e suba amis na tabela :)
A Frente
A Parte de Trás

A Cramalheira

O Sonho...

Sexta-feira santa.
Dizem que foi neste dia que Jesus Cristo foi morto, todos conhecem a história, alguns já viram o filme do Mel Gibson, e decerto que perderam as ideias pre-concebidas que tinham sobre a personagem e sobre a tal Paixao de Cristo. Decerto que nos séculos de arte sacra que nos precederam, em todas as imagens que viram sobre a Paixão de Cristo criadas pelos maiores artistas da Humanidade, que nunca vos passou pela cabeça o que de facto foi a Paixão de Cristo: um arraial de porrada. Pois o filme que anda por ai a chocar mentes mais sensiveis é isso que nos mostra: Jesus Cristo (de seu nome verdadeiro Emanuel) mais não foi que um Homem, um ser humano, e a tal Paixão de Cristo mais não foi que um homem preso pelo poder contra o qual se insurgiu. Hoje como naquela altura (arrisco mesmo a dizer que naquela altura era pior) quando se captura os renegados, os individuos perigosos para o equilibrio social, geralmente (sempre) não são lá muitos meigos. e a Paixão de Cristo mais não foi que isso mesmo: alguem que se revoltou, e pagou cara a revolta. Tudo o resto são liberdades artisticas de quatro individuos que escreveram sobre lendas e mitos anos, décadas ou mesmo séculos depois dos acontecimentos ocorridos. A uns dias li algures uma coluna de opinião de uma jornalista qualquer sobre a proibição do uso do preservativo pela Igreja Apostolica Romana (não é estranho a sede ser em Roma, capital do império que o próprio combateu?), em que dizia que Jesus Cristo nos dias de hoje lutaria para a distribuição ser gratuita, porque isso salva vidas humanas, e era isso que ele era - um humanista que defendia as pessoas, um apologista das pessoas. Concordo inteiramente. Usar o nome de alguem em proveito próprio defendendo ideias antagónicas de tudo o que essa pessoa defendeu e lutou é uma acção no minimo... (digam vocês)
Hoje comemora-se a suposta data da sua Morte. Ele morreu em prol de algo... E a um par de milénios que as suas ideias são distorcidas em benefício dos seus supostos porta-vozes.
Com licença, vou dormir que já não durmo a 28 horas quase.
Pois é. Ao fim de mais de um mês lá regressei eu, espero que não tenham morrido de saudades, e espero que não profiram muitas expressões do tipo: "foda-se... lá voltou ele outra vez." ou " Estava isto tão bom...". Sim. Ao fim de mais de um mês em que o meu computador ensandeceu de vez, e teve que esperar num canto a ganhar pó que o dono (ou seja, eu) o levasse até a loja, lá voltei eu ao ciber-espaço. No inicio estive sem net um dia ou dois, e cheguei a ponderar a hipotese de desistir do serviço. Afinal o meu interesse neste momento é reduzido, para não dizer nulo, em passar tempo on-line. Mas ao fim de três dias a minha ressaca por novos sons, novos videos já era bastante acentuada, e resolvi tentar resolver o problema e ligar-me novamente, apenas para descubrir que o meu cooler tinha ido a vida, e que necessitava de ir com o PC urgentemente para reparação... Um mês depois lá fui eu levar a máquina a loja e aproveitei e fiz um upgrade que já adiava a bastante tempo, assim passei de um AMD Athlon 900 para um AMD Athlon XP 2600. Numericamente uma diferença considerável, na realidade não noto nada de diferente.
Assim, perto de 40 dias depois, com pequenas fortunas gastas em livros (um guia sobre como gravar, editar e masterizar música em PC foi uma boa aquisição), revistas (aconselho uma revista nova no mercado Blast!, ainda em crescimento mas com algum potencial), CD's originais (os ultimos de Desire e Anathema soberbos, apesar de o dos Anathema nunca ter entrado em minha casa e já não saber onde está), filmes (A Paixão de Cristo de longe o melhor que vi), concertos (Filli Nigrantium Infernalium em Mangualde claramente à frente dos melhores) lá voltei eu. E... com nova namorada.
Por isso podem recomeçar a vir matar saudades dos meus delirios porque isso é algo que apesar de altos e baixos tão cedo não deixarei de fazer... Apesar de ter sido a ultima coisa que vim por em ordem depois do meu regresso. Já estou ligado a umas 26 horas e só neste periodo de tempo já fiz 630 megas de downloads!!! Já matei as saudades hehehe
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DFe actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".
Há quanto tempo... Já foi a tanto tempo, mas bem feitas as contas foi a pouquissimo, apesar de me parecer ter sido já noutra vida. É impressionante como as coisas passam, mas certas coisas continuam na mesma. Já não tenho saudades dos abraços, já sinto até nojo de os ter dado, mas continuo a auto-excluir-me de tudo. Já não sou assexual, mas ainda não conheci o anjo. Já lá não vou a muito tempo, mas continuo a ter saudades do velho Snoobar. Já não fumo como fumava, mas continuo a tomar as drogas lol (raramente confesso, e só ganzas). Já não vejo o Marco a meses, mas vou ser o padrinho do casamento dele (cura-te!!!! lol). É impressionante como tudo mudou, mas tudo continua igual...
É a unica entrada em que vou recebendo comentários amiude, por isso fui rele-la e achei piada ao tempo, ou a como as coisas mudam em tão pouco do mesmo, sem nunca mudarem verdadeiramente.
Muita gente tem-se mostrado insensível com o caso de ontem em Guimarães, acham tudo uma grande hipocrisia e estupidez, reclamam pelos milhões de seres humanos que morrem todos os dias a mesma atenção que foi dada ao caso de ontem, dizem que é inadmissível um estardalhaço tal por um jogador de futebol, que muita gente, jovem e não jovem, morre por este mundo e apenas o silêncio lhes acode, e o menino Fehér só porque é jogador de futebol tem televisões e luto nacional por ele. Acham hipócrita.
A mim chocou-me o caso. Confesso. E eu não me choco com estes casos. Como já disse mil vezes aqui e em conversas particulares com algumas das pessoas que conheço. Mas este caso de ontem chocou-me. Não por ser futebolista nem jovem. Mas sim pelo grande plano em directo duma morte fulminante de um ser humano. Por ver o sorriso que o gajo esboçou dois segundos antes de morrer (e não me venham com merdas, ele quando caiu no relvado estava morto.), um sorriso que nada fazia prever o que se seguiu a uma velocidade estonteante. A velocidade do destino.
Pois aos senhores que dizem que isto tudo é uma hipocrisia, e que eu sou um menino muito sensível porque isto acontece tantas vezes e não há nada de extraordinário tenho a dizer o seguinte:
Se vocês são capazes de afirmar que uma morte, de um ser humano, com tais laivos de choque e proximidade a esse momento, é cagativa só porque acham injusto pelos outros milhões de mortes, se acham que as pessoas são parvas por ficarem chocadas com a visão aterradora da Morte em toda a sua majestosidade e crueldade, só porque ele era jogador de futebol, se ficam assim tão insensíveis por ele ter mais dinheiro que aquele que alguma vez ganharam e ganharão na merda das vossas vidas, quem são vocês para se armarem em bastiões da defesa dos seres humanos desprotegidos? Se um ser humano vale menos porque tem dinheiro, porque é famoso, e jogador de futebol, que carácter, que merda de Humanidade vocês possuem para chamar hipócritas aos outros? Isso sim é o auge da hipocrisia e da estupidez. Ou será apenas inveja? Ganhava mais que vocês? Era mais famoso que vocês? Por causa disso não merece a atenção? Ele era um ser humano, morreu… o dinheiro, fama, prestigio ou mediatismo são irrelevantes. Morreu a frente de milhões de pessoas, milhões de pessoas viram-no morrer, milhões de pessoas ficaram chocadas. Não porque era jogador de futebol, mas porque era um ser humano. Se vocês não o vêm como ser humano só porque era jogador de futebol, então calem a merda da boca pelos milhões de pessoas que morrem anónimas. Não têm categoria, moral ou Humanidade suficientes para chamar hipócritas aos outros, quando vocês mesmo dão mostras de serem hipócritas.
P.S. - E não me venham com merdas que vocês passaram já por casos semelhentes com amigos e mais não sei o quê... EU já perdi gente MUITO mais importante que amigos, MUITO mais jovens que o Fehér, MUITO mais estupidamente, e vocês NÃO me conhecem para afirmar merdas que desconhecem.
Já pensei em morrer. Muitas vezes até. E já passei por muitas coisas derivadas a esse assunto tão melindroso. Sou insensível, a morte não me afecta muito. Mas confesso que hoje me deixei levar. A Morte em directo, frente a milhões de pessoas, mas mais que isso aquele sorriso…
Deu-me muito que pensar aquele sorriso. Como é possível que uma pessoa da minha idade, atleta profissional, com um acompanhamento médico constante sorria ironicamente para um árbitro, como milhentas de outras vezes, se vire de costas para continuar o jogo, sinta qualquer coisas inexplicável, se debruce sobre si e cai morto no chão? Se pensarem que isto que contei demorou menos de metade do tempo que demoraram a ler, respondam-me: qual a diferença entre a vida e a morte? Como é possível que a passagem seja um fio invisível tão minúsculo, tão ínfimo, tão desprezível, que numa questão de ínfimos segundos, tudo se altere? Sem se dar por isso, ou dando mas não sabendo que é a Morte? É como a minha avó diz: “Para morrer basta estar vivo, e quando os nossos dias estão contados, nem que seja cair para o lado, nós vamos.” Chocou-me. Muito, demasiado até. Não a morte em si, não a idade, não o facto de ter morrido em directo, não o facto de ter morrido a fazer o que mais gostava, não o facto de ser profissional, não o facto de ser do Benfica, ou ser um miúdo em busca de um sonho. Nada disso. O que me chocou foi o sorriso. Aquele sorriso de ironia, aquela cara quase que feliz, a gozar com a situação, aquela cara de miúdo travesso que tinha sido apanhado a fazer mal e achou piada, aquele sorrir sem saber que 2 segundos depois estava morto no chão com um ataque fulminante. E fez-me pensar. Fez-me pensar que um qualquer sorriso pode ser o nosso último sorriso. Sorri, dois segundos depois podes estar morto. Aproveita esse sorriso, pode ser o ultimo…
Pois é. I’m back (sim… imagino os gritos de terror e a desilusão que trespassa todos vós, mas também… não venham ler :P). E Ano Novo, Vida Nova, sempre ouvi dizer. E o que reserva este ano de novidades? Não sei. Como sempre. Mas uma coisa tenho quase a certeza, o blog vai deixar de funcionar nos moldes actuais, ou seja, vou deixar de postar textos com a frequência com que o tenho feito, e fazer do blog aquilo para o qual ele na sua génese (no geral, não no meu caso particular) foi criado: um diário digital. Continuarei a colocar imagens, letras e textos como é obvio, mas se quem o acompanha a algum tempo se recorda, a uns tempos falei duma ideia peregrina que o blog e a blogosfera me tinham dado. Pois bem, este Novo Ano vai fazer com que essa ideia vá em frente. E que ideia é essa? Um site, não um blog, mas um verdadeiro site, em que a principal função seja a divulgação da arte que se faz por este pais fora, com especial ênfase na Literatura. E ai é que entra a blogosfera, porque com o tempo tenho vindo a reparar que existe gente com muito talento neste pais, e sem a visibilidade que decerto merecem. Por isso a partir desta semana em principio alguns dos autores dos blogs que acompanho vão receber um e-mail meu a convidar-vos para aquilo que espero que seja algo com qualidade. Não pretendo ficar pelo site como é obvio, porque isso acarreta despesas e muito sinceramente não estou para criar um cancro financeiro para a minha carteira (mesmo que os custos iniciais sejam reduzidos, mas também não ia querer matar o projecto a nascença né?). por isso a ideia é fazer crescer o site com muitas participações e textos (qualidade acima de tudo e ai vou ser completamente fascista) e amiúde publicar textos em papel. Se for a falência e o projecto não for viável financeiramente, ao menos que vá ao fundo em estilo, pelo menos essa é a minha ideia. A partir de agora, que finalmente tenho o meu PC pronto (desmazelei-me um pouco, estive duas semanas sem o levar a loja, só hoje é que lá fui) vou começar a levar esta ideia para a frente. Por isso esperem em breve novas noticias desta minha ideia, e nos entretantos, dêem-me os links dos vossos blogs, mandem-me fotos ou trabalhos artísticos vossos (para insolitudewecry@sapo.pt) porque o site não será exclusivamente Literário, e tenham paciência.
Desde já obrigado pela vossa colaboração neste meu Master Delirium.
E aqui estão os resultados finais, agradeço a todos a participação, 47 votos são bem mais do que estava a espera, mas como isto já deveria de ter sido feito a 1 semana considero a participação abaixo do que esperava, que era 40 votos.
De qualquer dos modos obrigado a todos pela participação.
E os resultados são:
1º O laboratório do Heartless | 12 votos | 26%
2º Luar | 7 votos | 15%
3º Scarlet's Chamber | 6 votos | 13%
O Abismo Negro de sonhos esquecidos | 6 votos | 13%
As Chamas de Ashburn | 6 votos | 13%
6º Xupacabras | 3 votos | 6%
7º HopeTears | 2 votos | 4%
Almas Perdidas vagueiam no Nada | 2 votos | 4%
O Meu Pipi | 2 votos | 4%
10º Sangue das Palavras Puras | 1 voto | 2%
(ok... isto não está muito direito)
Devo confessar que as votações me surpreenderam um pouco, o que me leva a crer que há aqui gente bastante egocentrica e eu até tenho os ip's de quem votou e poderei ir ver quantas vezes o mesmo ip votou no mesmo blog mas... isso fica para depois, talvez mesmo nunca por isso descansem os prevaricadores lol
Quanto ao primeiro lugar totalmente de acordo, sempre foi dos meus blogs favoritos e apenas o deixou de ser a medida que fui descobrindo outros que por acaso ficaram imediatamente a seguir.
O que estranho é os ultimos lugares. que para mim são blogs excelentes e espanta-me como por exemplo o ultimo lugar o unico voto que teve foi dum cromo que votou em todos os blogs com excepçao do O Meu Pipi.
Mas de qualquer dos modos vou meter outra pool :P votem na próxima.
Adeuzinho, até à proxima.
Primeiro que tudo... ainda não tenho PC, tenho-me baldado à coisa por isso ainda não o fui meter no arranjo. E sim... fiz a coisa mais agarrado que existe: estou num ciber em frente a minha casa. Dass... isto é triste.
Em seguida tenho que dizer que o ultimo post não é para levar a sério, tentei ler o que escrevi, mas desisti, porque sinceramente... Foda-se, nem sabia que estava assim tão bêbado e ganzado lol mas esse post deu azo a um avalanche (ok... nem foram muitos mas foram o numero mágico) de comentários. Devo dizer a elektra que ainda não vi o blog dela, mas que mal tenha net (ainda esta semana espero) vou ler o blog dela, apesar de quase que juro que sei quem é, mas por outro lado, eu quase que juro sempre quem são as pessoas que leem o meu blog, porque não acredito que pessoas que não conheço o leiam, mas pelos vistos... Ao Heartless tenho a dizer três coisas: a) tem razão e eu sei isso muito bem, b) quando tiver carro podes crer que aí vou e vou-te apresentar o meu novo lobe hehehe e c) sim... fizeste-me rir, o que até foi algo constrangedor porque o café está semi-cheio. A roxy, ainda bem que não tenho o teu numero de telemóvel, porque senão naquela noite tambem desatinava contigo lol.
Ao fim e ao cabo até sobrevivi a noite, apesar de ter passado por um tal estado de auto-ódio, e de ter querido que sentissem o mesmo por mim que até fiz algo verdadeiramente de loucura, liguei a minha ex para ela me insultar, ela não o fez, já nem para isso ela serve. Resumindo: quis ser odiado, mas não o fui (mesmo que me tenham ameaçado de porrada) as luas cheias são tramadas, agora voltei ao meu estado de Loucura natural.
E com isto me despeço até daqui a uns minutos para o verdadeiro objectivo da minha vinda ao ciber, para fazer esta figura triste de agarrado.
É algo que abunda pelos blogs, mas eu nunca usei por falta de interesse, e acho que até certo ponto poder ser uma estupidez (até já se fez uma mini poll para decidir a data de um jantar de net... E o canal até era meu lol), mas desta vez vou usar este serviço disponibilizado para os bloguers e vou tambem fazer uma mini poll, o tema penso ser o indicado nesta altura do ano, qual o melhor blog? vai durar até ao fim do ano, e prémios não há para ninguem, mas gostava de saber na opinião de quem lê o blog qual o melhor blog. Como é normal não vão votar em todas as possibilidades, por isso escolhi eu 10 blogs (estão ali os meus favoritos e alguns outros) todos disponiveis nos meus links de outros blogs, por isso podem ir vendo todos os 10 (e os outros) e votar no vosso favorito.
Eu vou-me entretendo a mudar o aspecto da mini poll, e antes de colocar on-line os resultados finais (que podem ir acompanhando) coloco o meu voto. Por isso façam o favor de participar, quero ver se no fim da votação estão lá pelo menos uns 40 votos... Será possivel? :P

Eu não sei se isto é legal no código deontologico ainda por fazer da blogosfera, muito menos acredito que seja eticamente correcto, mas de qualquer dos modos aqui vai: a minha entrada de espírito natalício é esta.
Enquanto ainda mordisco uma fatia dum bolo de chocolate delicioso que a minha mãe fez com o jeito especial que ela tem para a doçaria (o porquê de ser uma cozinheira de merda ainda me escapa), enquanto intercalo-o com uma fatia duma tarde de nata ainda mais deliciosa (ok... confesso que não sei qual é mais delicioso por isso como os dois ao mesmo tempo) enquanto bebo um chocolate quentinho para ver se aqueço no meio deste gelo todo, suspiro de alívio... Mais um Natal que passou, lá se acabou a hipocrisia geral das pessoas, lá se foi o consumismo desenfreado (a tarte já se foi), lá se vai as decorações que abundam em todas as casas e em todas as ruas (a minha casa é a unica excepção) e a minha família lá se foi extendendo nas suas camas (o meu pai não se embebedou, mas eu já vou a garrafa de carduh) e eu regressei ao PC para comer qualquer coisita, ler algumas coisas, ouvir uns sons.... Enfim, depois dum serão em que as alternativas eram as conversas da família (vão sempre a passados que eu nunca vivi), ou o Big Brother práí trinta e três mil e quarenta e sete (sinceramente pensei que já tivesse acabado de vez), a vida começa a reentrar na sua normalidade. Para o ano há mais (o bolo tambem já se foi), temos mais trezentos e sessenta e quatro dias de egoismo pela frente, mais uns tantos dias de putos a berrar que querem isto e aquilo e os pais a dizerem que não (no Natal os putos pedem com sorrisos e olhos brilhantes e os pais dão mesmo), (já se foi o leite, agora o cigarro), ou seja... Foda-se amanhã é feriado, podemos dormir até de noite (eu vou pelo menos) e o Natal só vem provar que quando queremos a raça humana pode ser boa. Porque não somos o ano todo cheios desta felicidade, alegria e espírito de sacríficio?
BOM NATAL PESSOAL!!!!!
Uma vez certo presidente americano disse: "Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês, mas perguntem o que vocês podem fazer pelo vosso pais."
É obvio que isto foi escrito por outra pessoa, porque metade do que aqui está são pedidos se me permitem a expressão "de merda".
Portugal tem burocracia a mais, Portugal funciona como um triste estado de amigos e amizades (partidos a parte porque a merda é toda a mesma) e Portugal só cresce com os Portugueses, não com o estado, e quanto mais se coloca a sombra da protecção estatal, mais este pais se enterra.
1º É impossível um bom sistema de ensino, quando em casa do aluno não existe acompanhamento. O ensino deveria servir para motivar a busca da cultura e não para a dar, porque assim seria cultura de "pacote". O civismo aprende-se fora da escola, e o emprego só é preciso vontade.
2º Em relação a saúde concordo mas... a menos de 20 KM???? Sejamos realistas, em vez de cruzar os braços e sonhar com utopias criemos antes as condições para concretizar as utopias com humildade.
3º As estradas e vias de acesso são uma miséria concordo.
4º Eu já me contentava com tribunais que decidam, mas isto já vem da questão burocrática e das amizades.
5º Os impostos é o mesmo de sempre... burocracia e amizades.
6º Eu sou adepto dos modelos dos paises desenvolvidos de privatização das reformas.
7º Não os destruam.
8º A polícia é eficiente. (eficaz pelo menos)
9º Em muitos casos, bem conservados e aberto ao público, podem não ser concordantes.
10º Poderíamos ter cultura (cinema, musica, arte) se houvesse publico. A Arte e a cultura TÊM que viver do publico. NUNCA DO ESTADO!!!!
11º A esmagadora maioria dos estados de miséria e fome, são resultado de erros pessoais. Não se deve dar peixe, deve-se ensinar a pescar.
Em suma: O estado não é responsável pela nossa vida. O estado não tem que cuidar de nós. O estado não deve andar connosco ao colo. Se queremos algo que o façamos. O estado só deve servir de mediador, nunca de interveniente.


Foi no dia 3 de Julho. Numa noite como tantas outras perdido nos meandros na net, que vi um site sobre algo que nunca tinha ouvido falar: Weblogs, vulgo Blogs. Li por alto o que eram e achei piada ao conceito, pensei para mim que tinha piada ter um e mandei um mail para o site que os alojava. Pensei que assim poderia ter um espaço para colocar textos e poemas meus, pensamentos diversos, montes de coisas sem nada que as interliga-se, consoante aquilo que desejaria, consoante o que escreveria, iria publicando num site só meu. Pensei no nome que lhe deveria colocar e achei que talvez delírios, porque isso me daria mais liberdade e se alguém viesse visitar o site (que nunca pensei que viesse, porque isto me parecia bastante “chunga”) ao menos não esperaria nada, eram apenas delírios, textos isolados sem nenhum nexo. Na altura fui o 33º blog a ser registado, hoje em dia 5 meses depois são 848. Achei a ideia interessante por dois motivos: porque não era preciso saber nada de informática (e eu era um zero a esquerda), e porque era algo tão underground, tão íntimo, tão… “merdoso” que ninguém sequer olharia, nem perderia tempo a ler os meus “delírios” era apenas algo para mim, para poder dizer que tinha um site, nem que fosse um site tão reles que até tinha um nome diferente: Blog (até o nome é estúpido).
Isto era de tal maneira merdoso, que confesso que nunca mais me lembrei do tal registo, escrevi a primeira entrada algo tão estúpido e parvo que nunca mais me lembrei da porcaria do site. Passadas duas ou três semanas, andava novamente perdido na net quando vejo algures um site a falar de blogs, achei piada a ideia (pelos motivos que já citei atrás) que pensei em fazer um. Foi quando me lembrei, que afinal eu já tinha um blog, fui ao mail desci o cursor a procura do tal mail a dizer que tinha registado o blog para ver o endereço e fui ver o meu blog. Tinha lá dois comentários a dizer se me ficava por ali e escrevi a segunda entrada. Um poema. Afinal era para isso que eu queria o blog. Falei no IRC com um amigo sobre isso, e ele achou piada a ideia e enviou também um mail para o tal servidor. A partir desse dia comecei a perder tempo com o blog numa “competição” pessoal com ele para ver quem tinha mais êxito. Confesso que desisti ao fim de duas semanas, quando reparei que ele já tinha quatro vezes mais visitas que eu, mas nessa altura já eu estava “viciado” e apesar de ter alguns períodos em que simplesmente me “esquecia” do blog (sendo o maior período de duas semanas) desde essa altura nunca mais deixei de ir quase todos os dias ao endereço ver se tinha comentários (quase nunca tenho, por isso façam o favor de começar a comentar mais). O blog serviu-me para muita coisa: para desabafar coisas inconfessáveis, para ter uma desculpa para escrever quando algo me atormentava (muitas dessas entradas foram apagadas) e também para aprender linguagem de programação. A custa de querer melhorar o aspecto do blog, e de querer ter mais espaço de manobra para os meus delírios comecei a pontualmente perder noites ou tardes na Internet a procura de tuturiais e páginas com pequenos “truques” de HTML. Não perdi muito tempo, tudo junto não deve rondar as 10 horas, o que acho que até é bastante bom para alguém que no inicio para colocar imagens tinha que por um ponto com um link (que esta no motor editorial) para a pagina com a imagem, afinal é só escrever img src=”link”.
Com a passagem do tempo fui conhecendo outros blogs, e comecei a ver que o meu apesar de no inicio ser bastante mais diversificado, tinha principalmente textos e imagens demasiado arty, depressivas, emocionais, ou segundo o que me dizia o Heartless (o tal amigo que registou o blog dele quando eu me lembrei do meu e me ultrapassou aos pontos) “demasiada qualidade para ser popular” por isso pensei em manter estes delírios arty, depressivos e emocionais e registar outros blogs para explanar a minha “complexidade”. Neste momento tenho 6 blogs (sim… eu exagero mesmo em tudo): um de imagens e arte (blogART ai nos links ao lado) em que neste momento uma amiga também coloca imagens apesar de ainda só ter postado três; um que no início era para ser sobre gore, mas depois resolvi dedicar a poesia (Morte também nos links); um sobre música que resolvi colocar para poder falar sobre música que é a minha arte favorita (Musicalidades também nos links); outro que é o mais recente também sobre musica, que fundei a meias com o Heartless, porque ele negou-se a escrever no Musicalidades por causa dos links para os meus ftp’s e por isso fizemos um os dois (Templo da Música também nos links); e outro de humor, para poder deitar cá para fora a minha parte cómica (que podem não perceber, mas toda a gente que me conhece diz que é a minha principal característica) mas esse… não digo qual é lol.
Este continua a ser o meu blog, todos os outros são apenas delírios paralelos, e cada vez mais me deixo embrenhar neste mundo. A principal razão? O facto de num fim-de-semana em que nem sai de casa, por me encontrar talvez num período de neura (já nem sei se foi neura ou não, mas também não importa) ter gasto todo o fim-de-semana com o blog, tendo colocado ao todo nesses dois dias perto de 30 entradas. A partir desse fim-de-semana o blog deu um “salto” e nunca mais desci das 100 visitas diárias. Confesso que isso me deu um novo fôlego, e comecei a receber mais feedback das pessoas, e o facto de neste momento estar na lista do weblog.com.pt em 35º lugar dos mais visitados do mês, e de a umas semanas ter entrado no top 10 dos melhores blogs nacionais (bem sei que a votação até é bastante subjectiva, e já nem sequer estou no top) me deu animo, me fez sentir um estranho orgulho e até me fez sentir melhor comigo mesmo… até me deu uma ideia peregrina, que a seu tempo a divulgarei. Isto tudo para dizer o quê? (e no Word em que estou a escrever, já vou em 5 páginas) para vos agradecer o facto de perderem o vosso tempo com o meu humilde blog, pelas palavras de apoio e de compreensão que deixam ora nos comentários, ora enviando-me um mail, ora através do IRC ou do MSN (principalmente este ultimo, apesar de já ter descoberto “fãs” no IRC, o que também é uma excelente sensação lol) e também para dizer uma palavra de pedidos de desculpa. Já reparei que muitas vezes as pessoas se preocupam comigo, o que muito agradeço, mas todo o negativismo que aqui coloco, toda a depressão que aqui se adivinha, todo o desejo de Morte (que muitas vezes nem o é, apenas sou mal compreendido) apesar de ser fruto de mim, apesar de ser muito real (nem que seja em delírio, visto que a maioria das entradas são escritas de rompante), também é verdade que não sou Eu, ou seja, eu não sou apenas o blog, o blog é apenas uma “expiação” de fantasmas através de algo que tenta ser artístico (seja isso o que for), eu sou muito mais complexo que o blog, eu sou o delírios, o Musicalidades, o Templo, o Morte… e muito mais coisas que nem lugar têm, sentado neste canto da minha casa enquanto ouço uma musica, enquanto faço algo mais produtivo (penso eu) do que ver televisão porque não tenho nada mais para fazer. Por isso peço desculpas a todos que se sintam enganados em relação à pessoa que provavelmente adivinham por detrás do blog, mas na realidade isto é apenas um delírio meu... real, mas não deixa de ser um delírio.
E amanha ou depois falarei dos blogs que leio, dos blogs que acompanho (ultimamente menos confesso, a única excepção é mesmo o Scarlet’s Chamber que penso ser neste momento o melhor que conheço). Por isso até lá… ainda colocarei mais umas entradas artys I think :)
Obrigado.
Aqui está a minha resenha do que fiz nas ultimas 100 entradas. Já vão em 200!!!!!!!!!!!!!
Estas são as minhas favoritas. Basta clicarem com o botão direito do rato por cima do link e salvar o ficheiro ou simplesmente ve-lo. Simples e rápido :)
Ao fim de duas horas (com o jantar pelo meio) alguns atrofios com o FrontPage (sim... sou básico) que me fizeram ter que recorrer ao NotePad (antes do blog nem sabia que era o principal editor de webdesign) e o ainda ter descoberto uma página muito fixe (só vi a secção divertidas). eis que vos posso aconselhar o visionamento da secçao categorias aí mesmo ao lado no Main Index. Ainda tenho que actualizar umas coisas, adicionar outras, destressar do stress da minha ligação ultra lenta (netcabo é uma merda mesmo), fumar um cigarro, enfim... Não está completo mas já que tive o trabalho bem que podem perder um tempinho certo? Certo!!! :P
Ainda tem pouca coisa mas... já dá para ver qualquer coisita, por isso podem perder ai um tempinho :) (eu posso continuar a repetir-me ad eternum mas acho que já perceberam a ideia não já?)
Pois acabei de me lembrar de uma nova série de imagens a colocar. A partir de hoje e até ao fim da semana vou passar a colocar imagens sob o tema: Choque.
A ideia é usar imagens cuja hipocrisia, medo,, ignorância (cada uma ou todas juntas) da sociedade no geral reprovem. Ainda não sei o que colocar, ainda não escolhi as imagens mas tenho aqui no meu PC montes de fotos que poderão entrar nesse domínio. Por isso... Quem for sensível, não venha ver o blog durante os próximos dias. Se alguem tiver uma imagem que ache que cabe neste tema é favor enviar para o meu mail insolitudewecry@sapo.pt. Afinal apesar de ser eu a postar, este blog não deixa de ser para todos vós (e cada vez são mais o que me surpreende) que perdem o vosso tempo aqui. desde já agredeço a colaboração :)
(e o que acham de umas palavras a acompanhar as imagens? Tambem podem enviar textos com as imagens e caso eu coloque imagens mandem textos tambem para as imagens, mesmo que tenham texto, nesta série vou pedir a vossa colaboração, participem se faz favor :P)
E assim terminei a minha postagem de 7 imagens de Anjos. Já aqui falei tanto de anjos que achei por bem colocar aqui algumas imagens. Como não sabia muito bem quais colocar, acabei por escolher um pouco ao calha as imagens a colocar, não possuem nada em comum com a excepção de serem anjos. Isto e mais as imagens que vou colocando amiúde já da para sacarem para voces algumas imagens que na minha modesta opinião sao bastante bonitas :)
Sim... Confesso que me fascinam bastante os anjos :P
(E já é tempo de ver o "Cidade Dos Anjos" há meses que tenho vindo a adiar isso na esperança de o ver ao lado daquela pessoa especial, agora que já não é especial, mesmo assim sinto-me na obrigação de o ver visto que tão bem me falou dele lol)
Conta a história que a cidade de Tavira (a antiga Tabilla dos árabes) foi conquistada três vezes pelas forças cristãs. A primeira em 1189 por Sancho I; a segunda em 1239 por D. Sancho II e a terceira em 1242 por D. Payo Peres Correia. O presente auto refere-se a essa ocupação, narrada por um velho mouro a seu neto, já no Norte de África, passados muitos anos após a conquista cristã.
Personagens:
Avô: Ali Yussef – 80 anos
Neto: Ibn Said – 10 anos
(Sobre o terraço de uma casa, ambos contemplam o mar)
Neto - Ó avô, até onde chega o mar?
Avô – (Sorrindo brandamente) O mar, meu querido Ibn Said, não tem limites. Vai longe, longe, longe; depois junta-se ao céu e caminha até às estrelas.
Neto – (Supreendido) E não se derrama?...
Avô – Derrama-se, sim, em forma de chuva.
Neto – Mas a chuva é doce e o mar é salgado.
Avô – (Acenando com a cabeça) Podemos agradecer a Alá cuja sabedoria é infinita.
Neto – Mas dizem que há outro Deus com sabedoria igual.
Avô – Sim, dizem. É o Deus dos cristãos, Pai dum pregador chamado Jesus.
Neto – (Pensativo) E Alá é Pai de Maomet! (com curiosidade) Ó avô, então o mundo tem dois deuses?...
Avô – (Sorrindo) Até mais, meu querido.
Neto – (Abrindo muito os olhos) Que me dizes?...
Avô – A verdade. Existem mais Deuses.
Neto – (Incrédulo) Mais?...
Avô – Exactamente: os nórdicos têm Odin e os chineses têm Confucio. Cada um dá-lhe o nome que quer. Mas ao fim e ao cabo tudo se resume ao mesmo espírito.
Neto – Então porque guerreiam?
Avô – Porque outros interesses mais altos se levantam. Os desejos do poder, da conquista e da ganância.
Neto – Estiveste em alguma guerra?
Avô – (Acenando afirmativamente) Estive, sim, quando os cristãos conquistaram a Al-Garb.
Neto – Onde ficava o Al-Garb?
Avô – No extremo sul de uma grande província chamada Al Fagar, que se estendia até à Andalucia e que tinha como capital a maravilhosa cidade de Chelb (Silves).
Neto – (Interessado, puxando pelo albornoz de Ali Yussef) Conta, conta.
Avô – Oh!, foi há tantos anos que a minha memória já custa a recordar. Vivia eu então em Tabilla (Tavira) e era casado com a tua avó Zinaida.
Neto – A avó que morreu?...
Avô – (Com os olhos húmidos de lágrimas) Sim...a avó que morreu! Ai, Ibn Said, como ela era linda nesse tempo. Tinha uns olhos negros, grandes como amêndoas e o ser corpo harmonioso cheirava a alfazema. Quando falava, a sua voz assemelhava-se ao arrulhar de uma pomba e a sua boca era doce como tâmaras do planalto do Atlas. (sacudindo a cabeça) Mas para quê recordar uma época tão distante
Neto – (Tornando a puxar pelo albornoz) Conta avô, conta. Como foi a guerra?
Avô – A guerra, meu filho, foi dura e cruel. A norte de Al Fagar havia um reino denominado Portus Cale, cujo rei era Sancho I, filho de Afonso Henriques.
Neto – Esse Afonso Henriques foi o que nos tirou Lisboa? Disse-me o meu mestre...
Avô – Foi ele, efectivamente, com a ajuda dos Cruzados.
Neto – Também já ouvi falar dos Cruzados. Como eram eles?
Avô – (Com um estranho brilho nos olhos) Oh, eram homens rudes e ferozes, que atacavam sem dó nem piedade. Vestiam cotas de malha de aço e por cima tinham vestidos bibes brancos com uma grande cruz vermelha.
Neto – Então também eram cristãos?...
Avô – Pelo menos assim se proclamavam, fazendo expedições à Terra Santa por determinação dos Papas.
Neto – (Enrugando a testa) Quem eram os papas?
Avô – Os Papas são os Senhos da Igreja Católica. Vivem em Roma, em palácios sumptuosos e empurram outros para essas empresas a que chamam Guerra Santa.
Neto – Como pode haver uma Guerra Santa?...
Avô – Claro que não pode, mas os homens assim o querem, invocando os nomes de Cristo e Maomet. (Fitando a linha do horizonte) Nessa altura vivia eu em Tabilla, pequena cidade do lindo Al Garb onde nasci. Era uma terra erguida sobre colinas e encimada sobre um castelo altaneiro, que dominava toda a paisagem. A seus pés o Rio Cékua, vindo lá das montanhas sagradas, desaguava no Oceano Atlântico; e circundando o olhar viam-se maravilhosos pomares de frutas saborosas e perfumadas.
Neto – Devia ser bela a cidade de Tabilla!...
Avô – Oh, sim! Era uma urbe onde toda a gente se conhecia e estimava, terra de poetas e pensadores, como Chelb. O povo vivia sereno e feliz até que um dia...
Neto – Continua, avô, continua...
Avô – (Cerrando os punhos de indignação) Até que um dia perdemos a nossa cultura e liberdade. Em certa manhã do ano 1189 da Era Cristã, vimos com espanto e terror uma enorme armada a subir pelo rio enquanto que pelo lado da terra, um imenso exército vinha marchando sobre a nossa vetusta cidade.
Neto – (Encolhendo-se) Que medo.
Avô – Sim, muitos tiveram medo. No entanto, os mais afoitos gritavam de indignação, ao saber que aqueles guerreiros iriam saquear Tabilla.
Neto – Saquear?...
Avô – De certo, meu querido Ibn Said. Tal como já o haviam feito em Chakrach (Sagres), Zawala (Lagos), Albur (Alvor), Chelb (Silves), Porcimunt (Portimão), Albuera (Albufeira) e Pharum (Faro), agora apresentava-se-lhes Tabilla com as suas propriedades e riquezas. O Rei dos Lusitanos, Sancho I, querendo terminar a obra do seu pai, resolvera levar de vencida todos os maometanos existentes no país; e daí ter pedido a colaboração dos Cruzados, cuja armada se encontrava no Tejo, pronta a partir para o Mediterrâneo.
Neto – Nesse caso os Cruzados não eram portugueses.
Avô – Não. Eram bretões, normandos e flamengos, que com a capa da Cruz de Cristo cometiam as maiores atrocidades. Para evitar que isso acontecesse, o nosso chefe Albaíno, primo do Kadí de Chelb rendeu-se, tendo Sancho I tomado conta da cidade. Foi a primeira vez que Tabilla deixou de ser árabe.
Neto – Então foi mais vezes?...
Avô – (Surpreendido) Exactamente. Ainda mais duas. (pausa). Este foi o primeiro dia sem Alá!... Felizmente que a ocupação durou pouco tempo, porque o nosso determinado Yacub-al-Mansur ao saber do acontecimento, partiu do Norte de África com um poderoso exército e reconquistou todas as terras do Al Fagar que estavam sob o domínio cristão.
Neto – (Batendo palmas) Ah, valente filho de Mafoma!
Avô – Podes dize-lo, porque foi de facto um guerreiro extraordinário. (respirando fundo) Os anos foram passando e em 1239 mais uma vez o Al Garb foi invadido pelos infiéis.
Neto – Não desistiam?...
Avô – Nunca desistiam. Esta região era como um espinho que se lhes tivesse atravessado na garganta. Desta vez, o exército era comandado por Sancho II, neto do primeiro rei que havia tomado Tabilla. Tinha vindo por aí a baixo, rente ao rio Guadiana e conquistando todas as praças fortes, como Elba (Elvas), Jerumenha (Jerumenha), Serpius (Serpa), Mirtilis (Mértola), Cacilla (Cacela) e por último Tabilla. Foi o segundo dia sem Alá...
Neto – E tu, avô, que fazias?
Avô – (Sorrindo tristemente) Assistia a todos estes dramas com o coração apertado. Mas de que me servia rebelar? Ao menor indício de rebelião, os cristãos cortavam-nos a cabeça.
Neto – (Malicioso) E sempre era melhor conservá-la!...
Avô – Tens razão. Por conseguinte suportávamos o seu domínio com resignação; quem não estivesse satisfeito podia abandonar o país.
Neto – E quem governava a cidade nessa altura?
Avô – (Com um gesto nervoso) Não me faças lembrar. Era um homem terrível, um guerreiro fabuloso que media seis pés de altura e cuja fama já havia ultrapassado as fronteiras do Guadiana. Chamava-se Payo Peres Correia, era Mestre da Ordem de Santiago e o rei tinha por ele uma admiração sem limites.
Neto – (Abrindo a boca de admiração) Pelas barbas do Profeta! Seis pés de altura? Era um gigante...
Avô – (Concordando com um aceno de cabeça) De facto, assim era. E ainda por cima tinha sob o seu comando um grupo de cavaleiros que lhe obedecia cegamente. Constava até que ele tinha poderes sobrenaturais, ao ponto de o povo o adorar e temer. (Pausa) Pois foi Payo Peres Correia o causador do terceiro dia sem Alá!...
Neto – (Cheiro de curiosidade) Como foi, avô?
Avô – (Tornando-se muito sério) Nunca mais poderei esquecer esse dia da Era de Cristo: 11 de Junho de 1242. A história conta que sete cavaleiros da Ordem de Santiago foram mortos à traição, mas é mentira. Somente um o foi; e mesmo assim não à traição, mas sim em legítima defesa.
Neto – Numa luta leal?
Avô – Sim, numa luta leal. (contando com a voz muito emocionada) O cavaleiro em questão, já há muito que perseguia uma linda moura que vivia em Tabilla, para fins amorosos. Mas ela era casada e respeitava o seu senhor; e sempre repudiou as arremetidas do cristão. Até que um dia, este, louco de desejo, penetrou na casa da bela mourisca e tentou subjuga-la. Nesse momento, porém, apareceu o marido e travou-se uma luta de morte, vindo a lume o anseio de vingança, da liberdade e da justiça. O infiel foi vencido e o mouro agarrando na mulher correu até à praia. Chegados lá, tomaram lugar num barco e fizeram-se ao mar, rumo a Marrocos. Ele era pescador e sabia guiar-se pelo sol e pelas estrelas. E assim chegaram aqui nunca mais voltaram a Tabilla.
Neto – E que aconteceu a Payo Peres Correia?
Avô – (Estremecendo). Oh!... Segundo consta, e ao tomar conhecimento da morte do guerreiro, pôs a cidade a ferro e fogo. Aliás, os cristãos aproveitavam o mais leve subterfúgio para atacar os muçulmanos; e desta feita o Mestre da Ordem de Santiago não se fez rogado, destruindo tudo à sua passagem. Ainda hoje esse dia é lembrado com tristeza e repúdio por todo o povo árabe.
Neto – (Intrigado) Mas...diz-me, avô: como se chamava esse mouro que teve a coragem de se opor ao cavaleiro da Cruz de Cristo?
Avô – (Chorando) Esse, que foi culpado pelo banho de sangue? Esse, que por amor à sua mulher, pelo desejo de vingança, pela ânsia de liberdade, matou o invasor?... Esse, que...
Neto – (Abraçando-o comovido) Não digas mais, avô. Já adivinhei tudo!...
Penso que nunca ninguém o fez, mas eu vou faze-lo. Escrever uma entrada em resposta a um comentário, porque acho que isso o merece. O comentário encontra-se na entrada Anjo 1 “Fallen” (esta é a primeira entrada duma série de sete que pretendo colocar até Domingo, não meto já tudo porque senão o Main do blog ficaria demasiado “temático”) e é feito pelo vic.
Realmente gostei de ler o seu comentário, demonstra sensibilidade, inteligência e sucintividade num tema tão complexo como este. A cultura ”dark” na juventude.
Na minha opinião (e eu já não sou tão jovem quanto isso visto já ter a vetusta idade de 24 anos), não encaro este culto da Morte, do Loucos Horrendus, do suicídio, da depressão (e a tão famosa expressão “curtir a depressão”), dos ambientes macabros (gore), escuros, deprimentes, como algo de negativo. Não é o fascínio por esta temática que leva à depressão, mas sim o contrario. Estas temáticas são suprimidas do main stream, e por isso não acessíveis a todos, possuem mesmo algo de pérfido, péssima fama, incompreensão da parte de quem não conhece, portanto, quem se deixa embrenhar pelos sons, pela imagem, pela lírica, pelo mundo fantástico que existe por debaixo da má fama e da carapaça de incompreensão e exclusão, são pessoas já com os sentimentos descritos, pré-construidos, nem que seja em esboço, e que se deixam cativar porque se identificam com eles. Eu não deixo esta temática tomar conta de mim, ela não me leva a abismo nenhum, o abismo se existir já foi previamente construído por mim. Não acredito que alguém se deixe cair através dos sons e da lírica, para tal acontecer teria que ser alguém fraco, sem a mínima capacidade intelectual ou discernimento para distinguir Arte de Realidade. E mesmo que existam indivíduos assim, toda a gente sabe que Depressão pode (e é) sinonimo de Inteligência, logo algo incongruente, impossível de acontecer.
Esta temática fascina-me realmente, porque me identifico com ela, e porque admiro o seu lado técnico no que respeita a Arte. Penso que toda a gente que perceba um pouco de questões técnicas no que concerne quer a Musica, quer a Escrita, quer a Arte Visual no seu geral, concorda quando digo que todos (ou a esmagadora maioria) destes Artistas são bons, e possuem um controlo da técnica muito acima da banalidade do main stream.
Mas… (e existe sempre um mas...) não sou fanático, não sou obsessivo, não me deixo controlar, e sei ser eclético. Não ando vestido de negro sempre, não ouço Metal sempre (alias o meu estilo favorito até é blues), não sou uma pessoa depressiva all the time. Quem me conhece pessoalmente, sabe que ate sou cómico (mesmo que exagerado muitas vezes, mesmo que muitas vezes seja para esconder uma magoa), que encaro a vida com muita esperança (mesmo que muitas vezes diga que não vale a pena), e que sei que a Felicidade me espera.
A cultura “dark” mais não é que um reflexo das questões intrinsecamente ligadas a adolescência. Este é um período demasiado cruel, demasiado complicado de viver e quem já o passou, quem, ou esta a passar ou quem como eu ainda tem as marcas desse período, sabe que a desilusão, o fracasso, a raiva, o desespero fazem parte. E penso que este mundo consegue recriar na perfeição esse estado de alma. Não com realidade, não com transcrições literárias de abismos. Mas com uma forma poética, lírica, e complexa sobre esse estado de alma. Não é qualquer um que percebe este mundo. É preciso inteligência para saber separar as águas, compreender que este ambiente, as letras macabras, os abismos descritos são apenas imagens artísticas criadas para transpor para um mundo fantástico a verdadeira essência da alma conturbada. E não são transcrições literais de desejos ou objectivos. Por isso é que este mundo continua inserido num gueto, porque infelizmente a esmagadora maioria das pessoas não possui essa capacidade intelectual para subentender questões intrínsecas por detrás do estilo agressivo e extremo (intenso) da criação.
Mas sim… por vezes certos indivíduos doentes (e a doença e sempre anterior) sentindo-se fascinados por este mundo, quando descarregam a sua demência em inocentes (ou culpados… não sabemos) é normal que se interligue os dois universos. Isso é uma atitude retrógrada, imbecil e demencial. E muito sinceramente já estou farto que as mulheres da fábrica onde trabalho me digam para ter cuidado porque o Cajó matou os pais por causa de pertencer a uma banda de death-metal.
(Nota: Eu nem sou muito adepto do death-metal, grindcore e afins… tirando algumas excepções sou muito mais cativado pelo doom, pelo gothic, algum black, e o tradicional heavy que tem muito do meu tão amado blues. Os meus abismos são muito mais de solidão, de apatia, de contemplação do que propriamente de raiva… Quando a sinto descarrego logo na vitima com impropérios para não ficar com nada a remoer-me lol)
Bem sei que existe a possibilidade de dividir o blog por categorias, mas... Preferi começar a fazer isso calmamente e pausadamente por mim mesmo, por isso a partir de hoje esta no Main Index o link para a página de apoio a este blog (ou seja onde alojo algumas fotos) mas de modo a que voces possam apenas aceder a uma pagina com os links para as letras de musicas alojadas aqui no blog. Ou seja, entrando nesa página podem ver quais são as letras que aqui meti, e apenas com um clique podem ir directamente para a entrada correspondente :) Simples e rápido...
(Dentro em breve começo a inserir novas categorias, ainda nao sei bem quais, mas isso agora não interessa nada certo? Certo!)
Bem...
Seguindo as pisadas do Heartless, resolvi plagiar o moço e criar um canal de IRC para o blog.
Eu sei... Eu sei... Não sou original mas que querem? Se ele pode criar o blog para me copiar posso fazer o mesmo né? :P lol
Pois bem... Todos os fãs (que bem que fica dizer esta palavra lol) podem a partir de hoje perder um tempito e entrar no #Delírios da PTnet. (Basta clicar no link que entram imediatamente, eu cada vez me surpreendo mais com este mundo informático lol)
É toda a gente bem vinda :) Se eu não estiver lá... Deixem-se ficar à mesma... Eventualmente entrarei (já meti para me auto-conectar automaticamente senão nunca mais me lembro do canal, e tendo o ´ no nome dá mt trabalho para escrever lol). Vou tambem inserir o canal no Main Index para não cair no esquecimento.
Bem... Espero-vos lá :)

The Best Of Pantera: Far Beyond The Great Southern, Cowboy's Vulgar Hits (2003)
1. Cowboys From Hell
2. Cemetery Gates
3. Mouth For War
4. Walk
5. This Love
6. I'm Broken
7. Becoming
8. 5 Minutes Alone
9. Planet Caravan
10. Drag The Waters
11. Where You Come From (Live)
12. Cat Scratch Fever
13. Revolution Is My Name
14. I'll Cast A Shadow
15. Goddamn Electric
16. Hole In The Sky
Este é o alinhamento do ultimo registo dos PanterA. O famigerado best of... O titulo (eu meti uma virgula no meio, no site que vi isto não tinha mas acho que faz mais sentido assim) é no minimo interessante visto que retrata todos os discos de PanterA... Todos? Não, não são todos. Faltam aqui menções a cinco discos de PanterA: os três primeiros, considerados pela própria banda como registos menores, ou segundo as suas próprias palavras "as demos que nunca fizemos". E porque não fizeram essas demos? Porque desde cedo que esta banda deu nas vistas. O seu guitarrista de sempre Dimebag Darrel, cedo se notabilizou na arte de tocar guitarra, e chegou mesmo a ser convidado por Dave Mustaine para integrar os Megadeth, mas o músico tinha planos próprios e depressa rejeitou esse convite. O disco ao vivo (por razões óbvias visto que ele mesmo já é um apanhado do que tinham feito até então) e o último... Acho que para todos os fãs este último disco foi uma desilusão, prenuncio do que viria a seguir... O Fim.

No início, o seu som era demasiado glam, influenciados pelos Kiss, e absorvendo o som tradicional do Texas, o seu som era pesado mas nada comparado com o que se seguiria... Quando Phil Anselmo se juntou a banda, e mostrou aos seus companheiros discos de Slayer e de Black Sabbath a história nasceu ai mesmo. Pegando nessas influências, juntando o blues que eles, jovens sulistas, tinham nas veias, e dando a pitada de excelentes mestres na arte de fazer música (na minha opinião encontra-se aqui a melhor banda de sempre do ponto de vista técnico) e com a raiva lírica e cénica de Phil que só ele consegue colocar na voz. O seu "primeiro" disco foi uma pedrada no charco, cheio de hits e mostrando que a raiva, a agressividade do novo metal que se impunha, poderia ser melódica, bela, lírica, sem nunca perder (mesmo que fossem calmos em alguns momentos) a força e o poder que fazem dos PanterA uma das maiores bandas de metal de sempre (na minha modesta opinião a melhor de sempre em qualquer estilo, apenas ultrupassados pelos Nirvana).

Se este alinhamento é um bom exemplo da carreira desta banda magistral? Sim e não... Sim porque estão aqui alguns hinos que fizeram as delícias de muita gente: Cemetary Gates (uma das melhores músicas desta banda, com um riff rock hipnotizante, que nos leva numa viagem pela mente de Phil, torturada pela perda de alguém); This Love (para muitos a melhor música deles, novamente um riff calmo a descambar para um refrão cheio de poder e testosterona); Planet Caravan (uma versão dos Black Sabbath simplesmente magistral)...
Mas...(e há sempre um mas...)

Onde estão os verdadeiros hinos?
Onde está a Hollow? Uma música lindíssima sobre uma criança que vê morrer o seu melhor amigo. A Suicide Note Pt#1 uma música blues sobre o suícidio que faz desaguar rios de lágrimas ouvindo a voz dorida de Phil apenas acompanhado pela guitarra, um teclado para dar ambiente (apenas faz um ruído mudo) e um bombo compassado. Onde está a 10's, um riff "tempestuoso" e psicadélico que descamba no (para mim) melhor solo da história da música. Onde está a Fucking Hostile, punk agressivo (ultra agressivo) do melhor que já se fez no mundo. Onde está a Primal Concrete Sledge, que é para mim a melhor música "a dar" que já foi feita alguma vez? A prova cabal que uma música rápida, violenta, básica (Fá# apenas nos versos, um acorde lol) pode ser melódica e ritmada ao extremo. Onde está a Floods...

Foda-se...
Onde estão as músicas que me fazem adorar PanterA????
Limitam-se a meter aqui dois hinos, para quem não conheçe se habituar ao pior deles e adorar (vai ser tão fácil adorar) para quando forem comprar os discos a sério o culto crescer ao verem que há muito melhor e poderem voltar em grande estilo?
Ok..
Excelente táctica :P
(eu quero um bilhete para a tour de regresso... e ai deles se não vêm a Portugal...)
(enquanto isso vou ouvindo os meus cd's religiosamente guardados, e não vou comprar este)
(Que se foda a auto-analise... vejam o Apocalipse, o 15 de abril 2003, a almas doridas, O Fogo, Suicídio, e o Neste dia sinto-me um pouco mais apático (penso que é a morte a perseguir-me). São os meus favoritos e não tenho paciencia para escrever...)
O meu blog é um refúgio para os meus delírios. Como tal, tudo aquilo que eu queira, tem aqui lugar. Bem sei que o blog apenas possui (ou pelo menos na esmagadora maioria) entradas um pouco para o depressivas (embora muitas delas encerrem algo de esperança que nem toda a gente entende).
Talvez por isso estranhem o mais recente link que inseri...
O link refere-se ao blog que outrora (pelos vistos já não) foi o mais visto em Portugal. O Meu Pipi pelo "famoso" blasfemador Pipi. Eu já tinha ouvido falar do blog, mas confesso que um blog sobre fodas, caralhos, conas, a poesia da foda, o mau gosto tranformado em poesia e sei lá que mais que se diz sobre o blog nunca me seduziu o suficiente para o ir ver, nem que seja como mera curiosidade. Pois há uns dias eu cedi... Fui visitar o refúgio de tão famoso bloguista. E confesso que perdi alguns (largos) minutos no visionamento da sua página. E sinceramente achei genial. De um humor súbtil (parece impossivel mas não é), de uma graça raiando o sublime, de uma pureza e quase ingenuidade viciante. Aconselho a todos uma entrada do dia 14 de Outubro, sobre a perda de virgindade de um ansiã de 72 anos. Eu achei divinal os pormenores, a forma como ele nos enleva nesta pequena história sobre a foda que deveria estar colocado no Museu de História Natural. Aconselho a todos a perderem um pouco do seu tempo com o visionamento deste blog no mínimo "viciante"...
E está provado que o humor em Portugal está de saúde!
Pois bem…
Resolvi imitar os meus colegas blogueiros. Vou também inserir para alem das musicas, algo a referir livros e filmes aconselháveis (mas confesso que cinema não é o meu forte e ler já não leio há um tempo, e nem de perto nem de longe estou a par do que se passa na actualidade) de qualquer dos modos ainda não sei como o fazer mas… Acho que vou inserir um filme e um livro semanalmente, talvez até mesmo inserir uma entrada com um breve resumo e opinião pessoal sobre a obra em questão. Acho que sexta-feira até é um bom dia para isso… têm o fim-de-semana para se instruírem um pouco mais. hehehe
Pois contem a partir de hoje com uma recomendação audiovisual e literária semanal.


Na noite brilhante, a Morte sorriu com a sua face negra. No vulto de uma mulher, o meu desejo cresceu enlouquecido, prometendo Loucura na face sorridente de tua Lágrima.
Olha-me nos olhos!
Sorri para mim e mostra-me que és forte, destrói os meus sonhos com o leve planar do teu cabelo. Com a frieza do teu toque quente…
Desejei-te… Agora perco-me em ti, ó Morte!
Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti
Morro Morro No altar de ti
(Mão Morta - Cão Da Morte)
Pois acabei por fazer aqui uma singela alteração no aspecto...
Agradeçia que metessem montes de comentários sobre o k axham... obrigado desde já
(hum... e a busca pelos comentarios continua?) lol
E apenas um pedido estupido, mas poderiam fazer uns comentários de vez em quando para ter uma ideia do que escrevo para aqui.
podem fazer comentários anonimos, por isso podem dizer todo o mal que desejam, porque as poucas criticas que tenho são sempre parciais porque é apenas de amigos...
Toca a falar mal (e algum bem também já agora) para ter uma ideia da merda que escrevo aqui. :)
obrigado desde já
[01:25:47] <@ICED-HEART_> blues é musica negra
[01:26:03] <@ICED-HEART_> musica feita pelos escravos
[01:26:11] <@ICED-HEART_> negros na america
[01:26:28] <@ICED-HEART_> e a partir de finais do sec 19 inicios de 20
[01:26:43] <@ICED-HEART_> dividiram-se em 2 grandes ramos
[01:26:49] <@ICED-HEART_> o do delta do mississipi
[01:26:56] <@ICED-HEART_> e o de new orleans
[01:27:05] <@ICED-HEART_> o do delta era mais rural
[01:27:10] <@ICED-HEART_> mais basico
[01:27:12] <@ICED-HEART_> mais simples
[01:27:36] <@ICED-HEART_> (mississipi jonh hurt é um exemplo, mas o supra sumo é o robert jonhson)
[01:27:47] <@ICED-HEART_> mt semelhante a folk
[01:27:57] <@ICED-HEART_> pq é td tocado apenas com guitarra acustica
[01:28:13] <@ICED-HEART_> e voz e guitarr apenas
[01:28:18] <@ICED-HEART_> por vezes harmonica
[01:28:33] <@ICED-HEART_> dp existe a facçao new orleans
[01:28:40] <@ICED-HEART_> citadino
[01:28:47] <@ICED-HEART_> com amis instrumentos
[01:28:52] <@ICED-HEART_> portuario
[01:29:03] <@ICED-HEART_> mais "fumarento"
[01:29:12] <@ICED-HEART_> de bares
[01:29:21] <@ICED-HEART_> mais trabalhado
[01:29:35] <@ICED-HEART_> (deu a partir de certo ponto lugar ao jazz)
[01:30:00] <@ICED-HEART_> e a certo ponto deu tb ao apareçimento de uma coisa mt interessante
[01:30:09] <@ICED-HEART_> guitarra electrica
[01:30:36] <@ICED-HEART_> na altura foi popularizado isso com o albert king
[01:31:20] <@ICED-HEART_> k acabou por soar mt amis ritmado
[01:31:25] <@ICED-HEART_> quente
[01:31:27] <@ICED-HEART_> seco
[01:31:34] <@ICED-HEART_> (mt doors e hendrix)
[01:31:44] <@ICED-HEART_> mas...
[01:31:51] <@ICED-HEART_> isto td no underground negro
[01:32:01] <@ICED-HEART_> esta musica apesar de intensa
[01:32:02] <@ICED-HEART_> bela...
[01:32:31] <@ICED-HEART_> a musica ainda tava mt no gueto de crimes
[01:32:33] <@ICED-HEART_> alcool
[01:32:37] <@ICED-HEART_> gente de ma fama
[01:32:42] <@ICED-HEART_> criminosos e isso assim
[01:33:05] <@ICED-HEART_> kem a "mostrou" ao mundo foi o elvis
[01:33:16] <@ICED-HEART_> numa versao branca e aceitavel
[01:33:25] <@ICED-HEART_> e kem finalmente pegou nisso
[01:33:39] <@ICED-HEART_> lhe juntou um pouco de melodia celta
[01:33:55] <@ICED-HEART_> e a tornou pop
[01:34:00] <@ICED-HEART_> foram os beatles
[01:34:11] <@ICED-HEART_> a partir dai td começou a florescer
[01:34:21] <@ICED-HEART_> e afastou-se um pouco do blues puro
[01:34:26] <@ICED-HEART_> mas...
[01:34:29] <@ICED-HEART_> ainda ha ai alguns
[01:34:41] <@ICED-HEART_> e ainda ha os revivalistas
[01:34:54] <@ICED-HEART_> e o blues como tal continuou a evoluir
[01:35:07] <@ICED-HEART_> mas ja longe do mainstream ao qual deu lugar
Bem… deixo-vos aqui pela primeira vez (e em principio a ultima) uma pequena música da minha autoria, gravada por mim em casa em apenas uma via, como ainda por cima a porcaria das homepages do sapo só dão para alojar 1,5 mega bytes de cada ficheiro tenho que converter a música a uma taxa de conversão de miséria. Ou seja… o som está uma porcaria… mas o que conta é a intenção certo? Ora ouçam lá.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
A violar uma puta,
Com sadismo no olhar
E um sorriso nos lábios.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
De falo na veia,
Tremendo de dor
Com a falta do produto.
Eu vi deus, eu vi Deus…
De pistola na boca,
Tentando fugir
De todo o desespero…
Eu vi Deus, eu vi Deus…
A olhar para o Sol,
Através duma grade
De ferro ferrugento.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
Numa mulher ensanguentada
Lambendo a sua vagina
Pela navalha dilacerada.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
A lamber uma pichota
Para comprar heroína
E injectar na veia podre
Eu vi Deus, eu vi Deus…
Convidar uma criança
A entrar no seu carro,
E a roubar-lhe a inocência.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
A dormir na rua fria,
A seu lado jazia
Uma garrafa vazia.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
A matar uma velha,
E a roubar-lhe a carteira
Pela mísera reforma.
Eu vi deus, eu vi Deus…
A olhar para o mar,
Com lágrimas amargas
De solidão no olhar.
Eu vi deus, eu vi Deus…
Escondido dos olhares
A vender drogas duras,
A abusar do sofrimento..
Eu vi Deus, eu vi Deus…
Pendurado numa arvore,
Oscilando ao sabor
Do vento indiferente.
Eu vi Deus, eu vi Deus…
E cuspi-lhe na cara.
Por ele nos fazer,
À sua imagem…
Sua fama é a do amante dominador, perigoso e sensual: Olhos que rasgam vestidos, dentes que deslizam pelo pescoço.
Lamia, Drácula, Nosferatu, Lestat: ressuscitado pelas gerações, o vampiro apavora, adere aos novos tempos e fascina. Para muitos é demônio parasita. Para outros, o que conquistou imortalidade após a morte. É o ícone das chagas sem cura, da peste bubônica à Aids, e metáfora dos que drenam energia vital de seus parceiros. Quando todos o têm como morto, o vampirismo renasce das cinzas e testa seu poder sobre o imaginário popular.
Uma nova onda sanguessuga paira no ar. A Rocco acaba de lançar Lasher, de Anne Rice, e providencia a versão brasileira de Memnoch, The Devil. Quentin Tarantino revisita o vampirismo em uma de cinco recentes produções hollywoodianas com o tema. Oráculo, romance de Bram Stoker que em 97 comemora centenário, encabeçou a lista das melhores obras de entretenimento do século, divulgada em fevereiro pela Biblioteca de Nova York e o ator Christopher Lee acaba de lançar uma video-biografia. E Tod Browning, diretor de Oráculo (1931), com Bela Lugosi, é o grande homenageado do Festival de Cinema de San Sebastian, Espanha, entre 19 e 28 de setembro.
No final de 95, duas das pesquisas mais importantes já realizadas sobre o vampirismo foram editadas no Brasil. A Makron trouxe O Livro dos Vampiros – A Enciclopédia dos Mortos-Vivos, de Gordon Melton, um calhamaço de mil páginas em verbetes. E a Mercúrio lançou o clássico de Raymond McNally e Radu Florescu, Em Busca de Oráculo e Outros Vampiros, de 72, com descobertas históricas que influenciaram a ficção contemporânea, de Rice ao Francis Ford Coppola de Oráculo, de Bram Stocker (1992). Em Busca revê fontes de Stocker e a vida de Vlad Tepes, o Empalador (1430/77), príncipe romeno da Wallachia, que perpassava inimigos com estacas e bebia seu sangue.
Lendas datam da antiguidade grega e casos reais como o de Elizabeth Bathory (1560/ 1614), que mergulhava em sangue para manter a juventude, reforçaram o mito. Mas foi o reino da ficção que se apropriou do vampiro étnico das lendas e o aproximou do imaginário urbano.
A aventura literária do vampiro data do romantismo, cenário da individualidade burguesa e da exacerbação das emoções. Há quem leia no poema Die Braut von Korinth (1797), de Goethe, ou em Christabel (1798), de Colerigde, alusões a vampiros. Mas foi John Polidori (1795/ 1821), médico de Lord Byron, o marco da literatura vampiresca moderna. Polidori estava no grupo que em 1816 se hospedou na Villa Diodati, em Genebra, a convite de Byron, que desafiou todos a criarem histórias de fantasmas durante uma tempestade. Dali sairia Frankenstein, de Mary Shelley. A história de Byron falava de dois amigos que vão para a Grécia, onde um deles morre.Ao moribundo, o amigo jurou não revelar sua morte a ninguém. De volta à Inglaterra, ele o reencontra vivo.

Não o somos todos?
Pequenos estranhos perdidos num mundo alienigena...
deem-me antes a morte.
a maior incerteza de todas,
e a unica certeza que temos...
ofereçe-se recompensa a quem descubri-la
hehehehe
esperança num novo dia,
que tarda sempre em chegar.
comentário a um outro blog
[02:35:23]
[02:35:25]
[02:36:10]
[02:36:27]
[02:36:38]
[02:36:41]
[02:36:50]
[02:36:55]
[02:37:09]
[02:37:17]
[02:37:18]
[02:37:26]
[02:37:33]
[02:37:34]
[02:37:53]
[02:38:01]
[02:38:02]
[02:38:09]
[02:38:23]
[02:38:27]
[02:38:29]
[02:38:39]
[02:38:41]
[02:38:44]
[02:38:52]
[02:39:08]
[02:39:32]
[02:39:42]
[02:39:43]
[02:39:55]
[02:40:03]
[02:40:23]
[02:40:30]
[02:40:34]
[02:40:40]
[02:40:43]
[02:40:51]
[02:40:57]
[02:41:05]
[02:41:14]
[02:41:28]
nos dias que correm ja nao existem os miudos a quem os namorados davam uma moedita para ir a correr ter com a pessoa amada dar um recado. Nos filmes antigos ou pelo menos de época, esta personagem traquinas e simpatica era um must...
Hoje em dia isso ja nao existe, os putos foram substituidos pelos télélés, e o que fazer com o tempo livre que eles têm? Charros e cerveja comprado com o dinheiro que roubam aos papás. A culpa é dos telemoveis digo eu. Nos dias de hoje os adolescentes borbulhentos ficam com os olhos pregados nos visores dos bichos e já nao olham para os putos que os admiram dos passeios enquanto bebem a sua cerveja na esplanada, e que fazem os putos enquanto os papás nao lhes dão o telemovel que eles pedincham há meses e meses?Bebem a cerveja e começam a fumar os charros, porque a sua vida sexual está presa por um pequeno pormenor: Não possuem o telemovel para mandar mensagens calientes as garinas que eles curtem, e aquilo que aprendem já nao e através dos recados que dantes iam entregar todos contentes e com um sorriso na cara estafada da corrida, afinal estavam tambem a trabalhar para o seu futuro, a aprender as melhores frases de engate, a ver como é que as gajas caiam e que flores maiores sorrisos conseguiam arrancar. Agora aprendem tudo no canal 18 (ou no sexyhot se o pai for tarado)...
Ok... Agora percebo:
Viva os telemoveis!!!! Pelo menos os putos hoje em dia são mais objectivos.
A tecnologia tem coisas boas afinal...
hehehe
Boas a todos. Derivado aos constantes puxões de orelhas, e contínuas chamadas de atenção, a partir deste momento tentarei ter um maior cuidado com a linguagem. tentarei não cometer tantos erros ortograficos como aqueles que tenho vindo a cometer repetidamente.
peço desculpa pelos atentados a bela lingua portuguesa que tenho vindo a cometer.
sem mais de momento, eu :)
Ora aki esta um site a descubrir, tenho k perder ainda uns tempos com o site k a maria joao me recomendou, visto k pareçe muito interessante.
Obrigado :)
*
um comentario k fizeram deixou-me a pensar... recomendaram-me a escrever sem erros. duh... se dou erros e pq erro, errar e humano, o ser humano e estupido, eu n pretendo nem nc serei mais k os outros, escrevo consuante a loucura me ordena, o vibrar do meu cerebro nesse momento. muito sinceramente... estou-me a cagar para os erros, se vir algum, corrijo, se nao vir, percebem a ideia geral n percebem? isso e k interessa :)
de qualquer dos modos obrigado por deixares o teu comentario, as palavras bruscas sao fruto apenas de ma educaçao natural, se me quiseres insultar tambem sei k viremos a ser grandes amigos lol apareçe sempre
bem...
este delirio nao é original, mas acho k todos vós deveriam visitar este site k esta genial. deixo-vos perderem-se no genio de mr. Jorge Palma :)
As mulheres com ar serrado, observando tudo com olhares analiticos, os homens com ar comtemplativo, os gestos frenéticos, a ansia, os calores que fazem o corpo gastar todas as energias, derramadas em suor e vozes ja cansadas de gritos no meio de toda a loucura... O fogo que insiste em tomar conta de tudo e todos, as tentativas de o controlar, mas este calor que enlouqueçe tudo e todos é mais forte...
Sim... Quando chega o verão tudo muda, ganha cor, ganha chama, consume corpos e vida até ao fim da estação, quando finalmente se repousa da loucura da temperatura elevada, dos bafos quentes...
E só agora é que começaram os incêndios florestais...
Fala-se em amigos... Entao lá pq um individuo nao percebe a ponta de um corno de informatica, e por acaso tem conheçimentos de net k possuem esses conheçimentos pretendidos, deveria confiar neles? pois foi.. dei a minha pass e o meu login ao valter, e k fez ele? usou o meu web log para publicitar as suas tendencias sexuais, o seu desespero ( www.heartless.weblog.com.pt para conferir) sem manchar a sua reputaçao k ele tão bem criou no seu intimo e na sua imaginaçao... raios partam a confiança, somos sempre traidos. Por isso é k eu aki me vingo dando acesso ao seu web log... vejam pelos vossos proprios olhos a ralé k tenho k aturar. lol valter tb te adoro .!.
Pois é... Estava eu entretido a ler o blog dum amigo qd se me dá a subita vontade d'um cigarrinho, acendo o cigarro continuo a ler os delirios dele (variando desde sexo até putas... sim ele anda com dificuldades em ter relaçoes sexuais) qd vou a por a cinza no cinzeiro (desviado da fábrica onde labuto arduamente diariamente) k vejo eu??? pois é. um cigarro no cinzeiro acesso a emanar o seu doce odor atraves do ar ja algo fumarento e nebulado em redor do meu computas.
Acho k kem tinha razão era a minha médica, deixar o tabaco de vez e nao a ideia sonhadora k tinha de fumar mesnos mas n deixar de fumar, controlava-me dizia eu, dizia ela k em menos de nada passava a fumar o k fumava e daki a um ano entraria no hospital com uma crise respiratória cujo final era a Morte. ainda só vou em 1 maço e meio diario, ainda tenho mt k correr para o k fumava, talvez se me aguentar e tiver um bocado de força de vontade consiga escrever aki amiude até 2005, aproveitem enquanto podem, o tabaco mata devagar... Mas eu tenho ja um prazo afixado. TABACO RULA!!! Tantos anos a pensar em suicidio, em mortes repentinas, dolorosas, desesperadas e afinal irei morrer por causa dum prazer... melhor so se a crise respiratória for durante o meu maior orgasmo de sempre e entrar em coma ates da passagem para o outro lado. A esperança é sempre a ultima a morrer nao e isso k custumam dizer? os meus sonhos neste momento estao mais focados: deem-me um orgasmo em k a minha respiraçao ofegante me deturpe todos os sentidos, e me deixe adormeçer com um sorriso nos lábios. (candidatas podem deixar o vosso mail nos comentários)
bem... este é o meu primeiro dia como criador de um blog, por isso ainda estou ansioso por saber o que ira sair destes delirios que pretendo publicar na net :P
como ser estranho, complexo, intenso, observador, muito inteligente e sem papas na lingua (sim... tambem sou modesto) esperem apenas a verdade nua e crua, a frieza dos factos, a fragilidade da realidade, e a beleza entrecortada pelo pesadelo... em suma esperem apenas o inesperavel, porque de certeza que nao esperam aquilo que esperam!